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Campeonato Gaúcho: Juventude vence Aimoré por 1 a 0

Na partida que encerrou a 8ª rodada do Campeonato Gaúcho, o Juventude derrotou o Aimoré por 1 a 0 no estádio Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves.

Com este triunfo, o Juve ficou na 5ª posição da classificação com 12 pontos. O Aimoré aparece na 7ª posição com 10 pontos.

O único gol do confronto saiu logo aos quatro minutos do confronto, quando o atacante Marcos Vinicios superou o Raul.

Outros resultados da rodada

Pelotas 0 x 2 Esportivo
Novo Hamburgo 3 x 0 Caxias

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Praia Clube sai na frente do Minas na final da Superliga Feminina

O Dentil Praia Clube saiu na frente na decisão da edição 2020/2021 da Superliga Feminina de vôlei. Nesta quinta-feira (1), o time de Uberlândia (MG) bateu o rival Minas Tênis Clube por 3 sets a 1, com parciais de 25/21, 25/12, 21/25 e 25/22, no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ).

O segundo duelo do confronto, que reedita a decisão da Superliga 2018/2019, vencida pelo Minas, será no próximo sábado (3), às 21h (horário de Brasília), outra vez no CDV. Às minastenistas, só a vitória interessa para forçar o terceiro jogo na terça-feira (5), no mesmo horário e local. Em caso de mais um triunfo, o Praia garante o segundo título nacional da história (o primeiro foi em 2018).

O primeiro set teve o Praia de ponta a ponta na liderança. Agressiva, a equipe aurinegra cometeu mais erros (sete contra quatro), mas também encaixou mais ataques, com a ponteira Fernanda Garay fechando em 25 a 21.

A parcial seguinte foi totalmente dominada pela equipe de Uberlândia, com Brayelin Martinez inspirada. A ponteira dominicana anotou nove pontos de ataque e foi determinante para o Praia disparar no placar. Sem dar nenhum ponto de graça ao Minas, as aurinegras não tiveram trabalho para cravar 25 a 12, em um bloqueio da central Carol para cima da levantadora Pri Heldes.

As minastenistas acordaram no terceiro set, lideradas pela oposta norte-americana Dani Cuttino e a central Thaísa. As campeãs de 2019 exploraram o bloqueio do Praia, que passou a errar mais vezes. O time de Uberlândia até reduziu de oito para três pontos a diferença, mas um ataque de Cuttino em cima de Fê Garay sacramentou a vitória do Minas por 25 a 21.

O quarto set foi o mais equilibrado. O Minas abriu quatro pontos de vantagem, mas o Praia buscou a igualdade e as equipes se intercalaram no comando do placar até o empate por 15 a 15, quando a central Carol Gattaz atacou para fora e as aurinegras tomaram a dianteira para não mais perderem, fechando em 25 a 22 em uma bola fora da ponteira Kasiely.

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Treze vence clássico paraibano da Copa do Nordeste realizado no DF

Deu Treze no primeiro Clássico Tradição fora da Paraíba. Nesta quinta-feira (1), o Galo da Borborema derrotou o Botafogo-PB por 1 a 0 no estádio Boca do Jacaré, em Taguatinga (DF), pela sexta rodada da Copa do Nordeste.

A equipe de Campina Grande (PB) foi aos oito pontos e assumiu o quinto lugar do Grupo A, um ponto atrás do Sampaio Corrêa, quarto colocado e último na zona de classificação às quartas de final. Único time que ainda não venceu na competição, o Belo segue com quatro pontos e encerra a rodada na lanterna do Grupo B.

Apesar do mando trezeano, a partida teve que ser disputada no Distrito Federal devido a um decreto do Governo da Paraíba que proíbe a realização de jogos de futebol no estado para conter o avanço do novo coronavírus (covid-19). Foi, também, a primeira vez que um duelo pela Copa do Nordeste não foi realizado na região.

