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Técnico Vanderlei Luxemburgo está de volta ao Vasco da Gama

O Vasco da Gama confirmou Vanderlei Luxemburgo como novo técnico. De acordo com nota oficial do clube no fim da tarde desta quinta-feira (31), o acordo firmado com Luxa só terminará no final da Série A do Campeonato Brasileiro, em 24 de fevereiro de 2021.

Junto com o comandante, chegam ao clube o auxiliar Mauricio Copertino e os preparadores físicos Antônio Melo e Daniel Félix. Luxemburgo esteve, até outubro de 2020, comandando o Palmeiras e foi campeão paulista desta temporada. 

O Cruzmaltino vive momento delicado no Brasileirão: ocupa a 17ª posição na tabela, a primeira da zona de rebaixamento à Série B.. O clube tem apenas 28 pontos em 26 jogos. A próxima partida está marcada para quinta-feira (7 de janeiro), fora de casa,  contra o Atlético Goianiense.

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Irani, ex-atacante do Sport, morre aos 44 anos, devido à covid-19

O ex-atacante Irani Pereira de Brito, do Sport Club do Recife  nos anos de 1990, morreu nesta quinta-feira (31), aos 44 anos, em decorrência de complicações do novo coronavírus (covid-19), no Hospital Getúlio Vargas, na capital pernambucana. Irani fez história no Leão da Ilha do Retiro com gols decisivos no tricampeonato estadual conquistado pelo clube entre os entre os anos de 1998 e 2000.

Na primeira primeira decisão da série de três títulos no Pernambucano, Irani balançou duas vezes a rede no embate contra o Porto, duelo que, até hoje, recebeu o maior público da Ilha do Retiro:  mais de 56 mil pessoas lotaram o estádio. Além dos estaduais, Irani conquistou pelo Sport o Campeonato do Nordeste de 2000, no qual marcou 17 gols com a camisa do clube recifense. 

Irani despontou na carreira ao participar da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 1997, quando o time rubro-negro chegou às quartas de final. O ex-atacante teve passagens também pelo Internacional e Guarani.

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No Dia Mundial da Paz, Dakar reúne 49 países antes do Rally

Apesar da pandemia, a prova de 2021 terá 321 veículos inscritos com representantes de 49 países. Nas UTVs, o Brasil conta com dupla Reinaldo Varela/Maykel Justo e navegador Gustavo Gugelmin. Entre os carros, Marcelo Gastaldi/Lourival Roldan e Guilherme Spinelli/Youssef Haddad também correrão o Rally Dakar.

Neste primeiro de janeiro, Dia Mundial da Paz, os organizadores do Rally Dakar promoverão um acampamento na cidade de Jedá, na Arábia Saudita, representando a maior concentração de nacionalidades em atividade no planeta. “É uma espécie de ONU do esporte”, pontua Reinaldo Varela, que tenta o bicampeonato do Dakar. Ele e Gugelmin venceram em 2018. O evento também é um mosaico da atual fase do planeta. Entre os países presentes, alguns enfrentam situações de conflito em suas fronteiras, que já causaram milhares de mortes. É o caso de Rússia e Ucrânia, que vivem dias de tensão e desconfiança devido ao suposto apoio dos russos a grupos separatistas no país vizinho.

Situação semelhante à dos gigantes China e Índia, que em 2020 viram incursões armadas em suas fronteiras e, nos últimos meses, assuntam o mundo ao posicionar mais de 100 mil soldados na região dos Himalaias. “Em contraposição a tudo isso, é de um simbolismo muito bonito o fato de essas bandeiras se cruzarem nas trilhas do Dakar, no melhor espírito de esportividade e até fraternidade. Porque faz parte da ética do Dakar ajudar um competidor em sérios apuros. E isso não é raro”, diz o navegador Maykel Justo. “Mais do que isso, todos convivemos em paz e clima de colaboração nos acampamentos e refeitórios, até mesmo pela questão da covid”, completa o navegador.

