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Handebol: grupo nacional do pré-olímpico será disputado em Montenegro

A Federação Internacional de Handebol (IHF, sigla em inglês) confirmou, nesta quarta-feira (24), a cidade de Podgorica, em Montenegro, como sede dos jogos do grupo do Brasil no Pré-Olímpico masculino. A competição ocorre entre os dias 12 e 14 de março. A Seleção Brasileira disputará uma das duas vagas em um quadrangular com Noruega, Chile e Coreia do Sul.

O técnico brasileiro, Marcus Tatá, anunciou a convocação da equipe nessa terça-feira (23) para a disputa do evento.

A sede original era a Noruega, mas a mudança ocorreu por causa das restrições impostas pelo país nórdico com pandemia do novo coronavírus (covid-19).

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Vela: dupla olímpica da Nacra 17 encara Volta à Ilha de Florianópolis

Nesta quinta-feira (25), a dupla de velejadores Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino, classificada para representar o Brasil nos Jogos de Tóquio na classe Nacra 17, realizará o desafio Volta à Ilha de Florianópolis. Além de servir como treino intensivo, eles querem estabelecer uma marca de navegação com embarcações da classe Nacra em torno da Ilha de Santa Catarina, promovendo valores como superação, resistência e persistência, presentes no esporte olímpico.

Para criar o desafio, a dupla se inspirou em uma tradição náutica da vela brasileira e catarinense, a Regata Volta à Ilha de Santa Catarina, realizada há mais de 50 anos em uma regata de 75 milhas náuticas (120 km), que mobiliza velejadores das mais diversas classes. 

O recordista atual é o barco Itajaí Sailing Team, da classe Oceano. Em 2018, ele completou o trajeto em 7h43min46s.

A largada do desafio ocorre a partir das 10h diante da sede de Jurerê do Iate Clube de Santa Catarina e passa por pontos turísticos como o Forte de Sant’Ana e a Ponte Hercílio Luz.

 

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Stefani e Hayley vencem de novo e vão às semifinais do WTA de Adelaide

A paulistana Luisa Stefani e a parceira Hayley Carter, dos Estados Unidos, se classificaram hoje (24) para as semifinais de duplas do WTA 500 de Adelaide (Austrália), após derrotarem por 2 sets a 0 a dupla formada pela tcheca Lucie Hradecka e a eslovena Andreja Klepac, com  parciais de 6/4 e 7/5.  A semifinal será na próxima sexta-feira (26), em horário ainda a ser definido.

“Elas batem forte, jogam de forma inteligente e então precisamos trabalhar bem. Vencemos vários pontos importantes no segundo set nos 40 iguais e isso fez a diferença. Agora vamos com tudo na sexta-feira”, disse Stefani ao final da partida, em nota à imprensa.  

Luisa Stefani - tenistaLuisa Stefani - tenista

A paulistana Luisa Stefani (foto) joga a semifinal de duplas do WTA de Adelaide, ao lado da norte-americana Hayley Carter, na próxima sexta-feira (26), em horário ainda a ser definido – Andre Gemmer/Green/Zenith/Direitos Reservados

As adversárias de Stefani e Hayley serão conhecidas na madrugada desta quinta (25). Serão serão as vencedoras do confronto desta quinta-feira (25), à 1h (horário de Brasília), entre as chinesas Zhaoxuan Yang e Yifan Xu e as australianas Maddison Inglis e Lizette Cabrera.

Thiago Monteiro estreia bem na Argentina

Número um do tênis no Brasil, o cearense Thiago Monteiro estreou com vitória no ATP 250 de Córdoba (Argentina) e avançou às oitavas de final do torneio disputado em piso de saibro. O triunfo obtido no final da noite de ontem (23) foi sobre o anfitrião João Menezes, com um duplo 6/3. O embate das oitavas será amanhã (25) – horário ainda indefinido – contra o espanhol Roberto Carballés Baena.

