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Tênis: Luisa Stefani opera joelho direito em Chicago

A paulista Luisa Stefani, número 13 do mundo nas duplas de tênis, passou nesta segunda-feira (27) por uma cirurgia no joelho direito para reconstruir o ligamento cruzado anterior. O procedimento ocorreu em Chicago (Estados Unidos).

O ligamento do joelho da atleta brasileira rompeu na partida da semifinal do US Open. Na ocasião, em 10 de setembro, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, Stefani disputava o tie-break do primeiro set contra as americanas Cori Gauff e Catherine McNally. Com a lesão da atleta paulista, as norte-americanas alcançaram a final.

O responsável pelo procedimento foi o doutor Jorge Chahla, que já operou Juan Martin del Potro. Segundo o médico, a operação foi considerada um sucesso e sem nenhuma complicação.

“A cirurgia foi um sucesso, deu tudo certo. Joelho imobilizado e pronto para melhorar. Gostei muito da equipe e já comecei a fazer a fisioterapia”, disse Luisa por meio de sua assessoria de imprensa.

A tenista já teve alta e passará por duas semanas de fisioterapia em Chicago. Na sequência, seguirá a recuperação na Saddlebrook Academy, em Tampa, na Flórida.

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Aline Rocha conquista bronze entre cadeirantes na Maratona de Berlim

A paranaense Aline Rocha subiu ao pódio na prova feminina de cadeirantes da Maratona de Berlim (Alemanha), realizada neste domingo (26). A brasileira de 30 anos finalizou o percurso de 42 quilômetros na terceira posição, com o tempo de 1h41min39s. A suíça Manuela Schär (1h37min31s) venceu a prova, seguida pela norte-americana Tatyana McFadden (1h38min54s). A paulista Vanessa Cristina chegou em quinto lugar (1h42min16s).

Tanto Schär como McFadden e Vanessa disputaram a Paralimpiada de Tóquio (Japão) na classe T54 (cadeirantes) do atletismo. A suíça conquistou a medalha de ouro nos 800 metros e três de prata nos 1,5 mil m, 5 mil m e na maratona. A norte-americana ficou em primeiro lugar no revezamento 4×100 metros misto, em segundo nos 800m e em terceiro nos cinco mil metros. A brasileira não pegou pódio, mas foi finalista nos cinco mil metros (oitava posição, com o melhor tempo da vida) na maratona (12ª).

Aline representou o Brasil na Paralimpíada Rio 2016,  mas não esteve na de Tóquio. Em entrevista à Agência Brasil, em julho do ano passado, o técnico e marido da paranaense, Fernando Orso, disse que devido às incertezas do calendário do atletismo por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), eles priorizariam torneios voltados a preparação dos Jogos Paralímpicos de Inverno do ano que vem, em Pequim (China), entre 4 a 13 de março.

Primeira mulher a defender o país no evento, em Pyeongchang (Coreia do Sul), há três anos, a brasileira tem expectativa de medalhas no esqui cross-country. Em publicação no Instagram, Orso explicou que o atletismo é “peça fundamental” na preparação para a modalidade de inverno e que competir na Maratona de Berlim seria importante para o trabalho com o esqui. Aline não competia em provas de rua desde 2019.

“Por vezes, concentrar-se em algo secundário, reduz nossas tensões. Estávamos leves e tranquilos, pois queríamos apenas fazer uma boa prova. A semana foi puxada, o ritmo de treino aumentou, pois temos um planejamento muito importante para março de 2022. Mesmo assim, fazer uma bela prova, melhorar sua marca pessoal e conseguir estar nesse pódio ao lado de Manuela Schär e Tatyana McFadden é simplesmente incrível, principalmente por saber que a Aline conseguiu andar junto com elas até o quilômetro 25”, destacou o técnico, na rede social.

No próximo domingo (3), Aline e Vanessa disputam a Maratona de Londres (Grã-Bretanha). Também para outubro, estão marcadas as Maratonas de Chicago (10) e Boston (11), ambas nos Estados Unidos.

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Marcus D’Almeida é vice-campeão do Mundial de tiro com arco

O brasileiro Marcus D´Almeida faturou a segunda posição no Campeonato Mundial de tiro com arco no último domingo (26). A medalha conquistada em Yankton (Estados Unidos) foi a primeira da história do país na modalidade em um evento deste porte.