Com largada no próximo domingo, dia três de janeiro, e disputada inteiramente na Arábia Saudita, a 43ª edição do Dakar terá em seus 7.646km um total de 4.767km de especiais (trechos cronometrados em alta velocidade). Os restantes 2.879km são correspondentes aos deslocamentos entre os pontos de largada e chegada em cada um dos doze dias. O roteiro da prova começa e termina Jedá. Mesmo com todos os problemas enfrentados pela pandemia global do novo coronavírus (covid-19), a edição de 2021 do rally tem 321 veículos inscritos, número apenas 6,1% menor que o da última prova (342 veículos) e 4,2% inferior que a média dos últimos cinco anos (335 veículos). Divididos entre pilotos, navegadores e mecânicos, o Rally Dakar 2021 reúne representantes de 49 países.

Rally Dakar de 2021 será realizado inteiramente dentro do território da Arábia Saudita.Rally Dakar de 2021 será realizado inteiramente dentro do território da Arábia Saudita.

Rally Dakar de 2021 será realizado inteiramente dentro do território da Arábia Saudita. – Marian Chytka

O Brasil vai com força na categoria UTVs com a dupla Reinaldo Varela/Maykel Justo e o navegador Gustavo Gugelmin (que neste ano compete em parceria com o piloto americano Austin Jones), além das duplas Marcelo Gastaldi/Lourival Roldan e Guilherme Spinelli/Youssef Haddad que disputarão a categoria Carros. “Um ponto importante para o bom grid do Dakar é que ele reúne as equipes e fábricas mais profissionais do rally mundial. E nesse nível o impacto econômico é menor”, opina Reinaldo Varela, único brasileiro contratado por uma equipe de fábrica que compete no Dakar, a canadense Can-Am. “Além disso, nesse momento, o mundo está lidando melhor com a pandemia e tem a perspectiva da chegada próxima da vacina. Psicologicamente, acho que isso ajudou bastante”, continua Varela.

Além do Brasil, outros nove países latino-americanos estão representados: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, El Salvador, Equador, México, Peru e Uruguai. Mas há nacionalidades com grande tradição nos rallies que surpreendem pela pequena representatividade, casos da Suécia e Noruega. Potência destacada das indústrias automobilística e motociclística, o Japão também está muito ausente. O arquipélago conta com apenas um piloto na categoria Carros (Akira Miura) e o trio Teruhito Sugawara/Hirokazy Somemiya/Yuji Mochizuki em um caminhão.

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Retrospectiva esportes: 2020 de bons resultados para tênis brasileiro

Se por um lado o tênis mundial amargou em 2020 o cancelamento de importantes competições em razão da pandemia – não houve o Torneio de Wimbledon (Inglaterra), o mais antigo do mundo, nem o Masters 1000 de Indian Wells (Estados Unidos) – , por outro conseguiu reorganizar o calendário já em meados de junho. E este 2020 atípico se mostrou bom não só para duplas experientes formadas por brasileiros, como também para a nova geração.

Com apenas 19 anos, Thiago Wild se tornou o brasileiro mais jovem a conquistar um torneio da elite mundial: no início de março ele venceu o ATP 250 de Santiago (Chile). Até então, era Gustavo Kuerten, o Guga, que detinha a marca, pelo título de Roland Garros (França), em 1997, aos 20 anos. O desempenho acima da  média valeu ao  paranaense a indicação ao prêmio de Melhor Jovem do Ano, concedido pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).

Com a retomada do circuito mundial, também teve brasileira levantado taça. Em agosto, Luísa Stefani, de 23 anos, faturou o título de duplas no WTA International de Lexington (Estados Unidos), ao lado da parceira norte-americana Hayley Carter. Foi um ano memorável para a paulista: no início da temporada elas sequer figuravam entre as 70 melhores duplas do mundo; no fim já ocupavam a 32ª posição do ranking mundial da WTA.

Em setembro, Stefani e Hayley  fizeram uma campanha história no US Open (Estados Unidos), chegando às quartas de final, e alcançaram as semifinais no Masters 1000 de Roma (Itália).  No mês seguinte, conseguiram se classificar às oitavas de Roland Garros (França). E fechando a temporada, foram vice-campeãs no WTA de Estrasburgo (França) e no Permiere de Ostrava (República Tcheca).