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Prêmio Laureus divulga concorrentes de 2021

Nesta quarta-feira (24), a organização do Prêmio Laureus anunciou a listas dos finalistas de 2021,da 22ª edição do evento, considerado como o Oscar do Esporte. Os concorrentes, pelas realizações da temporada passada, foram divididos em seis categorias: atleta masculino, atleta feminino, equipe do ano, revelação do ano, retorno do ano e esporte para o bem. A lista não tem brasileiros, mas não faltam personalidades do esporte. Nomes como LeBron James, Lewis Hamilton, Rafael Nadal, e Naomi Osaka estão na briga pelo troféu.

A divulgação dos vencedores de 2021 será feita em maio, em um evento virtual.

Os finalistas:

Atleta masculino:
Joshua Cheptegei (Atletismo/Uganda), Armand Duplantis (Atletismo/Suécia), Lewis Hamilton (Automobilismo/Reino Unido), LeBron James (Basquete/EUA), Robert Lewandowski (Futebol/Polônia) e Rafael Nadal (Tênis/Espanha).

Atleta feminina:
Anna van der Breggen (Ciclismo/Holanda), Federica Brignone (Esqui/Itália), Brigid Kosgei (Atletismo/Quênia), Naomi Osaka (Tênis/Japão), Wendie Renard (Futebol/França) e Breanna Stewart (Basquete/EUA).

Equipe do Ano:
Seleção argentina masculina de rúgbi, Bayern de Munique, Kansas City Chiefs, Liverpool, Los Angeles Lakers e Mercedes.

Revelação do Ano:
Ansu Fati (Futebol/Espanha), Patrick Mahomes (Futebol americano/EUA), Joan Mir (Motovelocidade/Espanha), Tadej Pogacar (Ciclismo/Eslovênia), Iga Swiatek (Tênis/Polônia) e Dominic Thiem (Tênis/Áustria).

Retorno do Ano:
Daniel Bard (Beisebol/EUA), Kento Momota (Badminton/Japão), Alex Morgan (Futebol/EUA), Max Parrot (Snowboarding/Canadá)
Mikaela Shiffrin (Esqui/EUA) e Alex Smith (Futebol Americano/EUA).

Esporte para o Bem:
Boxgirls Kenya (Boxe/Quênia), Fundación Colombianitos (Futebol e rúgbi/Colômbia) e KICKFORMORE (Futebol/Alemanha).

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Paulista quer ser primeiro sul-americano a cruzar Estreito de Tsugaru

Morando no Japão desde 2019, o ex-nadador de provas de piscina e ultramaratonista aquático Ulisses Utida, 36 anos, treina para se tornar o primeiro sul-americano a cruzar o Estreito de Tsugaru. “Venho de uma família de nadadores. E quando me mudei para cá com a minha esposa procurei logo de cara alguma prova de ultramaratona para fazer”, disse o atleta à reportagem da Agência Brasil. Utida nasceu com a natação de resistência no sangue, ele é filho de Paulo Roberto dos Santos (Paulo Paranaguá), recordista mundial reconhecido pelo Guinness Book em 1997 como a primeira pessoa no mundo a nadar 140km ininterruptamente.

O Estreito de Tsugaru liga as ilhas de Honshu e Hokkaido. A distância no ponto mais estreito é de 19,5km. Mas, devido às correntes marítimas, ela pode até mesmo superar os 30km. O desafio também compõe o Oceans Seven, série das sete principais travessias aquáticas do mundo, que tem Canal da Mancha (entre França e Inglaterra), Canal de Catalina (Estados Unidos), Estreito de Gibraltar (entre Espanha e Marrocos), Canal do Norte (entre Escócia e Irlanda), Canal Molokai (Havaí), Estreito de Coock (Nova Zelândia) e Estreito de Tsugaru (Japão).