Na final, Marcus foi superado pelo sul-coreano Kim Woojin, que se tornou tricampeonato mundial, pelo placar de 7 a 3.

Antes da decisão do título, o primeiro combate do dia do brasileiro foi contra o turco Samet Ak pelas quartas de final. D´Almeida avançou por 6 a 0. Na sequência, o adversário superado foi o campeão mundial e dono de três medalhas olímpicas, o americano Brady Ellison, pelo placar de 6 a 4.

Considerado o melhor atleta da história do Brasil na modalidade, o carioca conquistou a prata em 2014 na final da Copa do Mundo. Também em 2014, o atirador foi vice-campeão dos Jogos Olímpicos da Juventude na China. Já em 2019 ficou com a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o carioca finalizou em 9º lugar.

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Série B: Vasco e Goiás se enfrentam na abertura da 27ª rodada

O estádio de São Januário recebe público nesta segunda-feira (27), a partir das 20h (horário de Brasília), para a partida entre Vasco e Goiás, que abre a 27ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Ainda com capacidade limitada, por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a praça esportiva pode receber até 7,7 mil pessoas. Cerca de metade dos ingressos já foi vendida pelos donos da casa, que precisam do apoio da torcida para buscar mais uma vitória na luta pelo acesso à Série A.

Na última rodada, o Gigante da Colina derrotou o Brusque por 1 a 0 em Santa Catarina. Este foi o primeiro triunfo da equipe sob o comando do técnico Fernando Diniz, após dois empates (diante do CRB e do Cruzeiro).

Para a partida desta noite, o treinador vai contar com o retorno de Léo Jabá e Andrey, mas não terá o lateral Léo Matos, que está suspenso. Uma opção de Fernando Diniz é deslocar Zeca para a direita e colocar Riquelme na lateral esquerda, ou escalar o zagueiro Wálber e colocar Ricardo Graça para atuar como lateral esquerdo.

O jogo também marca o reencontro do atual técnico do Goiás, Marcelo Cabo, com o clube que treinou no início da temporada. O Esmeraldino não sabe se vai contar com o artilheiro Alef Manga, após um bate-boca com o treinador na derrota de 2 a 1 para o Vila Nova. O Goiás está no G4 com 44 pontos, já o Vasco ocupa a oitava posição da tabela com 37 pontos após 26 rodadas.

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Além do tri no Brasileiro, atacante do Timão é eleita craque da final

A piauiense Adriana, atacante do Corinthians, brilhou em campo na noite deste domingo (27), na vitória por 3 a 1 sobre o Palmeiras, que garantiu ao Timão o tricampeonato do Brasileiro Feminino de Futebol. A atacante, de 24 anos, marcou um golaço aos 32 minutos do primeiro tempo na Neo Química Arena, em São Paulo, e participou da jogada do terceiro gol do Timão, uma bicicleta da meia Vic Albuquerque.  

“Momento inesquecível. Vai ficar guardado para sempre na minha memória esse espetáculo que a gente fez aqui hoje. Um título tão importante para a gente. Para mim mais especial ainda, o terceiro título. Fico feliz demais, agora é comemorar e aproveitar”, disse a atleta, eleita craque da partida,  em depoimento à Confederação Brasileira de Futebol.

No Corinthians deste 2017, Adriana foi artilheira no Brasileiro do ano seguinte, com 14 gols, no primeiro título do Timão no campeonato feminino. No ano seguinte, devido a uma lesão, foi cortada da seleção convocada para a Copa do Mundo. Mas voltou com tudo no ano passado, quando conquistou o segundo título para o Timão.

“Para mim, é superação. E gratidão a Deus por toda oportunidade. Acho que tudo que eu passei agora me fez crescer, e hoje eu mostrei quem é a Adriana. Agradeço demais o apoio de todo mundo, de todos os torcedores, às meninas da comissão, que isso foi essencial”, afirmou Adriana.

O Timão saiu na frente do placar aos 22 minutos com com gol contra da zagueira Agustina Barosso,  no rebote do chute cruzado de Adriana.  A lateral esquerda Camilinha, descontou para o Palmeiras aos 28 minutos do segundo tempo.