A missão do Botafogo ficou mais difícil com menos de um minuto de bola rolando, graças à expulsão do meia Kaio Wilker após uma entrada pesada em cima do zagueiro Marlon. Com um a mais, o Treze teve mais volume no primeiro tempo. Aos 42 minutos, Romeu balançou as redes, mas o lance foi anulado, pois o volante estava impedido. No minuto seguinte, o atacante Jairinho assustou em chute da entrada da área, defendido pelo goleiro Felipe.

O Belo voltou melhor do intervalo e obrigou o goleiro Jeferson a três ótimas defesas em sequência, entre os 11 e 12 minutos, em tentativas do meia Marcos Aurélio e do atacante Rafael Oliveira (duas vezes). Quem balançou as redes, porém, foi o Galo. Aos 33 minutos, o meia Ancelmo cruzou pela direita, Marlon cabeceou, o zagueiro Samuel salvou e o atacante João Leonardo, na sobra, fez o gol da vitória trezeana.

O Treze volta a campo neste domingo (4), às 18h (horário de Brasília), contra o Vitória, no Barradão, em Salvador. Na segunda-feira (5), o Botafogo recebe o Confiança no Almeidão, em João Pessoa, às 19h30.

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Mesmo com derrota para Caldense, Atlético-MG lidera Mineiro

O Atlético-MG foi derrotado de virada por 2 a 1 pela Caldense, nesta quinta-feira (1) no estádio Ronaldão, em Poços de Caldas, pela 6ª rodada do Campeonato Mineiro. Porém, mesmo com o revés, o Galo permanece na liderança da competição (com 15 pontos).

Esta rodada marcou a retomada da competição após uma parada de 10 dias causada pela Onda Roxa do Minas Consciente, do Governo de Minas, adotada para combater o avanço da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

O Atlético-MG chegou a abrir o placar aos 22 minutos do confronto, quando o atacante Keno fez de cabeça após cobrança de falta perfeita de Nacho Fernández. Porém, a partida mudou de figura na etapa final, na qual a Caldense conseguiu a virada graças a gols de Verrone e Gabriel Tonini. Com a vitória, a equipe de Poços de Caldas fica na 3ª posição da classificação com 11 pontos.

Triunfo do Coelho

Quem venceu na rodada foi o América-MG, que superou o Uberlândia por 2 a 1 no Parque do Sabiá e chegou aos mesmos 15 pontos do Atlético-MG, mas na segunda posição. Toscano e Rodolfo marcaram para o Coelho, enquanto Luizinho descontou para a equipe da casa.

Empate do Cruzeiro

O Cruzeiro recebeu o Tombense no estádio do Mineirão e não passou do 0 a 0. Com este resultado, a Raposa ficou na 6ª posição com 8 pontos. Já a equipe de Tombos fica em 8º com 7 pontos.

Outros resultados da rodada

Pouso Alegre 3 x 0 URT
Patrocinense 1 x 0 Boa Esporte
Coimbra 1 x 0 Athletic Club

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Pré-olímpico dos saltos ornamentais, Copa do Mundo é cancelada

Devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), a Federação Internacional de Natação (Fina) cancelou nesta quinta-feira (1) a Copa do Mundo de Saltos Ornamentais, que seria realizada entre os dias 18 e 23 deste mês, em Tóquio (Japão). No torneio, que funcionaria como pré-olímpico da modalidade, a seleção brasileira buscaria vagas para os Jogos de 2021, também na capital japonesa.

Segundo a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), o cancelamento foi informado por meio de comunicado, após a força tarefa da Fina avaliar que não seria possível garantir a saúde dos participantes em relação à covid-19. Ainda no documento, conforme a CBDA, “toda a logística ficaria prejudicada com o plano enviado pela organização local”.

Não há previsão de data de remarcação da Copa do Mundo. Segundo a CBDA, também pelo comunicado, a Fina se compromete a fazer “tudo que estiver ao alcance para definir o mais breve possível uma nova data e local para a realização da competição que definirá os nomes para os Jogos Olímpicos”.