Luisa Stefani, Hayley Carter, tênis, romaLuisa Stefani, Hayley Carter, tênis, roma

Stefani e Carter começaram a temporada fora do grupo das 70 melhores do mundo, e encerram na 32ª posição do ranking da WTA – Internazionali di italia/Divulgação

Melhor dupla do mundo

O ano de 2020 também foi generoso com o brasileiro Bruno Soares que  conquistou o bicampeonato de duplas no US Open (Estados Unidos) – o primeiro Grand Slam após a paralisação –  ao lado do croata Mate Pavic. O primeiro título do mineiro foi há quatro anos, quando jogava em parceira com o britânico Jamie Murray.

Soares e Pavic também fizeram excelentes campanhas em Roland Garros e no Masters 1000 de Paris, mas caíram nas finais. De todo modo, o alto desempenho foi suficiente para encerrarem 2020 na liderança do ranking mundial da ATP. O mineiro, de 38 anos, já havia liderado a lista em 2016, ao lado de Murray. Os ex-parceiros já anunciaram que voltarão a jogar juntos na temporada do ano que vem.

Bruno Soares e Mate Pavic vencem primeiro jogo do ATP Finals 2020Bruno Soares e Mate Pavic vencem primeiro jogo do ATP Finals 2020

Bruno Soares e Mate Pavic vencem primeiro jogo do ATP Finals 2020 – Reprodução Twitter ATP

Fim da parceria Melo e Kubot

Outro mineiro, Marcelo Melo, se sagrou tricampeão de duplas do ATP de Viena (Áustria) ao lado do mesmo parceiro, o polonês Lukasz Kubot. Este ano eles também faturaram o ATP 500 de Acapulco (México). Juntos em quadra desde 2017, Melo e Kulbot comunicaram o fim da parceria após a disputa do ATP Finals, tradicional torneio que reúne as oito melhores equipes do ano. Ao todo, Melo e Kubot conquistaram 15 títulos, um dos principais foi o de Wimbledon (Inglaterra) logo no primeiro ano da dupla.

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Grêmio segura São Paulo no Morumbi e vai à final da Copa do Brasil

O Morumbi, na capital paulista, recebeu o jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil entre São Paulo e Grêmio. Depois da vitória por 1 a 0, em Porto Alegre, o Tricolor gaúcho dependia de um empate para chegar à 9ª final e manter vivo o sonho do hexacampeonato. O dono da casa precisava de, no mínimo, dois jogos de vantagem para retornar a uma decisão depois de 20 anos e tentar o título inédito.

A primeira grande chance do jogo foi dos visitantes. Aos 10 minutos, depois de um escanteio cobrado por Jean Pyerre, Diego Souza ajeitou e Victor Ferraz dominou sozinho quase dentro da pequena área. O chute do lateral-direito bateu na trave. Aos 18, de novo quase gol dos gaúchos. Diego Souza forçou o erro na saída de bola do Daniel Alves e tentou uma bicicleta depois da rebatida. A bola passou muito perto. Até a metade do primeiro tempo, a estratégia do técnico são-paulino, Fernando Diniz, de escalar o meia Tchê Tchê no lugar do atacante Luciano lesionado, que havia dado certo na vitória sobre o Atlético Mineiro por 3 a 0 pelo Campeonato Brasileiro, não havia surtido efeito. Eram apenas finalizações sem perigo. O time estava muito nervoso e errava demais.

A primeira boa chance do Tricolor do Morumbi apareceu aos 28. Justamente quando Tchê Tchê achou um lugar às costas dos volantes gremistas, ele abriu para Juanfran, que cruzou. A zaga falhou e o próprio Tchê Tchê tocou para Gabriel Sara, que bateu colocado de dentro da área. A bola passou longe. Aos 32, Bruno Alves concluiu de cabeça um escanteio, com perigo. Os últimos minutos na primeira etapa foram muito truncados e com poucas oportunidades. Dessa forma, os dois times foram para os vestiários com o placar fechado. Até aquele momento, a vaga era do Grêmio.