“Sempre tive vontade de tentar completar o desafio do Ocean Sevens. E, como uma das provas é essa aqui do Japão, nada melhor do que começar por ela. Devo fazer a prova de julho a setembro de 2022. Venho pesquisando os tempos dos atletas que já nadaram lá. É uma prova muito dura. O mínimo que o pessoal já fez é 30 km mesmo. Tem muito vento, muito tubarão, medusa. E a água é muito gelada. Pode chegar até a 12 graus. O psicológico tem que estar muito forte. A expectativa é fechar em 10 horas”. A confiança é tanta para conclui-la com êxito que ele já tem definida a próxima prova do Ocean Sevens que pretende encarrar. “Vou partir para a Nova Zelândia, o Estreito de Coock. É mais um desafio inédito para brasileiros. Depois vou seguir a programação conforme a proximidade geográfica com o Japão. Tem muitos desafios. E é isso que a gente busca. Sempre querer mais e mais dificuldades para superar”.

Em 2019, no começo da preparação, o primeiro passo para tentar concretizar o sonho e completar a prova no Japão era se filiar a um time e achar local para treinar. Ulisses e Janaína Utida, com quem ele é casado desde 2017, moram na cidade de Kosai, na província de Shizuoka. Lá, ele entrou em contato com a federação local e fez o pedido para começar a preparação. “Demorou alguns meses. Tive que cumprir alguns requisitos. É bem rígido. Mas só consegui confirmar o processo com o apoio do pessoal da Hamanako Swimming School. Quando eles abraçaram a minha ideia que eu comecei a treinar mesmo para a prova”.

Apesar das adversidades, o paulista da cidade de Panorama não se assusta. A experiência como nadador é que traz essa confiança. São aproximadamente 30 anos de contato direto com a água. Entre outros títulos, foi campeão paulista nos 400 metros livre (com Ricardo Prado, prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 1984, como técnico), participou das seletivas da maratona aquática (10 km) dos Jogos Pan-Americanos do Rio (2007) e dos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e tem muitas provas em mar aberto no currículo. “Com o Ricardo, eu era atleta por 24 horas. Cheguei no que sou hoje por causa dele. Na época, nadava mais de 20 km em treinos por dia”. A primeira prova de ultramaratona foi da Ilha do Mel à Paranaguá em 2009 (com a distância de 22 km) e veio em um momento de muitas dificuldades para o atleta.

“Na seletiva para o Pan do Rio, eu passei mal e não consegui completar a prova. Foi a primeira vez que passei por isso. Procurei um médico e tive o diagnóstico de depressão. Fiquei me arrastando durante os anos de 2007 e 2008. Fiz a seletiva olímpica, mas não consegui a vaga. Então praticamente ninguém acreditava que eu iria conseguir completar essa prova em 2009. Mas eu sabia que precisava daquilo. Tive alguns sinais. Não sei explicar. Digo que a ultramaratona aquática me salvou. Saí da água naquele dia como uma nova pessoa”.

Em 2010, ele concluiu também o desafio Antonina/Paranaguá e finalizou os 43 km em 10h33min. Em 2017, ele nadou completou o Desafio “12 horas Noturno”, com 65 km percorridos das 21h às 9h no Rio Paraná. “Foi o ano que eu conheci a minha esposa. Já tinha parado de participar dessas provas. Estava dando aulas de natação e hidroginástica e foi ela que me incentivou a voltar. Aquela foi a minha prova mais especial. Foi muito difícil de completar o trajeto. Mais precisava chegar até o final de qualquer forma porque depois da chegada eu pedi a Janaína em casamento. Foi demais”.

Além do lado esportivo, Ulisses e Janaína encerraram uma rotina pesada como dekasseguis (trabalhadores temporários). Ele atua na linha de montagem de motores de uma montadora de automóveis. Ela trabalha em uma fábrica de autopeças. “O dia a dia é bem puxado. Eu acabo usando os meus treinos na água até como uma forma de relaxar e sair um pouca dessa pressão toda”.