O Brasil terá oito representantes na competição, classificados via seletiva realizada em fevereiro, no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro: Ingrid Oliveira, Giovanna Pedroso, Anna Lucia Santos, Luana Lira, Isaac Souza, Ian Matos, Luis Felipe Moura e Kawan Pereira. No Campeonato Sul-Americano de Esportes Aquáticos, em Buenos Aires (Argentina), os brasileiros foram 14 vezes ao pódio, com cinco ouros, e a seleção levou o título de campeã geral da modalidade.

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Adiado em fevereiro, Rio Open 2021 é cancelado devido à pandemia

Principal torneio de tênis da América do Sul, o Rio Open não será realizado em 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Nesta quinta-feira (1), os organizadores do evento, que seria realizado em fevereiro e havia sido adiado, anunciaram o cancelamento da edição deste ano, confirmando o torneio para fevereiro de 2022, novamente no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro.

“Havia a expectativa de um cenário mais nítido com relação ao controle da pandemia nos meses seguintes, o que permitiria a definição e aprovação de uma nova data, ainda em 2021. Infelizmente, até o momento, o cenário ainda é de indefinição”, diz a nota publicada no site oficial do Rio Open.

A competição, a primeira de nível ATP 500 no Brasil, seria disputada pela oitava vez. Jogadores no top-10 do ranking de simples da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), como o espanhol Rafael Nadal (terceiro), o austríaco Dominic Thiem (quarto) e o argentino Diego Schwartzman (nono) já foram campeões no Rio de Janeiro.

Em 2020, o chileno Cristian Garin, atual 20º do mundo, conquistou título de simples ao superar o italiano Gianluca Mager (102º). O argentino Marcel Granollers, 11º colocado no ranking de duplas da ATP, e o argentino Horacio Zeballos (sétimo) levaram a melhor entre as parcerias. A competição foi uma das últimas a serem realizadas antes do início da pandemia.

O Brasil nunca teve um campeão no Rio Open. Em 2019, Thomaz Bellucci e Rogério Dutra Silva perderam a final de duplas para o argentino Máximo González e o chileno Nicolás Jarry. Em 2014, na primeira edição do evento, também nas duplas, Marcelo Melo bateu na trave ao lado do espanhol David Marreiro, ao ser derrotado pelos colombianos Robert Farah e Juan Sebastián Cabal na decisão. Em simples, o tênis brasileiro marcou três vezes presença nas quartas de final: Thomaz Bellucci (2014), João Souza (2015) e Thiago Monteiro (2017).

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Gols de cabeça classificam Bragantino na Copa do Brasil

O Red Bull Bragantino se classificou à terceira fase da Copa do Brasil. Nesta quinta-feira (1), o Massa Bruta superou o Luverdense por 2 a 1 no estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde (MT). Com a vitória e o prosseguimento na competição nacional, os paulistas garantiram uma premiação de R$ 1,7 milhão.

Com o Campeonato Paulista interrompido por conta da proibição para realização de jogos de futebol em São Paulo, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Bragantino fez um só jogo nas últimas duas semanas, a vitória por 3 a 2 sobre o Mirassol, em Cariacica (ES), em 18 de março, pela própria Copa do Brasil. Apesar de menos ritmo que o rival, o Massa Bruta teve a iniciativa e saiu na frente logo aos dez minutos, com o atacante Artur, de cabeça, após cobrança de falta do lateral Aderlan, pela direita.

Aos 26 minutos, Claudinho acertou o travessão. No lance seguinte, o meia do Braga sofreu uma falta dura do zagueiro Raphael, que foi expulso. Mesmo com um a menos, o Luverdense chegou ao empate. Aos 30, a bola bateu no braço do zagueiro Fabrício Bruno dentro da área, depois de cruzamento pela esquerda do lateral Nickolas Farias. O atacante Isac cobrou pênalti e deixou tudo igual para o Verdão.