Grêmio avança á final da Copa do Brasil 2020 em embate contra o São Paulo.Grêmio avança á final da Copa do Brasil 2020 em embate contra o São Paulo.

Grêmio avança á final da Copa do Brasil 2020 em embate contra o São Paulo. – Lucas Uebel/ Grêmio FBPA/ Direitos reservados

Pouca coisa mudou no começo da etapa final. O São Paulo seguia procurando espaços, enquanto o Grêmio marcava e esperava a chance de encaixar o contra-ataque fatal. A primeira chance foi do São Paulo. Aos 12, o lateral-esquerdo Léo tentou finalizar dentro da área. Só que pegou muito mal e mandou longe. O Tricolor do Morumbi continuava com a bola, mas não levava perigo para o Grêmio. Aos 18, Fernando Diniz mudou. Colocou Vitor Bueno e Toró e tirou Léo e Luan. Renato Gaúcho apostou na velocidade do Ferreira, no lugar do lesionado Victor Ferraz. Thaciano, que já havia entrado no lugar do Alisson, foi deslocado para a direita.

Aos 33, vendo que a equipe tinha a bola, só que não conseguia criar praticamente nada, Fernando Diniz fez três mudanças. Tirou Tchê Tchê, Igor Gomes e Bruno Alves. Entraram Hernanes, Tréllez e Paulinho Bóia. O Grêmio também mudou em série. Diego Souza, Pepê, Jean Pyerre saíram. Foram a campo Paulo Miranda, Darlan e Everton. O jogo esquentou. Teve muita catimba, muita discussão. O São Paulo conseguiu a primeira conclusão ao gol gremista apenas aos 47 minutos. Depois de outro bate e rebate dentro da área, Toró, sozinho, cabeceou e o goleiro Vanderlei defendeu.

Mas o jogo ficou nisso mesmo. Empate em 0 a 0. E a vaga à decisão ficou com o Grêmio. O São Paulo colecionou a 28ª eliminação na década em mata-matas. A decisão contra o Palmeiras, que venceu a outra semifinal, será apenas em 2021. As datas dos jogos são 3 e 10 de fevereiro. A ordem dos confrontos será definida em sorteio na sede da CBF no dia 14 de janeiro.. 
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Palmeiras vence o América em Minas e é finalista da Copa do Brasil

América Mineiro e Palmeiras fizeram o jogo de volta da semifinal da Copa da Brasil na noite desta quarta-feira (30) no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Ao entrarem em campo, as duas equipes não tinham nenhuma vantagem na busca pela vaga na final. O jogo de ida em São Paulo acabou em 1 a 1. Qualquer novo empate levaria o confronto aos pênaltis.

A etapa inicial foi de muita marcação, passes errados e poucas chances. Praticamente o único chute a gol foi aos 46 minutos. Willian aproveitou a falha da zaga mineira, mas finalizou muito fraco. Resumindo: foi um primeiro tempo bastante fraco e sem gols. Até aquele momento, a decisão estava indo para as penalidades. Na volta, mesmo sem criatividade, o América tentava acelerar o ritmo do jogo. E, aos 10, criou a primeira chance. Felipe Augusto, de fora da área, fez Weverton, goleiro do Palmeiras, trabalhar. Um minuto depois, Ademir pega a bola pela direita. Avança, puxa para o meio e tenta finalizar colocado. A bola passa perto. No minuto seguinte, outra chegada do Coelho. Juninho, sozinho na marca do pênalti, chuta de primeira, mas pega mal e manda longe.

Quando o América era melhor no jogo, o Palmeiras fez o gol. Aos 23, o centroavante Luiz Adriano, que já havia marcado no jogo de ida, recebeu de Rony e bateu colocado de fora da área para balançar a rede. Sem muita força, a bola passou entre as pernas do zagueiro Messias e por baixo das mãos do goleiro Matheus Cavichioli. Aos 39 minutos, o Verdão definiu o confronto. Lucas Lima cobrou falta na área, Mayke finalizou, Matheus salvou e Rony cabeceou e fechou o placar. 