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Remo e Brasiliense disputam título inédito da Copa Verde nesta quarta

O título da edição 2020 da Copa Verde não é a única motivação para Remo e Brasiliense, que decidem a competição regional nesta quarta-feira (24), às 16 (horário de Brasília), no Mangueirão, em Belém, com transmissão ao vivo da TV Brasil. O campeão garante um lugar direto na terceira fase da Copa do Brasil 2021. A simples participação no torneio nacional já assegura ao clube uma premiação de R$ 1,5 milhão concedida pela  da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 

A vantagem é do Jacaré, que ganhou o jogo de ida por 2 a 1 no Mané Garrincha, em Brasília, no último domingo (21). O atacante Wallace abriu o marcador para os paraenses, mas os volantes Sandy e Aldo viraram o placar. Os brasilienses têm a vantagem do empate. O Leão Azul, por sua vez, tem que vencer por, ao menos, dois gols de diferença para levantar a taça. Se a vitória remista for por um gol de saldo, a decisão do título será definida na cobrança de pênaltis.

Seja quem for o campeão, o título será inédito. O Remo está pela segunda vez na final. Em 2015, o Leão Azul goleou o Cuiabá por 4 a 1 no primeiro jogo da decisão, mas foi atropelado por 5 a 1 no duelo de volta, ficando com o vice. Na campanha de 2020, o time paraense bateu Gama (1 a 0), Independente-PA (2 a 0 e 1 a 3, com  definição nos pênaltis por 3 a 0) e Manaus (1 a 1 e 6 a 2).

“No primeiro jogo [da final], começamos melhor, com mais posse de bola, mas sofremos o primeiro gol em uma desatenção e o segundo na bola parada, que treinamos tanto. A gente se cobrou para não repetirmos os mesmos erros. Nesta quarta-feira, vamos suar sangue. Cheguei agora [ao Remo], mas já pude sentir a atmosfera da torcida, sei que ela quer muito esse título e que ele será especial, não só para mim, mas para todos. Estamos confiantes”, disse o lateral remista Wellington Silva, em entrevista coletiva.

O Brasiliense disputa a final da competição pela primeira vez. A melhor campanha do clube distrital era a semifinal de 2014, na primeira edição do torneio, quando o Jacaré foi eliminado pelo rival Brasília, que levou o título daquele ano. Na trajetória até a decisão, o Jacaré superou Vitória-PE (4 a 0), Luverdense-MT (2 a 1), Atlético-GO (2 a 1 e 3 a 1) e Vila Nova (2 a 0 e 1 a 3, com 5 a 3 nos pênaltis).

“A Copa Verde contou com dois clubes de Série A, o Atlético-GO e o Cuiabá, que subiu esse ano [da Série B], e diversas equipes de Série B e de Série C. Mas quem está em destaque é justamente o Brasiliense, que disputa a Série D do Campeonato Brasileiro. A nossa campanha reflete o esforço e seriedade do trabalho nestes últimos anos e ainda coloca na vitrine do cenário nacional o futebol de Brasília, mais uma vez”, comemorou a presidente do Jacaré, Luísa Estevão, em depoimento à Agência Brasil.

As equipes têm desfalques para a decisão. No Remo, a única ausência é o zagueiro Kevem, que sofreu uma lesão de grau dois na coxa direita. Também contundido, o meia Tobinha não estará em campo pelo Brasiliense. O clube distrital, por sua vez, tem a volta do meia Wagner Balotelli, que cumpriu suspensão na partida de ida e disputará posição com Peu na lateral esquerda.

Dirigido por Paulo Bonamigo, o Leão Azul tem como provável escalação: Vinícius; Wellington Silva, Fredson, Rafael Jansen e Marlon; pingo, Lucas Siqueira e Felipe Gedoz; Hélio, Wallace e Augusto. O técnico do Jacaré, Vilson Tadei, deve mandar a campo o time com: Edmar Sucuri; Diogo, Badhuga, Keynan e Peu (Wagner Balotelli); Aldo, Sandy, Zotti e Luquinhas; Maicon Assis e Zé Love.