O Bragantino pressionou, mas chegou ao gol da vitória somente no segundo tempo. Aos cinco minutos, Artur foi lançado na direita e levantou na medida para Claudinho, na pequena área, escorar para as redes. Os atacantes Helinho e Ytalo e o volante Ricardo Ryller tiveram chances de ampliar, sem êxito. O time da casa ainda perdeu o atacante Luciano, expulso.

O Luverdense volta a campo nesta segunda-feira (5), às 16h (horário de Brasília), contra o Grêmio Sorriso, no estádio Egídio José Preima, em Sorriso (MT), pela sétima rodada do Campeonato Mato-Grossense. O Verdão é sétimo colocado. O Bragantino aguarda a definição sobre o futuro do Paulistão. Pela tabela, o próximo adversário será o Mirassol, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP). A equipe é a vice-líder do Grupo C com os mesmos oito pontos do Palmeiras, que fica à frente pelo saldo de gols (cinco a três).

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Vasco regulariza Léo Jabá e Morato, que podem estrear contra o Bangu

Os nomes dos atacantes Léo Jabá e Morato foram publicados nesta quinta-feira (1) no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e eles podem ser relacionados pelo Vasco para o jogo do próximo sábado (3) contra o Bangu pela Taça Guanabara do Campeonato Carioca.

Os jogadores já treinam com o restante do grupo, e a decisão de escalá-los, ou não, agora está nas mãos do técnico Marcelo Cabo.

Léo Jabá foi emprestado pelo PAOK (Grécia) ao Gigante da Colina. Já Morato, de 28 anos, veio do Bragantino, também por empréstimo

Artroscopia no joelho

Quem não joga no sábado com certeza é o atacante Talles Magno, que passou por uma artroscopia no joelho esquerdo nesta quinta. Ele deve iniciar a fisioterapia nos próximos dias. Segundo o Departamento Médico do Vasco, a operação foi um “sucesso”.

Transmissão da Rádio Nacional

Com apenas sete pontos em sete jogos, o Vasco precisa de vitórias nas últimas quatro rodadas para tentar chegar às semifinais do Campeonato Carioca.

O próximo desafio será no sábado, contra o Bangu. E a Rádio Nacional transmite a partida, realizada no estádio da Cidadania, em Volta Redonda, a partir das 21h (horário de Brasília).

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Pesquisador vê bolha como única alternativa para futebol em São Paulo

O futebol em território paulista está paralisado há duas semanas por conta do aumento de casos e internações pelo novo coronavírus (covid-19). A proibição de eventos esportivos foi determinada pelo Governo de São Paulo após recomendação do Ministério Público Estadual. O pesquisador Bruno Gualano, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), porém, entende que a retomada só poderia ocorrer no formato de bolha sanitária, onde os envolvidos (jogadores, comissão técnica, etc) ficam totalmente isolados.

“Em um cenário como o nosso, onde a transmissão comunitária [da covid-19] permanece cada vez mais descontrolada, a única maneira que você tem para dar segmento a qualquer tipo de setor, não só o esporte, é isolá-lo da comunidade. Ou isola, ou para”, avalia em entrevista à Agência Brasil.

Gualano integra a coalizão Esporte Covid-19, que reúne pesquisadores de instituições como os hospitais das Clínicas da FM-USP, Albert Einstein e do Coração, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Complexo Hospitalar de Niterói (RJ), o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e o Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo (NAR-SP), com apoio da própria FPF. O professor coordenou um estudo, divulgado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em cima dos testes feitos em 4.269 atletas que disputaram as competições paulistas em 2020 (masculinas e femininas, profissionais e de base) e em 2.231 membros de equipes de apoio.