Em busca do tetracampeonato, o Palmeiras vai decidir o torneio com o Grêmio, que venceu o São Paulo na outra semifinal. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou os duelos para 3 de fevereiro de 2021. O mandante do jogo final será conhecido em sorteio na sede da CBF no dia 14 de janeiro.

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Paulo Magro, presidente da Chapecoense, morre vítima da covid-19

Paulo Ricardo Magro, presidente da Chapecoense, morreu nesta quarta-feira (30) em decorrência da covid-19. O dirigente, de 58 anos, estava internado na UTI de um hospital particular em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, desde o dia 18 de dezembro. 

Vice-presidente da gestão anterior, ele assumiu a direção da equipe em agosto de 2019, depois do desligamento do ex-presidente Plínio David de Nes Filho. Em agosto de 2020, a atual diretoria, que ficaria à frente do clube até o final da temporada, teve o mandato prorrogado por mais um ano. 

No final da tarde desta quarta, em nota oficial, a Chapecoense lamentou a morte de Paulo Ricardo Magro e pediu que a torcida orem pela família do dirigente.

Abaixo a nota do clube:

Extremamente consternados e com os nossos corações tomados pela tristeza e incredulidade, comunicamos o falecimento do presidente da Associação Chapecoense de Futebol, Paulo Ricardo Magro, ocorrido nesta quarta-feira (30). Paulo tinha 57 anos e foi um dos grandes responsáveis pela retomada da Chapecoense, dentro e fora de campo. Com a sua coragem, idoneidade e sabedoria, ele permitiu que o time alviverde voltasse a trilhar um caminho vitorioso, pavimentado pela dignidade e pelo trabalho – valores tantas vezes pregados pelo nosso querido presidente. ⁣Diante da perda irreparável, o sentimento é de tristeza, mas, acima de tudo, de gratidão ao homem que entrou para a nossa história e nela se eternizou ao, novamente, reconstrui-la. ⁣Neste momento de profunda dor, pedimos que os torcedores se unam em orações pela família e pelos amigos. Que a força que tantas vezes deram ao nosso clube nunca os falte.

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Série B: Juventude bate Ponte Preta em confronto direto ao G-4

Juventude e Ponte Preta encerraram o ano de 2020 se enfrentando pela 32ª rodada da Série B na tarde desta quarta-feira (30). O jogo aconteceu no Estádio Alfredo Jaconi, na Serra Gaúcha, e foi um confronto direto por uma vaga no grupo das quatro equipes que irão se classificar à Série A em 2021. O Juventude, jogando em casa, entrou em campo na 4ª posição com 49 pontos. Embalada por duas vitórias seguidas, a Ponte Preta chegou na 7ª colocação, somando 46.

O equilíbrio entre as duas equipes não ficou restrito à tabela de classificação. Dentro do campo, o primeiro tempo foi parelho. A Macaca de Campinas chegou aos 7 minutos com um boa chance de cabeça do zagueiro Luizão. O defensor, sozinho dentro da área, mandou para fora. Aos 37, Camilo chutou de muito longe, mas a bola passou perto, assustando o goleiro caxiense Marcelo Carné. A primeira chegada forte dos gaúchos ocorreu apenas aos 41 minutos. O atacante Rogério recebeu um passe longo pela direita e tentou surpreender o goleiro Ygor Vinhas, batendo direto. O jogador do time paulista conseguiu se recuperar e fez a defesa.

Se faltou emoção nos 45 minutos iniciais, a abertura do segundo tempo foi fulminante. A Ponte Preta pulou na frente aos 5. Depois do escanteio batido pelo Camilo, o volante Barreto chutou. A bola desviou na zaga e o atacante Luan Dias apareceu para mandar para o fundo da rede. Só que a vantagem da Macaca durou muito pouco. Logo depois da nova saída, o Juventude empatou. O centroavante Rogério dominou no peito e deu uma bicicleta espetacular de fora da área para deixar tudo igual na Serra Gaúcha. Um gol lindíssimo.