Copa sustentável

O vencedor da Copa Verde será agraciado com três taças. Além da tradicional, o campeão receberá um troféu vivo, com mudas para serem plantadas na sede do clube, e outro feito de madeira certificada, idealizado pelo artista Paulo Alves. As mudas são referentes aos biomas das regiões dos finalistas: bacupari da Amazônia e puruí do Cerrado. O atleta que for eleito o melhor em campo também será premiado com um troféu de madeira certificada, idealizado pela designer Roberta Rampazzo.

 

As duas equipes entrarão em campo no Mangueirão vestindo camisas com patches (apliques) alusivos às faunas da Amazônia e do Pantanal, biomas presentes nas regiões dos times que participam da competição. A iniciativa visa incentivar a preservação das espécies. O do Remo homenageará a onça-pintada e o do Brasiliense será alusivo à arara-azul.

 

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Handebol: Brasil convoca 20 jogadores para pré-olímpico masculino

O técnico da seleção brasileira masculina de handebol, Marcus Tatá, convocou, nesta terça-feira (23), a equipe para o pré-olímpico da modalidade. Foram chamados 20 jogadores. As novidades no grupo em relação à equipe que deixou o país na 18ª posição no Mundial de janeiro, no Egito, são o lateral-direito Arthur Pereira, na vaga do lesionado José Toledo, e o pivô Tchê.

O qualificatório olímpico está marcado para ocorrer entre os dias 12 e 14 de março. Inicialmente, a sede do torneio seria a Noruega. Mas, por restrições impostas pela pandemia do coronavírus (covid-19), o país abriu mão de receber o torneio. Até o momento, a nova sede ainda não foi divulgada. O Brasil pega Noruega, Chile e Coreia do Sul. No quadrangular, os concorrentes se enfrentam entre si em turno único em busca de uma das duas vagas na Olimpíada de Tóquio.

Jogadores convocados

Goleiros: Ferrugem (BM Benidorm, Espanha), César “Bombom” (Fenix Toulouse, França) e Rangel da Rosa (BM Logroño, Espanha).

Pontas-direitas: Fábio Chiuffa (HC Dobrogea, Romênia) e Rudolph Hackbarth (BM Logroño, Espanha).

Laterais esquerdos: Thiagus Petrus (Barcelona, Espanha), Haniel Langaro (Barcelona, Espanha), Leo Dutra (Wisla Plock, Polônia), Thiago Ponciano (BM Cuenca, Espanha) e Luciano Silva (Benfica, Portugal).

Centrais: Pedro Pacheco (Tatran Presov, Eslováquia), Henrique Teixeira (CSM Bucaresti, Romênia) e João Silva (BM Puente Genil, Espanha).

Laterais direitos: Arthur Pereira (BM Guadalajara, Espanha) e Gustavo Rodrigues (Pontault Combault, França).

Pontas-esquerdas: Felipe Borges (US Créteil, França) e Guilherme Torriani (Taubaté, Brasil).

Pivôs: Rogério Moraes (Veszprém, Hungria), Vinicius Teixeira (Taubaté, Brasil) e Alex Pozzer “Tchê” (Puerto Sagunto, Espanha).

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Com desfalques na zaga, seleção feminina terá mudanças contra Canadá

A técnica Pia Sundhage tem dois problemas para escalar a seleção feminina que enfrenta o Canadá na próxima quarta-feira (24), às 18h (horário de Brasília), pela terceira e última rodada do She Believes, torneio amistoso realizado nos Estados Unidos e que serve de preparação para a Olimpíada de Tóquio (Japão). A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou, nesta terça-feira (23), que as zagueiras Kathellen e Antônia se contundiram no treino de segunda-feira (22) e não estarão à disposição da sueca.