A equipe feminina do Corinthians já tem compromisso na quarta-feira (29) pela sétima rodada do Campeonato Paulista. O embate será contra o  PInda, às 19h (horário de Brasília), no Parque São Jorge, em São Paulo.

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Coluna – Paralimpíada Escolar abre caminho para o alto rendimento

Petrúcio Ferreira, Talisson Glock, Gledson Barros, Leomon Moreno, Alex de Souza, Yeltsin Jacques, Wendell Belarmino e Gabriel Geraldo. O que eles têm em comum, além de terem conquistado medalhas de ouro na Paralimpíada de Tóquio (Japão)? Os oito foram revelados em edições da Paralimpíada Escolar, evento voltado a jovens de 11 a 18 anos de todo o país e que, segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), é o maior do gênero voltado a crianças com deficiência em idade escolar no mundo.

“Foi uma experiência incrível competir na Escolar. O primeiro contato que tive com o esporte paralímpico, com uma competição de verdade, onde descobri que era possível me tornar um atleta de alto rendimento. Gostei daquela atmosfera. É uma porta de entrada para outros atletas, como foi para mim”, destacou Wendell, nadador da classe S11 (deficiência visual), que disputou o evento em 2013 e 2015, à Agência Brasil.

Tendo como precursor o projeto “Paraolímpicos do Futuro”, em 2006, a Paralimpíada Escolar é realizada desde 2009. Talisson (natação), Gledson (futebol de 5), Alex (goalball), Yeltsin (atletismo) e Leomon surgiram justamente nesta edição, disputada em Brasília. O último deles, campeão paralímpico no goalball em Tóquio, assim como Alex, curiosamente se destacou nas pistas. Outros medalhistas também foram revelados naquele evento pioneiro, como o velocista e campeão paralímpico Alan Fonteles, a arremessadora de peso Marivana Oliveira, o saltador Mateus Evangelista, a mesatenista Bruna Alexandre e os nadadores Ruiter Santos, Andrey Garbe e Matheus Rheine.

“O evento oferece aos estudantes a oportunidade de mostrarem seus talentos, como em 2009, quando o Alan Fonteles correu com uma prótese de madeira. Além disso, impacta outros projetos da iniciação esportiva, principalmente no Camping Escolar, onde nós selecionamos os melhores da Paralimpíada Escolar e eles passam a ser acompanhados, por um ano, por técnicos de alto rendimento do Comitê, além de participarem de dois encontros no Centro de Treinamento Paralímpico [em São Paulo] e disputarem torneios regionais e nacionais [das respectivas modalidades]”, explicou o coordenador de Desporto Escolar do CPB, Ramon Pereira, à Agência Brasil.

Segundo o dirigente, 65 dos 236 atletas com deficiência que representaram o país em Tóquio (27,5%, ou seja, mais de um quarto do total) disputaram a Paralimpíada Escolar em algum momento. Alguns, inclusive, em edições recentes. Bronze no revezamento 4×100 metros livre da classe S14 (deficiência intelectual), a nadadora Ana Karolina Soares competiu em 2018. No ano seguinte, o evento teve a velocista e saltadora Jardênia Felix, mais jovem integrante da seleção de atletismo no Japão, onde foi bronze nos 400 metros da classe T20 (deficiência intelectual).

“Para descobrirmos esses talentos, trabalhamos com três planilhas. A primeira, desenvolvida pela Ciência do Esporte do CPB, detecta no mundo inteiro, com dados atualizados a cada seis meses, os resultados dos oito melhores atletas de acordo com a modalidade, o gênero, a classe e a prova. O professor que tem um atleta com deficiência visual, por exemplo, pode consultar os melhores tempos do mundo e equipará-los conforme a idade do atleta, para ter um parâmetro. Em paralelo, temos uma cartilha de classificação que mostra, superficialmente, a classe do aluno [de acordo com o tipo e o grau de deficiência]. E temos avaliações funcionais e antropométricas. Juntamos todos esses dados para identificar talentos e os pinçarmos”, descreveu Pereira.

Cancelada no ano passado devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), a Paralimpíada Escolar será realizada novamente entre 22 e 27 de novembro deste ano, em São Paulo. São 12 modalidades: atletismo, bocha, judô, natação tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, futebol de 5, vôlei sentado, futebol de 7 (paralisia cerebral), goalball, basquete em cadeira de rodas e parabadminton.

Em 2019, última ocasião em que ocorreu, o evento reuniu mais de dois mil participantes, entre alunos, professores, dirigentes e estafe. O coordenador do CPB entende que com a expansão dos centros de referência paralímpicos (que fomentam o paradesporto da iniciação ao alto rendimento, replicando atividades desenvolvidas no CT Paralímpico), será possível ampliar o alcance do esporte e qualificar a captação de potenciais atletas. Segundo ele, 14 estados do país contam atualmente com estes centros.

“Com a oportunidade dos centros de referência, teremos um quadro de recursos humanos especializados na descoberta de talentos. Estamos falando de um projeto criado em março de 2019, que precisou ser interrompido por causa da pandemia e está sendo reativado, e que teve 24 atletas em Tóquio. Os centros têm papel de fazer a iniciação, massificar e pinçar os alunos com desempenho diferenciado. São projetos que sabemos que vão repercutir em Paris [França, sede da próxima Paralimpíada, em 2024], com resultados de representantes destes projetos envolvendo o esporte escolar”, concluiu o dirigente.

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Uberlândia-MG derruba invencibilidade do Joinville-SC na Série D

Caiu o último invicto da Série D do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (26), o Uberlândia-MG bateu o Joinville-SC por 1 a 0 no Parque do Sabiá e saiu na frente no confronto pelas oitavas de final da competição. A partida em Uberlândia (MG) foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.

O duelo de volta será no próximo sábado (2), às 15h (horário de Brasília), na Arena Joinville. O Alviverde do Triângulo tem a vantagem do empate. O Tricolor precisa ganhar por dois ou mais gols de saldo para seguir na briga do acesso. Caso os catarinenses triunfem por um gol de diferença e igualem o placar agregado, a decisão da vaga será nos pênaltis.

A primeira chance foi do Joinville, aos 11 minutos, em chute de fora da área do meia Renan Oliveira, que avançou com liberdade pelo meio e finalizou, para defesa do goleiro Rafael Roballo. A partir daí, o Uberlândia foi mais impositivo e esteve mais perto do gol antes do intervalo. Aos 19 minutos, o meia Ingro cruzou rasteiro na esquerda e o atacante Alípio concluiu perto da pequena área, mas o goleiro Rafael Pascoal salvou com o pé.

Aos 30 minutos, o zagueiro Bruno Maia tentou encobrir o camisa 1 do JEC em cobrança de falta no campo de defesa. O arqueiro quase foi pego de surpresa, mas conseguiu evitar o gol. Nos acréscimos, o lateral Kellyton soltou uma bomba da intermediária, em cobrança de falta, que explodiu no peito de Rafael Pascoal.

O Tricolor iniciou a segunda etapa tentando ser mais agressivo, mas foi o Alviverde do Triângulo quem balançou as redes. Aos 11 minutos, Alípio cobrou escanteio pela esquerda e Ingro, de cabeça, colocou os anfitriões na frente. O segundo quase saiu na sequência, mas Rafael Pascoal salvou o Joinville duas vezes no mesmo lance. Primeiro, o goleiro defendeu o chute de Kellyton, de fora da área. No rebote, salvou a conclusão de Bruno Maia na pequena área.

O Joinville teve uma boa oportunidade para empatar aos 18 minutos, em chute de Paulo Victor na pequena área, após rebote da zaga do Uberlândia, mas o atacante mandou para fora. Os catarinenses passaram a encontrar dificuldades para avançar, ao passo que deixavam espaços para os contra-ataques dos mineiros. Em um deles, aos 40 minutos, o atacante Pedro Vitor invadiu na área pela esquerda e levou a bola para a perna direita, mas chutou por cima da meta. Foi a última chance do jogo.

Mais Série D

Outras três partidas movimentaram as oitavas de final da Série D neste domingo. Na Arena Ytacoatiara, em Piripiri (PI), o ABC-RN buscou o empate por 1 a 1 com o 4 de Julho-PI. O duelo de volta será no Frasqueirão, em Natal, domingo que vem. Rival do ABC, o América-RN bateu o Moto Club-MA na Arena das Dunas por 1 a 0. Os potiguares têm a vantagem da igualdade daqui uma semana, no Nhozinho Santos, em São Luís. Por fim, no Estádio Albino Turbay, em Cianorte (PR), o time da casa ficou no zero a zero com o Aparecidense-GO. As equipes se reencontram sábado, no Estádio Aníbal Toledo, em Aparecida de Goiânia (GO).