Nos 25 minutos seguintes, mesmo sem criar grandes oportunidades, a Ponte foi melhor. Mas quem marcou foi o Juventude, aos 31. O meia Éverton cruzou com qualidade, deixando o centroavante Rafael Grampola bem posicionado para virar o jogo, de cabeça. Era justamente aquilo que a equipe de Caxias do Sul queria para alcançar os 52 pontos e pular para a 3ª posição. Atrás no placar, a Macaca partiu para cima. Quase fez com Moisés aos 42. Tiago Orobó tentou aos 45. A última oportunidade foi aos 48. O lateral-esquerdo Guilherme Lazaroni teve a chance de concluir de dentro da área, mas demorou e a zaga apareceu para cortar. E o jogo ficou nisso mesmo. Vitória do Juventude por 2 a 1.

Com o resultado, a Ponte Preta se manteve na 7ª colocação, com os mesmos 46 pontos. A próxima rodada será apenas em 2021. O time gaúcho volta a jogar na terça-feira (5 de janeiro), fora de casa, contra o Cuiabá. A Ponte Preta tem pela frente o derby de Campinas contra o Guarani, no Brinco de Ouro, no mesmo dia.

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Retrospectiva esportes: protestos contra o racismo marcam 2020

As imagens do homicídio do norte-americano negro George Floyd por um policial branco em Minnesota (Estados Unidos) no dia 25 de maio rodaram o mundo. O vídeo mostrava Floyd, de 46 anos, já imobilizado no chão e, sobre ele, o policial Derek Chauvin  pressionando seu pescoço com o joelho. Durante a ação, que se estendeu por oito minutos e 46 segundos, Floyd disse várias vezes I can’t breath (Eu não consigo respirar),antes de morrer por asfixia. O fato provocou uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial – movimento intitulado Vidas Negras Importam – que tomou as ruas de diversas capitais do país e ultrapassou fronteiras. Estrelas de diversas modalidades esportivas se engajaram publicamente na luta contra a discriminação racial, assim como clubes e instituições ao redor do planeta. 

Em um primeiro momento, devido à paralisação das competições por conta da pandemia de covid-19, vários atletas recorreram às redes sociais para extravasar a indignação contra a injustiça racial. Entre eles o ex-jogador Michael Jordan, hexacampeão da NBA – principal liga de basquete profissional nos Estados Unidos – as tenistas Serena Williams e Coco Gauff, além de Lewis Hamilton, piloto britânico que este ano conquistou o hexacampeonato na Fórmula 1. Na Europa, onde a bola voltou a rolar mais cedo depois das paralisações, os protestos ocorreram em campo, antes do apito inicial.   

No Brasil, jogadores de futebol da nova geração como Talles Magno (Vasco) e Igor Julião (Fluminense) foram às redes defender atitudes antirracistas. “Eles percebem que não adianta ser rico e famoso, porque o racismo vai continuar a persegui-los, seja nos campos brasileiros ou europeus”, analisou na ocasião Marcelo Carvalho, fundador do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, em entrevista à Agência Brasil.  

Os clubes também engrossaram os protestos, mas em um país com tantos craques negros – Pelé, Garrincha, Leônidas da Silva, Djalma Santos e Didi – apenas a Ponte Preta, entre as agremiação das Séries  A e B do Campeonato Brasileiro, é presidida por um dirigente negro: Sebastião Arcanjo, também conhecido como Tiãozinho. “O futebol representa, do ponto de vista das direções, ou dos espaços de tomadas de decisão nos clubes, essa distorção que perpassa todos os níveis da sociedade. O negro, no futebol, não conseguiu sair das quatro linhas”, resume o mandatário do time de Campinas (SP).