A lesão de Kathellen é a mais grave. Submetida a um exame de imagem, a zagueira da Inter de Milão (Itália) teve confirmada uma lesão do ligamento cruzado anterior do joelho direito. A defensora se manifestou em uma publicação na rede social Instagram e recebeu incentivo de várias companheiras. Entre elas, a lateral Letícia Santos, que sofreu a mesma contusão em março do ano passado, durante o Torneio Internacional da França.

Antônia, por sua vez, reclamou de dores no músculo anterior da coxa direita. O exame de ressonância pelo qual a jogadora do Madrid CFF (Espanha) passou identificou um leve edema no local. A atleta foi poupada dos treinos, mas segue com a delegação em Orlando (EUA), assim como Kathellen.

Mudança

Na derrota de 2 a 0 para os Estados Unidos, no último domingo (21), Kathellen foi a principal novidade na escalação de Pia, atuando improvisada como lateral-direita. Em entrevista coletiva na segunda-feira, a também zagueira Rafaelle explicou que a ideia da técnica era testar a polivalência do elenco, fortalecer o setor defensivo e liberar o lado esquerdo da defesa (onde atua Tamires, lateral de característica ofensiva) para atacar mais vezes.

Sem Kathellen e Antônia, Pia tem três zagueiras à disposição para encarar as canadenses. Uma opção é repetir a dupla Rafaelle e Tainara, utilizada na estreia (goleada por 4 a 1 sobre a Argentina) e repetir a estratégia adotada contra os EUA, com Bruna Benites fazendo a lateral-direita. Outras possibilidades são improvisar a lateral-esquerda Jucinara (que substituiu Kathellen no jogo passado, no segundo tempo) ou a meia Camilinha (titular diante das argentinas no lado direito defensivo).

“É uma questão importante, temos de encontrar respostas. Temos algumas soluções que passam não só pela lateral, mas o time inteiro. No fim das contas, a equipe indo bem faz com que quem jogue na lateral também vá bem. Amanhã [quarta-feira], vocês verão, possivelmente, duas diferentes soluções. Faremos, também, algumas mudanças no intervalo”, disse Pia, em entrevista coletiva por videoconferência nesta terça-feira.

Reencontro

O duelo desta quarta será o terceiro entre Brasil e Canadá na “era Pia”. Em novembro de 2019, pelo Torneio Internacional da China, a seleção canarinho goleou por 4 a 0, com gols da volante Formiga e das atacantes Bia Zaneratto (dois) e Chú. Em 10 de março do ano passado, pelo Torneio Internacional da França, as equipes empataram em 2 a 2 (a meia Marta e a atacante Ludmilla balançaram as redes). Resultado com gosto amargo para as brasileiras, que chegaram a ter 2 a 0 de vantagem.

“Creio que nossa defesa está melhor do que há um ano e o jogo pelos lados também. Vamos ver se conseguimos criar tantas chances quanto como contra os EUA, mas, desta vez, precisamos marcar os gols. Estou satisfeita com o time, e também acho que há coisas a melhorar. A palavra-chave é compactação [dita em português], com todas conectadas, na mesma página”, avaliou a sueca.

“O Canadá é um bom time, tem similaridades com os EUA. Jogam na pressão alta, têm atletas rápidas, dedicam-se 100% nas situações. Para derrotá-las, temos de nos posicionar bem e tomar boas decisões. O meio-campo é o coração do time e as jogadoras do setor precisam estar envolvidas. Se tivermos um bom trabalho na transição da defesa para o ataque, vamos nos livrar da pressão. É início de ano, há jogadoras que ainda não fizeram muitas partidas em 2021, então creio que podemos melhorar daqui para frente”, completou a treinadora.

O jogo diante do Canadá opõe duas seleções empatadas no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Brasileiras e canadenses dividem o oitavo lugar com 1.958 pontos. Os EUA, atuais campeões mundiais, lideram com 2.192 pontos, com Alemanha (2091) e França (2032) completando o pódio. Também participantes do She Believes, as argentinas estão na 31ª posição, com 1.659 pontos.