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Brasil disputa Copa do Mundo por equipes de tênis em cadeira de rodas

O sorteio dos grupos da Copa do Mundo por equipes de tênis em cadeira de rodas, que começa nesta segunda-feira (27), ocorreu neste domingo (26). A competição será realizada até dia 3 de outubro em Alghero, cidade da província da Sardenha (Itália). O Brasil será representado nas classes quad (atletas com deficiências em três ou mais extremidades do corpo) e open (tenistas com deficiência em membros inferiores) masculino e feminino, além da categoria júnior.

Em cada categoria, os países foram divididos em grupos e duelam entre si nas chaves. Cada confrontos é disputado em melhor de três jogos, sendo dois de simples e um de duplas. As partidas serão transmitidas ao vivo pelo canal da Federação Internacional de Tênis (ITF, sigla em inglês) no YouTube.

Na quad, que reúne oito seleções, o Brasil caiu no Grupo 2, ao lado de Japão, Canadá e França. A estreia será às 14h30 (horário de Brasília) desta segunda, contra os japoneses, atuais campeões. Os dois primeiros da chave avançam às semifinais. Oitavo da categoria na ITF, Ymanitu Silva é o brasileiro mais bem colocado no ranking mundial, considerando as classes adultas. Além dele, Augusto Fernandes (31º) e Leandro Pena (sem colocação) representam o país. A principal favorita é a Holanda, que tem dois medalhistas paralímpicos no elenco: Sam Schröder e Niels Vink, respectivamente prata e bronze nos Jogos de Tóquio (Japão).

Número oito da classe na Federação Internacional de Tênis (ITF, sigla em inglês), Ymanitu Silva é o brasileiro mais bem colocado no ranking, considerando as categorias adultas. Além dele, Augusto Fernandes (31º) e Leandro Pena (sem colocação) representam o país. A principal favorita é a Holanda, que tem dois medalhistas paralímpicos no elenco: Sam Schröder e Niels Vink, respectivamente prata e bronze nos Jogos de Tóquio (Japão).

“[Após a Olimpíada] Dei uma descansada de três dias e voltei aos treinos focado no Mundial. É uma oportunidade única de representar o país e também de jogar contra os melhores do mundo, podendo ver o nível em que me encontro perante eles”, disse Ymanitu à Agência Brasil.

“Claro que a intenção é buscar vaga na semifinal, depois na final, mas somos realistas. O principal objetivo é obtermos a classificação direta para o Mundial do ano que vem. Para isso, temos de ficar entre os seis melhores. Temos uma das equipes mais novas [em tempo de carreira na modalidade], mas com qualidade para defender o país”, completou o tenista, que ajudou o Brasil a se garantir na competição em solo italiano no classificatório disputado em Portugal, há quatro meses.

 YMANITU GEON DA SILVA - Classificatória do Tenis em cadeira de roda
 YMANITU GEON DA SILVA - Classificatória do Tenis em cadeira de roda

Ymanitu Geon da Silva – Classificatória do Tenis em cadeira de roda – Matsui Mikihito/CPB/Direitos reservados

Na classe open masculino, são 15 equipes separadas em quatro chaves, classificando-se as dois melhores de cada às quartas de final. O Brasil está no Grupo 4, com Bélgica, França e Sri Lanka. O duelo contra os belgas abre a participação verde e amarela nesta segunda, também às 14h30. O brasileiro mais bem colocado nesta categoria é Daniel Rodrigues, 25º do mundo. A seleção ainda é formada por Gustavo Carneiro (41º), Bruno Makey (168º) e Felipe Santana (254º). Deste quarteto, Daniel e Gustavo estiveram na Paralimpíada de Tóquio.

Holanda, Espanha e Argentina (que tem Gustavo Fernandez, número quatro do mundo e tenista mais bem posicionado entre os inscritos) são os países favoritos ao título. Atual campeã, a Grã-Bretanha não terá Alfie Hewett, segundo colocado na ITTF, mas contará com Gordon Reid (5º), bronze em Tóquio. O Japão, por sua vez, compete desfalcado de Shingo Kunieda, ouro na Paralimpíada, líder do ranking mundial e multicampeão da modalidade.