NBA e WTA de Cincinnati

Em uma atitude inédita na história da NBA, a equipe do Milwaukee Bucks não entrou em quadra no dia 26 de agosto, uma quarta-feira, em protesto contra o racismo e a violência policial. O time enfrentaria o Orlando Magic em uma partida de playoff (jogos finais).  O episódio ocorreu três dias após o norte-americano negro Jacob Blake, de 29 anos, ser baleado por policiais com quatro tiros nas costas,  em Wisconsin. Diante da atitude do Bucks, a NBA suspendeu as três partidas programadas para aquela noite. 

FILE PHOTO - Japan's Naomi OsakaFILE PHOTO - Japan's Naomi Osaka

 Naomi Osaka boicotou a semifinal no WTA de Cincinnati (EUA) em protesto contra o racismol – Reuters/Adnan Abidi/Direitos reservados

Após o protesto na NBA, a japonesa Naomi Osaka desistiu de  disputar a semifinal do WTA de Cincinnati (Estados Unidos).. Em uma mensagem publicada no Twitter na madrugada do dia 27 de agosto, a terceira melhor tenista do mundo justificou o boicote: “Antes de ser uma atleta, sou uma mulher negra”. Horas mais tarde, os organizadores do torneio desmarcaram as partidas agendadas para aquela quinta-feira em solidariedade à luta contra a desigualdade racial e injustiça social.

Campeonato Francês e Liga do Campeões

Neste ano, o atacante brasileiro Neymar, camisa 10 do Paris Saint-Germain (PSG), ao vivenciar duas duas situações de racismo em campo, também não ficou calado. A primeira delas ocorreu em setembro, durante uma partida do PSG contra o Olympique de Marseille, pelo Campeonato Francês O brasileiro acusou o zagueiro Álvaro González de injúria racista. No decorrer do jogo, Neymar chegou a falar com o quarto árbitro, pedindo “Racismo não”. O camisa 10 acabou acabou sendo expulso de campo, ao desferir um tapa na cabeça de González, defensor do Olympique. Após a partida, Neymar revelou nas redes socias disse ter sido chamado de “macaco filho da p…” pelo zagueiro.

Árbitro romeno Ovidiu Hategan conversa com comissão técnica do Istanbul BasaksehirÁrbitro romeno Ovidiu Hategan conversa com comissão técnica do Istanbul Basaksehir

Árbitro romeno Ovidiu Hategan conversa com comissão técnica do Istanbul Basaksehir – REUTERS/Charles Platiau/Direitos Reservados

Mais recentemente, no início deste mês, o confronto entre PSG (França) e Istanbul Basaksehir (Turquia) pela Liga dos Campeões foi suspenso, 13 minutos após o início do duelo, devido a um episódio de racismo envolvendo a arbitragem.  O embate foi interrompido após o time turco acusar o quarto árbitro, o romeno Sebatian Coltescu, de ter usado um termo racista para se referir ao camaronês Pierre Webo, auxiliar técnico do Basaksehir.  

Neymar e o francês Mbappé argumentaram com o juiz Ovidiu Hategam, também romeno, que seria melhor Costescu deixar o campo para que o jogo prosseguisse, mas a discussão foi em vão. Os jogadores de ambos os times resolveram então deixar o gramado e não retornaram mais. A partida acabou suspensa pela Uefa.  E mais uma vez, depois do ocorrido, Neymar se manifestou no Instagram :postou uma imagem em preto e branco e escreveu: Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). 

Horas após o confronto, imagens de TV mostraram o quarto árbitro Coltescu dizendo em romeno: “O negro ali. Vá e verifique quem ele é. O negro ali, não dá para agir assim”, depois que Webo protestou veementemente contra a decisão da arbitragem.

Campeonato Brasileiro

No último dia 20, no Maracanã, o Flamengo derrotou o Bahia, por 4 a 3, após duas viradas de placar, em jogo válido pela 26ª rodada da Série A do Brasileirão. Mas a alegria da vitória rubro-negra, pra lá de emocionante, acabou ofuscada após o meia Gerson revelar ter sido vítima de racismo. Ao ser entrevistado ao final da partida, o meia acusou o jogador colombiano Índio Ramírez de injúria racista e criticou o comportamento do técnico Mano Menezes.

Meia Gerson, do Flamengo, cercado por jogadores do BahiaMeia Gerson, do Flamengo, cercado por jogadores do Bahia

Jogadores do Bahia tentam conterr meia Gerson, do Flamengo. Após o confronto, o meia rubro-negro disse ter sofrido injúria racial – SERGIO MORAES

“O Bruno Henrique fingiu que ia chutar e ele [Ramírez] reclamou com o Bruno. Fui falar com ele e ele falou bem assim pra mim: ‘cala a boca, negro’. Eu nunca falei nada disso, porque eu nunca sofri, mas isso eu não aceito. Nunca falei de treinador, mas o Mano precisa saber respeitar. Estou vindo falar aqui em meio de todos os negros que existem no Brasil”, desabafou Gerson, visivelmente irritado.

Menos de duas horas após a partida, Mano foi demitido do Esquadrão de Aço. A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu inquérito para investigar o caso. Pelo Instagram, ainda na noite do jogo, Gerson voltou a se manifestar de forma contundente: “Racismo é crime. E deve ser tratado desta maneira em todos os ambientes, inclusive no futebol”.

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Série B: Cruzeiro e Cuiabá não saem do 0 a 0 em Belo Horizonte

No Estádio Independência, em Belo Horizonte, Cruzeiro e Cuiabá se despediram de 2020 duelando em jogo válido pela 32ª rodada da Série B. Faltando apenas sete partidas para acabar o campeonato, para o Cruzeiro esse compromisso era quase de vida ou morte. O drama é que a Raposa entrou em campo no 12º lugar, com 40 pontos, nove a menos do que o Juventude (que fecha o G-4). Do lado do Cuiabá, o objetivo era se manter no G-4. A equipe do Centro Oeste chegou na rodada em 3º, com apenas dois pontos a mais do que o CSA (primeiro time fora da zona de classificação à Série A de 2021).

Mesmo com esse cenário que indicava a necessidade de vitória para os dois lados, o primeiro tempo foi de poucas chances em Minas Gerais. O Cruzeiro até tentou forçar, teve uma boa chance de falta aos 24 minutos. Mas, depois de Rafael Sobis rolar a bola, William Pottker isolou de canhota, muito longe do gol. Aos 29, Arthur Caíke mandou uma bomba e João Carlos, goleiro do Cuiabá, espalmou. A melhor chance foi do time visitante. Marcinho arrancou e, de frente com o goleiro cruzeirense Fábio, deu um belíssimo passe de calcanhar para Pierini finalizar com o gol vazio. Só que o zagueiro Manoel apareceu para salvar a equipe de Minas. Na primeira etapa, não ocorreu mais nada digno de registro.

Logo no começo do segundo tempo, surgiu a melhor chance do time do Luiz Felipe Scolari. O lateral-esquerdo do Cuiabá, Alexandre Melo tentou dominar uma bola dentro da área de defesa e acabou deixando a bola para Arthur. O atacante da Raposa bateu firme na pequena área, mas o goleiro João Carlos guardou a meta com uma boa defesa. Depois de ficar rondando o gol adversário durante quase toda a segunda etapa, o Cruzeiro teve uma outra chance apenas aos 32. Depois de cobrança de falta muito fechada, João Carlos, goleiro do Cuiabá, se antecipou aos atacantes cruzeirenses e mandou para escanteio. No fim das contas ambos os dois times não tiveram muitas forças para mexer no placar, que se manteve fechado até o apito derradeiro da partida. 

O 0 a 0 deixou o Cruzeiro em 11º lugar com 41 pontos, sendo oito a menos do que o Juventude (primeiro dentro do G-4). O Cuiabá chegou aos 51 pontos e ficou em 3º lugar. Mas, para se manter dentro da zona de classificação à Série A, precisa torcer para que o Juventude, que recebe a Ponte Preta nesta quarta-feira (30), e o CSA, que recebe o Sampaio Corrêa, no sábado, não vençam os seus jogos. A Raposa volta a campo na sexta-feira (8 de janeiro) para visitar o Sampaio Corrêa. O Cuiabá recebe o Juventude na terça-feira (5).