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Campeão olímpico Bruno Schmidt é internado com covid-19

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) informou, através de nota oficial no final da tarde desta terça-feira (23), que o campeão olímpico Bruno Schmidt está internado para tratamento de um quadro pulmonar causado por infecção pelo novo coronavírus (covid-19).

Segundo a CBV, o atleta se recupera bem em um hospital de Vila Velha (ES), onde mora. Os médicos já estão programando a alta hospitalar para que, em breve, o atleta retorne aos treinamentos.

Assim, o jogador está fora da disputa da sétima etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia Open, que acontece nesta semana, a partir de quinta-feira (25), no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ). Evandro, parceiro do Bruno, segue treinando com a equipe no Rio de Janeiro (RJ), mas também fica fora da competição nesta semana.

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Coluna – Paixão do torcedor deturpa o resultado de campo

O pênalti marcado para o São Paulo, na partida contra o Botafogo na última segunda-feira (22), era para ajudar o Flamengo, pois garantiria o Tricolor paulista na fase de grupos da Copa Libertadores e, na próxima quinta-feira (25), o time não precisaria se esforçar, o que facilitaria a caminhada do Rubro-Negro carioca ao título brasileiro. Acreditem, mas isso foi dito após o jogo, por apaixonados torcedores, claro, de adversários do atual líder do Brasileirão.

Essa opinião não é exclusiva dessa reta final do campeonato. Na verdade, nem do Brasileirão, nem dos tempos atuais. Os mais antigos vão lembrar que o Fluminense era chamado de rei do tapetão, pois havia sempre a suspeita de que o Tricolor se beneficiava de julgamentos fora de campo para ter vantagens nos campeonatos. Na atual Série A, em novembro do ano passado, a reclamação era de que a CBF, dirigida pelo ex-conselheiro do São Paulo Rogério Caboclo, permitia que o time paulista tivesse intervalos maiores entre os jogos (e no fim de dezembro o Tricolor já liderava o Brasileirão com sete pontos de vantagem sobre o Atlético-MG).

O que quero dizer com isso? Que é com tristeza que vejo e ouço torcedores, de todos os times, dizerem que determinado resultado é arrumado. Ou que tudo caminha para que A ou B seja campeão, ou rebaixado. Em todos esses anos do Brasileirão, a única vez em que ficou comprovada a interferência externa em resultados foi em 2005, o caso conhecido como máfia do apito. Que outras provas há, ao longo dos demais anos, para que tanto se desconfie dos resultados?

O VAR (árbitro de vídeo), que deveria encerrar com muitas polêmicas, só exacerbou esse sentimento e ampliou a desconfiança. Por outro lado, se antes poderíamos considerar um acordo com o árbitro de campo, fico imaginando como isso seria hoje, em que o árbitro de campo não tem a palavra final nas marcações e que a equipe conta com oito pessoas envolvidas, no campo e na cabine do VAR. “Segredo de três não é segredo”, afirma o ditado popular. Imaginem de oito!

O fato é que as reclamações sempre vão existir, pois elas fazem parte do jogo. O que contesto é a veemência atual de que é “roubo”, como se fosse impossível uma derrota ocorrer em um lance improvável, numa falha de um árbitro ou até mesmo de um jogador do nosso time.

William Shakespeare disse, certa vez, que “a paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõem”. Parece-me uma frase bem adequada ao futebol. A paixão do torcedor, obviamente, não o deixa pensar de maneira racional, mas isso o faz, ao mesmo tempo, deteriorar o produto pelo qual nutre tanto sentimento. Se ele acha que está tudo armado contra o próprio time, para que, e por que, continua torcendo? Talvez a resposta venha de Dostoiévski ao escrever que “às vezes o homem prefere o sofrimento à paixão”.

* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil