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Rebeca Andrade e Isaquias Queiroz conquistam Prêmio Brasil Olímpico

Após um ano de 2021 repleto de conquistas (com os ouros olímpico e mundial) Rebeca Andrade foi escolhida nesta terça-feira (7) como a Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico entre as mulheres, superando outras duas medalhistas nos Jogos de Tóquio: Ana Marcela Cunha (maratona aquática) e Rayssa Leal (skate).

Entre os homens a conquista ficou com Isaquias Queiroz (canoagem), que bateu o primeiro medalhista de ouro olímpico do surfe Ítalo Ferreira e Hebert Conceição (boxe). Com a vitória alcançada no palco do Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, o baiano se tornou o maior vencedor da história do prêmio, com quatro conquistas.

Prêmio da Galera

Quem também brilhou foi a jogadora de vôlei Fernanda Garay, que foi escolhida como Atleta da Torcida. A atleta, que teve atuação de destaque na conquista da prata pelo Brasil nos Jogos de Tóquio, venceu uma eleição entre 20 concorrentes que contou com mais de 400 mil votos.

Troféu Adhemar Ferreira

Outra homenageada da noite foi a ex-jogadora de basquete Janeth Arcain, que recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, concedido às personalidades esportivas detentoras de valores que marcaram a vida e a carreira do saltador (ética, espírito coletivo, eficiência técnica e física, respeito ao próximo e companheirismo).

Técnicos

Além dos atletas foram premiados os técnicos. O COB escolheu os seis treinadores campeões na Olimpíada do Japão: Fernando Possenti (maratonas aquáticas), Francisco Porath (ginástica artística), Javier Torres (vela), Lauro Souza (canoagem velocidade) e Mateus Alves (boxe) nas modalidades individuais e André Jardine (técnico da seleção brasileira de futebol) nas coletivas.

Hall da Fama

Um pouco antes do início da da premiação foi realizada a cerimônia de entrada no Hall da Fama de quatro nomes: Magic Paula, campeã mundial de basquete em 1994 e prata nos Jogos Olímpicos Atlanta 1996, Sebastián Cuattrin, 11 medalhas em Jogos Pan-americanos na canoagem velocidade, Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico no salto triplo, e Tetsuo Okamoto, primeiro medalhista olímpico da natação brasileira.

Vencedores por modalidade

A noite também foi de homenagear os destaques por modalidade, que são os seguintes:

Atletismo – Alison dos Santos
Badminton – Ygor Coelho  
Basquete 3×3 – Fabrício Veríssimo
Basquete 5 x 5 – Clarissa dos Santos
Beisebol – Thyago Vieira
Boxe – Hebert Conceição
Canoagem Slalom – Ana Sátila
Canoagem Velocidade – Isaquias Queiroz
Ciclismo BMX Freestyle – Eduarda Bordignon
Ciclismo BMX Racing – Renato Rezende
Ciclismo Estrada – Vinícius Rangel
Ciclismo Mountain Bike – Henrique Avancini
Ciclismo Pista – Wellyda Rodrigues
Desportos na Neve – Michel Macedo
Desportos no Gelo – Nicole Silveira
Escalada Esportiva – Felipe Ho Foganholo
Esgrima – Nathalie Moellhausen
Futebol – Richarlison
Ginástica Artística – Rebeca Andrade
Ginástica de Trampolim – Camilla Gomes
Ginástica Rítmica – Duda Arakaki
Golfe – Alexandre Rocha
Handebol – Bruna de Paula
Hipismo Adestramento – João Victor Oliva
Hipismo CCE – Carlos Parro
Hipismo Saltos – Marlon Zanotelli
Hóquei sobre Grama e Indor – Vinicius Vaz
Judô – Mayra Aguiar
Karatê – Vinícius Figueira
Levantamento de Pesos – Jaqueline Ferreira
Maratona Aquática – Ana Marcela Cunha
Nado Artístico – Laura Miccuci e Luisa Borges
Natação – Bruno Fratus
Pentatlo Moderno – Danilo Fagundes
Polo Aquático – Ana Beatriz Mantellato
Remo – Lucas Verthein
Rugby – Isadora Cerullo
Saltos Ornamentais – Kawan Pereira
Skate – Rayssa Leal
Softbol – Mariana Pereira
Surfe – Italo Ferreira
Taekwondo – Milena Titoneli
Tênis – Luisa Stefani e Laura Pigossi
Tênis de Mesa – Hugo Calderano
Tiro com Arco – Marcus D’Almeida
Tiro Esportivo – Felipe Wu
Triathlon – Vittoria Lopes
Vela – Martine Grael e Kahena Kunze
Vôlei – Fernanda Garay
Vôlei de Praia – Duda Lisboa
Wrestling – Laís Nunes

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Basquete em cadeira de rodas: Brasil inicia Sul-Americano

A seleção masculina de basquete em cadeira de rodas começa a disputar na próxima quarta-feira (8) o Sul-Americano, competição que serve de qualificação regional para a Copa América de 2022, que por sua vez é classificatória para o Mundial de 2022.

A estreia do Brasil na competição será contra a Bolívia, a partir das 19h (horário de Brasília) desta quarta.

Além da seleção boliviana, os brasileiros medirão forças com Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai e Venezuela.

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Seleção masculina é convocada para treinos em São Paulo

O técnico Marquinhos Xavier convocou nesta terça-feira (7) a seleção masculina de futsal para um período de treinos na cidade paulista de Sorocaba entre os dias 12 e 20 de dezembro. Esta é a segunda oportunidade na qual a equipe se reúne após a conquista do terceiro lugar na Copa do Mundo, disputada na Lituânia.

Nesta convocação foram chamados tanto atletas que atuam no exterior como no Brasil, com exceção dos que defendem Cascavel e Magnus Futsal, finalistas da Liga Nacional de Futsal (LNF). A decisão da competição nacional será transmitida, a partir do próximo domingo (12), pela TV Brasil.

Convocados para a seleção:

Goleiros: Willian – Joinville e Françoar – Minas Tênis Clube.
Fixos: Marlon – Palma – ESP, Léo Santana – El Pozo – ESP e Allan – Atlético Erechim.
Alas: Valério – El Pozo – ESP, Marcênio – Barcelona – ESP, Matheus -Barcelona – ESP, Dyego – Barcelona – ESP, Pito – Barcelona – ESP e Arthur – Benfica – POR.
Pivôs: Ferrão – Barcelona – ESP, Rocha – Carlos Barbosa e Rafael Santos – El Pozo – ESP.

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Coluna – O que é mais decepcionante para um grande time de futebol?

A temporada de 2021 do futebol brasileiro não teve 12 meses, nem mesmo os 11 tradicionais, consideradas as férias dos jogadores. A de 2020 terminou apenas em fevereiro, e com isso podemos dizer que foram dez meses de intensa agitação, nos quais os principais times tiveram de se dividir entre estaduais, Copa do Brasil, Brasileirão e competições sul-americanas. O preço foi caro para algumas equipes, até mesmo para as grandes favoritas, mas ainda maior para quem não tinha estrutura bem definida ou não se organizou.

O Athletico-PR é um exemplo dessa alternância na temporada. Campeão da Copa Sul-Americana e com vaga assegurada na Libertadores do ano que vem, o Furacão também está na final da Copa do Brasil, mas, até a penúltima rodada do Brasileirão, esteve ameaçado de rebaixamento. O Bragantino, finalista da Copa Sul-Americana, com planos de entrar na fase de grupos da Libertadores, agora corre o risco de ter de disputar a fase preliminar da principal competição do continente.

Três equipes despontaram como maiores favoritas aos principais títulos em disputa: o Atlético-MG, o Flamengo e o Palmeiras. O Galo já faturou o Brasileirão, e ainda pode levar a Copa do Brasil, mas foi eliminado na semifinal da Libertadores. O Palmeiras caiu na Copa do Brasil, ficou em terceiro no Brasileirão, mas levou para casa a Copa Libertadores. Já o Flamengo foi semifinalista da Copa do Brasil, finalista da Libertadores e vice-campeão do Brasileirão. Nenhum troféu. Vamos guardar essa informação!

Ainda na Série A, quem, no início do ano, colocaria o Grêmio entre os prováveis rebaixados para a segundona? Clube estruturado, bons jogadores, financeiramente bem, estádio próprio. No entanto, lá está o Tricolor gaúcho, praticamente rebaixado, precisando fazer muitas contas para escapar da queda. Como explicar?

E mudando o olhar para a Série B, uma rápida pesquisa nos mostra que o Vasco, no início do campeonato, estava sempre cotado entre os quatro que subiriam para a Série A em 2022. No entanto, o time de maior folha salarial terminou em décimo lugar. O Cruzeiro, que já está há dois anos na Segundona, também não conseguiu o acesso e vai para a terceira temporada fora da elite.

São quatro grandes clubes, com torcidas relevantes, passando por momentos difíceis, cada um com metas e sonhos distintos, com derrotas diferentes. Quem vai virar o ano mais triste? O favorito que não levantou nenhum troféu? O rebaixado? Ou o que não voltou para a elite?

Há quem diga que os de maior ambição sofrem a maior queda. Porém, quem tem o maior objetivo: o que quer ser campeão ou o que busca a recuperação? E quem sofreu a maior derrota? Aliás, pesa mais a do momento (no caso da luta por um título) ou a que repercute na próxima temporada?

O Grêmio ainda pode escapar da derrota maior na quinta-feira (9), apesar de, particularmente, achar muito difícil. Mas o fato é que não dá para afirmar qual dessas quatro torcidas é a mais frustrada, com uma virada de ano cinzenta e sem cor, nessa temporada em que o preto-e-branco de Atlético-MG e Botafogo predominou.

* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil.

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Brasileiro: Cuiabá vence Fortaleza e se afasta do Z4

O Cuiabá deu um importante passo para fugir do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro ao derrotar o Fortaleza por 1 a 0, na noite desta segunda-feira (6) na Arena Pantanal, em partida da 37ª (e penúltima) rodada da competição.

Com mais estes três pontos o Dourado alcançou a 15ª posição com 46 pontos, três a mais do que os 43 do Juventude, a primeira equipe no Z4, na 17ª posição. Já o Tricolor permanece na 5ª posição com 55 pontos após o revés.

O único gol da partida saiu aos 6 minutos do primeiro tempo, em cobrança de pênalti do atacante Elton.

As equipes se despedem da competição na próxima quinta-feira (9), a partir das 21h30 (horário de Brasília). O Cuiabá visita o Santos na Vila Belmiro, enquanto o Fortaleza recebe o Bahia no Castelão.

Duelo de rebaixados

Já o duelo entre os dois primeiros rebaixados da atual edição do Brasileiro terminou com a vitória de 1 a 0 do Sport sobre a Chapecoense, em plena Arena Condá.

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Vitórias de Atlético-GO e Santos embolam briga por Libertadores

A disputa por vagas na fase preliminar da Libertadores ficou ainda mais embolada após os resultados desta segunda-feira (6). No complemento da 37ª rodada, o Atlético-GO venceu o confronto direto contra o Internacional, por 2 a 1 no Beira-Rio, enquanto o Santos derrotou o Flamengo por 1 a 0 no Maracanã. Goianos e paulistas nutrem chances de entrar no G8.

No Rio de Janeiro, as duas equipes tiveram oportunidades de abrir o placar no primeiro tempo, mas os goleiros João Paulo e Hugo Souza evitaram que as redes balançassem. O Rubro-Negro ainda teve um gol do atacante Pedro anulado, aos 28 minutos, após intervenção do árbitro de vídeo (VAR), que viu impedimento do lateral Matheuzinho na origem da jogada.

Na etapa final, o VAR foi novamente decisivo, validando o gol de Marcos Leonardo, aos 11 minutos, que havia sido anulado sob alegação de impedimento do atacante santista. Aos 18, o zagueiro Kayky fez pênalti em Vitinho, mas o também atacante Gabriel desperdiçou a chance do empate, acertando a trave. Os anfitriões pressionaram, sem êxito, irritando os mais de 40 mil torcedores presentes no Maracanã.

O Santos foi a 49 pontos, na 11ª posição, um ponto atrás do América-MG, oitavo colocado e último time na zona de classificação à pré-Libertadores. O Peixe precisa ganhar do Cuiabá nesta quinta-feira (9), às 21h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro, além de torcer por outros resultados para se garantir no principal torneio do continente. O Flamengo segue com 71 pontos, já com o vice-campeonato assegurado.

Em Porto Alegre, o goleiro Marcelo Lomba salvou o Inter em finalizações perigosas do meia Rickson e do atacante Montenegro, enquanto o travessão evitou o gol do volante Baralhas. Isso tudo nos primeiros 25 minutos de bola rolando. Apesar da pressão do Atlético-GO, o Colorado foi quem saiu na frente. Aos 32 minutos, o atacante Yuri Alberto completou, de peito, um cruzamento da esquerda e voltou balançar as redes após sete rodadas.

A reação dos goianos não tardou. Aos 44, Baralhas acertou uma bomba no ângulo, da intermediária, para empatar. Dois minutos depois, o atacante Janderson recebeu um cruzamento rasteiro do lateral Arnaldo pela direita e virou o marcador. Na etapa final, o Dragão neutralizou o Inter, que encontrou dificuldades para armar lances de perigo e o placar não se alterou mais. A torcida da casa vaiou a equipe após o apito final no Beira-Rio.

Os goianos assumiram o nono lugar, com os mesmos 50 pontos do América-MG, superados pelo saldo de gols. Os gaúchos, com 48 pontos, desceram para a 12ª posição e precisam de uma combinação de resultados para conseguirem vaga na Libertadores. Na quinta, às 21h30, o Atlético-GO recebe o Flamengo no Antônio Accioly, em Goiânia, enquanto o Inter visita o Red Bull Bragantino no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP).

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São Paulo e Athletico-PR garantem permanência na Série A do Brasileiro

As torcidas de São Paulo e Athletico-PR, enfim, respiram aliviadas. A vitória do Tricolor sobre o Juventude, por 3 a 1, e o empate sem gols do Furacão com o Palmeiras garantiram, nesta segunda-feira (6), a permanência de paulistas e paranaenses na Série A do Campeonato Brasileiro.

No Morumbi, aos quatro minutos do primeiro tempo, Emiliano Rigoni cruzou pela direita e o também atacante Luciano, de cabeça, abriu o placar. Aos 42, Luciano desviou a cobrança de escanteio do lateral Reinaldo e o goleiro Douglas Friedrich deu rebote, que o atacante Jonathan Calleri aproveitou para ampliar.

Os gaúchos pressionaram na etapa final e descontaram aos 17 minutos. O lateral Michel Macedo cruzou rasteiro pela direita e o atacante Sorriso completou para as redes. Três minutos depois, porém, Miranda lançou a bola na área, Luciano apareceu às costas do também zagueiro Rafael Foster e finalizou na saída de Douglas Friedrich, garantindo a vitória tricolor.

O São Paulo subiu para 48 pontos, provisoriamente na 12ª posição, abrindo cinco pontos para o Z4, a uma rodada do fim. O Juventude, por enquanto em 16º, pode terminar a rodada na zona de rebaixamento se o Dourado pontuar contra o Fortaleza, em partida que iniciou às 20h (horário de Brasília) desta segunda.

Empate na Arena

Na Arena da Baixada, em Curitiba, mesmo recheado de meninos do sub-20, o Palmeiras assustou o Athletico-PR. Aos 20 minutos, o lateral Gabriel Garcia cruzou pela esquerda e o atacante Vitinho cabeceou na trave esquerda. Aos 34, o árbitro de vídeo (VAR) verificou um possível pênalti de Thiago Heleno, por mão na bola na área, mas as imagens mostraram, na origem do lance, uma falta de Vitinho no também zagueiro Pedro Henrique, que foi marcada.

Antes do intervalo, o Furacão pressionou e teria aberto o placar com o atacante Pedro Rocha e o meia Canesin, não fossem duas boas defesas do goleiro Vinícius. No segundo tempo, o time da casa seguiu em cima e teve várias chances de sair na frente, mas pecou na pontaria. Quando a bola foi em direção ao gol, Vinícius salvou uma cabeçada de Bissoli e o zagueiro Michel evitou – quase na linha – o que seria um golaço do também atacante Nikão.

O empate levou os paranaenses, que ocupam neste momento o 13º lugar, aos 46 pontos, o que os impede de serem alcançados pelas equipes que figuram no Z4. O Palmeiras, com 63 pontos, não perde mais a terceira posição.

A última rodada do Brasileiro será nesta quinta-feira (9), com todos os jogos iniciando às 21h30. O Juventude encara o Corinthians no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS) e tem de ganhar se quiser evitar a queda à Série B. O Palmeiras enfrenta o Ceará na Arena Barueri, na grande São Paulo. O São Paulo visita o América-MG no Independência, em Belo Horizonte, enquanto o Athletico pega o Sport na Arena Pernambuco.

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Coluna – Vôlei sentado inicia ciclo com novidades e esperança de ouro

O Campeonato Brasileiro masculino, vencido pelo Sesi-SP na última sexta-feira (3), encerrou a temporada 2021 do vôlei sentado no país. As atenções, agora, voltam-se a 2022, primeiro ano completo do ciclo paralímpico de Paris (França), em que as seleções masculina e feminina terão pela frente a Copa do Mundo de Hangzhou (China), entre 18 e 23 de maio, além do torneio classificatório para o Mundial de 2023, isso se a pandemia do novo coronavírus (covid-19) permitir. No cenário nacional, a previsão é de mais dois eventos: uma competição aberta a equipes do exterior e uma Copa do Brasil, reunindo os dois melhores times de cada estado.

Na Paralimpíada de Tóquio (Japão), o Brasil repetiu o resultado de cinco anos antes, no Rio de Janeiro. O time masculino ficou em quarto e as mulheres conquistaram novamente a medalha de bronze, ao superarem o Canadá na disputa pela terceira posição.

“[O bronze] foi o resultado possível. Poderia ter sido melhor, mas elas [Estados Unidos, que bateu o Brasil na semifinal] jogaram melhor e tiveram oportunidades que não tivemos. Elas e as equipes da Europa não pararam de treinar, fizeram amistosos, enquanto o time brasileiro não foi convidado, por conta da pandemia”, analisou a capitã Nathalie Filomena à Agência Brasil.

“Todo mundo teve desafios, mas, perto de Tóquio, a gente viu que outras seleções puderam jogar mais. Algumas participaram de um campeonato na Holanda. A pandemia atrapalhou um pouco o que estávamos planejando, que era pegar ritmo. Não é desculpa, os EUA têm todos os méritos, mas acho que, pelo que passamos, conquistamos um resultado incrível”, completou Luiza Fiorese, também medalhista de bronze no Japão.

Após os Jogos, houve uma troca na comissão masculina, com a saída de Célio César Mediato, atual treinador do Sesi, e o retorno de Fernando Guimarães, irmão do técnico tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, que dirigiu a equipe na Rio 2016. No feminino, a Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD) quer manter José Agtônio Guedes. O comandante, que está à frente da seleção desde o ciclo de 2016, foi recentemente empossado secretário nacional do Paradesporto do Ministério da Cidadania.

“O Fernando está no Paulistano/Instituto Ética, saiu [da seleção] após o ciclo de 2016. Entendíamos na época que deveríamos mudar, mas é um dos melhores técnicos do Brasil. [Sobre Guedes] estamos aguardando resposta. Ele tem essa demanda importante, grandiosa, mas não podemos perder um treinador como ele. Passamos três dias em Brasília conversando. Ele cresceu vendo essas meninas e faz parte dessa história. Tenho certeza de que dará certo e ele continuará”, afirmou o presidente da CBVD, Ângelo Alves Neto.

A meta para 2024 é a conquista do inédito ouro paralímpico, entre homens e mulheres. O discurso otimista ganhou força após o anúncio de que as seleções serão patrocinadas pela Audi, multinacional alemã do ramo automobilístico, durante o ciclo de Paris. Segundo Neto, a parceria, oficializada na sexta-feira passada, permitirá a realização de períodos mais longos de treinamento às equipes nacionais, reforço às comissões técnicas e a participação em mais eventos.

“Em Tóquio, como houve redução nas comissões [devido à pandemia], tivemos treinador, assistente, fisioterapeuta e estatístico [nas delegações]. Vamos buscar profissionais da área esportiva, como psicólogo, nutricionista, fisiologista e preparador físico. Também estaremos em mais campeonatos internacionais, para os atletas vivenciarem jogos contra o povo que vamos encontrar em Paris. Já teremos um campeonato a mais [em 2022], que é o Sarajevo Open [Bósnia], masculino e feminino”, disse o dirigente.

A parceria chama atenção por ainda ser pouco comum o apoio da iniciativa privada ao paradesporto, apesar do aumento de visibilidade. A petroquímica Braskem, por exemplo, atua junto à seleção de atletismo paralímpico. A Toyota, multinacional automobilística japonesa, patrocina o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Empresas como Nissan (também automobilismo) e Ajinomoto (alimentício), por sua vez, dão suporte a atletas específicos, de diferentes modalidades. Ainda assim, o setor público, por meio da Lei Agnelo/Piva (que destina recursos das loterias ao esporte paralímpico) ou programas como o Bolsa Atleta, é responsável pela esmagadora maioria do incentivo.

“Para além do aporte financeiro, o patrocínio traz nome, acredita na gente. Isso infla a vontade de se querer mais, de uma pessoa que chega e vê que essa equipe tem potencial. Muitas meninas chegam [ao esporte], mas nem todas ficam. Queremos fazer elas ficarem”, avaliou Luiza, que substituiu parte dos ossos da perna esquerda por uma prótese interna, devido a um osteossarcoma (câncer ósseo), e entrou para o vôlei sentado em 2019.