Entre as mulheres, a classe open envolve 12 países, também divididos em quatro grupos. As brasileiras aparecem no Grupo 1, junto de Japão e África do Sul. Na primeira rodada, as adversárias serão as sul-africanas. O duelo não começa antes das 18h desta segunda-feira. Representantes do Brasil em Tóquio, Meirycoll Duval (23ª do mundo) e Ana Caldeira (50ª) integram a seleção na Sardenha, ao lado de Lucimaria Oliveira (53ª) e Maria Fernanda Garcia (65ª). Como a categoria quad, a open feminina se classificou ao Mundial no classificatório de maio, em Portugal.

A categoria também tem a Holanda como favorita. Atual campeã, a nação europeia tem as três convocadas integrando o top-10 do ranking mundial. Entre elas, Diede de Groot, número um do mundo e atual campeã paralímpica. O Japão desponta como o principal adversário das europeias, liderado por Yui Kamiji, segunda colocada da ITTF e prata em Tóquio, superada justamente por De Groot na final.

A competição de juniores (onde as equipes são mistas) é que o Brasil tem mais chances de brigar pelo pódio na Sardenha. São dois atletas entre os dez melhores do mundo: Jade Lanai (segunda no feminino) e João Lucas Takaki (sexto no masculino). Também integram o time Cesar Adolfo (21º) e Arthur Dantas (sem ranking). A equipe verde e amarela está no Grupo 2, ao lado de Japão, Argentina e Turquia. Os jogos da categoria ainda não foram agendados.

Além dos brasileiros, outros três países reúnem dois top-10 nas delegações do Mundial. O Japão, um dos rivais da primeira fase, tem o líder e o décimo colocados do masculino (Tokito Oda e Shogo Takano, respectivamente). A Holanda conta com a tenista mais bem colocada entre as mulheres (Lizzy De Greef) e o sétimo entre os homens (Maarten Ter Hofte). A Grã-Bretanha, vice na última edição, reúne o quinto do ranking dos meninos (Dahnon Ward) e a sexta das meninas (Ruby Bishop). Campeã em 2019, a Austrália não participa desta vez.

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Com gols no fim, América-MG e Flamengo empatam pelo Brasileiro

No primeiro jogo deste domingo (26) pelo Campeonato Brasileiro, América-MG e Flamengo empataram por 1 a 1 no Independência, em Belo Horizonte, pela 22ª rodada da competição. O Coelho foi a 24 pontos, na 15ª posição, mas pode ser ultrapassado e até retornar à zona de rebaixamento na sequência do dia. O Rubro-Negro subiu para 35 pontos, em terceiro, com três jogos a menos que a maioria dos clubes, mas também pode descer na tabela se Fortaleza e Red Bull Bragantino vencerem os respectivos compromissos na rodada.

A equipe carioca mandou a campo um time misto, preocupada com o segundo jogo do confronto com o Barcelona (Equador), na cidade equatoriana de Guayaquil, pelas semifinais da Libertadores, na quarta-feira (29), às 21h30 (horário de Brasília). Dos habituais titulares, o técnico Renato Gaúcho escalou somente o volante William Arão e os atacantes Vitinho e Bruno Henrique para começar jogando. No América, o destaque na formação do técnico Vagner Mancini foi a volta do atacante Fabrício Daniel, recuperado do novo coronavírus (covid-19).

A partida começou agitada, com o América adotando uma postura agressiva e o Flamengo respondendo na sequência. O atacante Mauro Zárate teve duas oportunidades antes dos dez minutos, mas a pontaria não ajudou. Em seguida, o atacante Pedro recebeu cruzamento rasteiro do lateral Matheuzinho pela direita e bateu de primeira, para defesa do goleiro Matheus Cavichioli no reflexo. Aos 22, o Coelho assustou novamente em batida do lateral Marlon, livre e dentro da área, que foi acima do gol. Após a pausa para hidratação, aos 30, o jogo perdeu intensidade e teve poucas emoções até o intervalo.