“Quando comecei [no vôlei sentado], em 2006, a gente não tinha nada, investimento, patrocínio. Sei o que cada menina sofreu. Se já era difícil e a gente conseguiu [conquistas], embora ainda não o que queremos, que é ouvir o hino do Brasil no topo do pódio, com mais treino e investimento podemos chegar em lugares mais altos. O sonho da medalha de ouro, hoje, é possível”, finalizou Nathalie, que nasceu com plexo braquial (rede de nervos entre a coluna cervical e o ombro esquerdo), além de uma paralisia branda no mesmo lado, e disputou três Paralimpíadas na carreira.

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Hugo Calderano encerra temporada histórica com bronze no Finals

A histórica temporada 2021 de Hugo Calderano terminou nesta segunda-feira (6). Número quatro do ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, sigla em inglês), o brasileiro obteve a medalha de bronze no WTT Finals, competição que reúne 16 dos melhores jogadores do mundo em Singapura.

Após estrear batendo o chinês Lin Gaoyuan (sétimo do ranking) por três sets a zero (11/8, 11/9 e 13/11) no domingo (5), Calderano disputou dois jogos nesta segunda. No primeiro, pelas quartas de final, ele derrotou o nigeriano Quadri Aruna (13º) por três sets a um (11/6, 6/11, 11/8 e 11/4). A vaga na semifinal já garantia ao brasileiro, pelo menos, uma medalha de bronze. No duelo valendo um lugar na decisão, o carioca de 25 anos encarou um velho algoz: o japonês Tomkazu Harimoto (quinto do mundo), que havia ganhado quatro das três vezes anteriores em que os dois se enfrentaram. Novamente, o asiático levou a melhor, desta vez por quatro sets a um (6/11, 9/11, 16/14, 5/11 e 3/11).

Apesar da queda, o resultado foi o melhor de Calderano em uma edição de Finals. O ano, aliás, foi de vários feitos históricos do brasileiro, que alcançou as quartas de final da Olimpíada de Tóquio (Japão) e do Campeonato Mundial de Houston (Estados Unidos), atingido o desempenho mais positivo de um mesatenista do país nos dois eventos.

Além disso, após a conquista do Campeonato Pan-Americano de Lima (Peru), o carioca assumiu a quarta posição do ranking da ITTF. Ele igualou o feito do norte-americano Sol Schiff, que havia sido, em 1938, o último atleta das Américas a aparecer em quarto lugar na lista mundial.

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Com formato mantido, Copa do Nordeste sorteia grupos da edição 2022

As chaves da próxima edição da Copa do Nordeste foram sorteadas nesta segunda-feira (6). Atual campeão, o Bahia aparece no Grupo B, ao lado de Náutico, CRB, Botafogo-PB, Altos, Floresta, Souza e Ceará, vice em 2021. No Grupo A estão Fortaleza, Sport, CSA, Sampaio Corrêa, Campinense, Globo, Atlético-BA e Sergipe.

Na primeira fase as equipes de um grupo enfrentam as do outro, em turno único, totalizando oito rodadas. A disposição dos times prevê clássicos tradicionais em Pernambuco (Sport e Náutico), Ceará (Fortaleza e Ceará), Alagoas (CSA e CRB) e Paraíba (Botafogo-PB e Campinense).

Os quatro primeiros colocados de cada grupo avançam para o mata-mata. As quartas e as semifinais serão disputadas em jogo único, enquanto a decisão terá partidas de ida e volta. O formato é o mesmo da edição anterior.

A fase de grupos tem dois estreantes: o Floresta (que se classificou pela etapa preliminar ao superar o Ferroviário) e o Atlético-BA (campeão baiano em 2021). O calendário ainda será divulgado, mas a previsão é de que o torneio inicie em janeiro de 2022.

A Copa do Nordeste foi disputada pela primeira vez em 1994, com o Sport campeão em cima do CRB. A competição foi descontinuada em 1995 e em 1996, e retornou entre 1997 e 2003. Após seis temporadas sem ocorrer, o torneio voltou em 2010. Novamente interrompido em 2011 e em 2013, foi retomado de forma definitiva em 2013.

Os rivais Vitória e Bahia, com quatro títulos, são os maiores vencedores. O Rubro-Negro, porém, não estará nesta edição, já que foi superado pelo Botafogo-PB na fase preliminar. Além do Esquadrão de Aço, mais cinco equipes presentes na competição em 2022 já tiveram o gostinho de levantar a taça: Sport, Ceará, Fortaleza, Sampaio Corrêa e Campinense.