No segundo tempo, o Flamengo avançou as linhas para aumentar a imposição ofensiva, enquanto o América, melhor postado em campo, buscava neutralizar os principais movimentos de ataque do adversário. Os mineiros tiveram sucesso até os 43 minutos, quando o atacante Michael fez fila na direita e rolou para Pedro na área. O centroavante deixou a bola passar e o próprio Michael surgiu para bater na saída de Matheus Cavichioli. Seis minutos depois, porém, o volante Lucas Kal cruzou pela esquerda e o meia Alê, de cabeça, escorou no contrapé do goleiro Gabriel Batista, evitando a derrota americana.

Os times voltam a campo pelo Brasileirão no fim de semana que vem. No sábado (2), às 17h, o América visita o Cuiabá na Arena Pantanal. No domingo (3), às 16h, o Flamengo recebe o Athletico-PR no Maracanã, no Rio de Janeiro. Os duelos valem pela 23ª rodada da competição nacional.

Mais Série A

No sábado (25), o Ceará abriu a 22ª rodada com vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense na Arena Castelão, em Fortaleza. O gol de pênalti do atacante Jael encerrou uma sequência de sete jogos sem vitórias do Vozão, que subiu para décimo, com 28 pontos. O Verdão do Oeste permanece na lanterna, com dez pontos.

No derby paulistano, o Corinthians levou a melhor sobre o Palmeiras e venceu por 2 a 1 na Neo Química Arena, em São Paulo. Ex-jogador do Verdão, o atacante Roger Guedes fez valer a “lei do ex” e balançou as redes duas vezes para o Timão, que ocupa o sexto lugar na tabela, com 33 pontos. O lateral Gabriel Menino marcou para o time alviverde, que é o vice-líder do Brasileirão, com 38 pontos.

Também na capital paulista, São Paulo e Atlético-MG não saíram do zero no Morumbi. O Tricolor está em 12º, com 27 pontos. O Galo permanece na ponta do Brasileiro, com 46 pontos.

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Brasil derrota o Marrocos e vai à semifinal da Copa do Mundo de futsal

O Brasil está a dois jogos de retomar a coroa de país número um do futsal. Neste domingo (26), a seleção nacional derrotou Marrocos por 1 a 0 e avançou à semifinal da Copa do Mundo de futsal, que é disputada na Lituânia. A partida foi disputada na cidade de Vilnius.

Os brasileiros voltam à quadra nesta quarta-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Kaunas, contra Argentina ou Federação Russa de Futsal – a Rússia não pode competir com a bandeira do país, como já aconteceu na Olimpíada de Tóquio (Japão), devido à punição aplicada pela Corte Arbitral do Esporte (CAS, sigla em inglês) por casos de doping. Se ganhar, o Brasil disputa o título no próximo domingo (3), às 14h. Caso fique pelo caminho, o time de Marquinhos Xavier também joga no domingo, mas às 12h, pelo terceiro lugar.

Apesar da pressão brasileira, foi a seleção africana quem assustou primeiro. Aos sete minutos, em contra-ataque rápido, o ala Youssef Jouhad carimbou a trave do goleiro Guitta. O time canarinho foi encurralando o adversário no campo de defesa e conseguiu abrir o placar aos 12 minutos. O fixo Rodrigo soltou a bomba rasteira, de bico, em falta cobrada pela direita, no canto do goleiro Abdelkrim Anbia.

A partida, que já estava complicada, seguiu difícil depois do intervalo. O Brasil teve as primeiras chances, mas os pivôs Gadeia e Pito pararam em Anbia e na trave, respectivamente. À medida que a segunda etapa transcorreu, Marrocos aumentou a pressão e assustou em chutes cruzados dos alas Achraf Saoud e Soufiane Borite. O primeiro foi salvo por Guitta, no reflexo. O segundo passou rente à trave direita do arqueiro. O time africano adotou a estratégia do goleiro-linha para ter vantagem numérica, mas os brasileiros resistiram ao sufoco e celebraram a vaga na semifinal.

A seleção brasileira é a maior campeã mundial no futsal. São sete títulos desde a primeira edição, em 1982, quando o torneio era organizado pela Federação Internacional de Futebol de Salão (Fifusa), e cinco a partir de 1989, ano em que o evento passou a ser realizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). A última taça foi conquistada em 2012, na Tailândia. Na edição passada da Copa do Mundo, na Colômbia, o Brasil caiu nas oitavas de final para o Irã.