A análise observou que a incidência de infecção pelo novo coronavírus foi de 11,7% (501) entre os esportistas e 7% (161) entre membros de estafe. O último grupo, que reúne dirigentes e membros de comissão técnica, onde a idade é mais elevada e as condições de saúde variam bastante, é o que registrou os casos mais graves. Entre eles, um óbito.

Segundo Gualano, a porcentagem equivale à da incidência em profissionais de saúde da linha de frente na pandemia. Em nota, o Comitê Médico da FPF sustentou que a comparação “é cientificamente incorreta, pois seguramente a testagem frequente em todos os atletas possibilitou maior número de diagnósticos, principalmente por serem assintomáticos” e que o futebol “realiza mais testes” que a maioria dos segmentos da sociedade.

“A comparação que fizemos é com base científica”, afirma Gualano. “Os profissionais da linha de frente da saúde foram testados por sorologia, então não há de se falar de eventuais casos não detectados pelo exame de PCR que acontece no futebol. O PCR não é o instrumento mais sensível para se detectar exposições a doença, uma vez que ele tem sensibilidade a uma faixa curta de tempo, três a dez dias. Os inquéritos sorológicos são mais informativos nesse sentido”, completa.

O pesquisador entende que a realização de mais de 30 mil testes (precisamente 31.632, segundo a FPF, entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2020) mostra que a aplicação do protocolo no meio esportivo foi cumprida. O problema, segundo ele, está fora do ambiente do futebol.

“A positividade [considerando o total de testes realizados] foi baixa, o que significa que se testou adequadamente, isso é importante. O fator preponderante para o alto número de infecções é a falta de controle de transmissão comunitária. Os jogadores seguiram o protocolo no ambiente esportivo. Fora dele, não houve qualquer tipo de controle. Não sabíamos onde esses jogadores iriam se reunir à noite, onde sairiam para jantar, com quantas pessoas conviviam, se eles se higienizavam, se cumpriam o distanciamento. O protocolo não ia até esse ponto”, argumenta Gualano.

A pesquisa ainda comparou a incidência da covid-19 nos atletas do futebol paulista com outros países, e constatou que o percentual superou ligas como a do Catar (4%) e a Bundesliga, primeira divisão do Campeonato Alemão (0,6%). A nota do Comitê Médico da FPF entende que, “do ponto de vista científico”, tal correlação seria inviável, “afinal, existem enormes diferenças entre os países/ligas”, como as características de protocolos, o período da análise, as características sociais e o estágio da pandemia.

“Quando a gente faz um estudo como o nosso, de incidência de infecção em uma população restrita, o objetivo é comparar com outros cenários, saber em que estágio estamos de controle epidêmico. O que comparamos, basicamente, foi a abertura do futebol com outros países, que tinham dados publicados cientificamente. Claro que há peculiaridades no cenário epidêmico dos vários países, mais referentes à transmissão comunitária e menos com relação aos protocolos. Justamente pela comparação com outros cenários, a gente consegue chegar à conclusão de que a abertura do esporte em um ambiente não mitigado, de transmissão comunitária elevada, requer medidas mais rígidas de controle de transmissão”, conclui o professor da FM-USP.

Os jogos de futebol estão proibidos em São Paulo pelo menos até 12 de abril, um dia após o término da Fase Emergencial, a mais restritiva do Plano São Paulo, de combate à covid-19. A FPF se reuniu, no início da semana, com o Ministério Público para apresentar um novo protocolo, mais exigente, para tentar viabilizar a retomada da competição antes do dia 11. Entre as medidas, estão a adoção de bolhas para concentração de atletas e comissões técnicas, com testagem nas 24 horas que antecederem a entrada no isolamento, exames de PCR antes e depois de cada jogo e afastamento do atleta e rastreio de contatos no caso de resultados positivos. A entidade tem afirmado que a Série A1 (primeira divisão) estadual será finalizada na data prevista, em 23 de maio.

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Árbitra brasileira não se cansa de pioneirismo no basquete

O site oficial da Federação Internacional de Basquete (Fiba) publicou, na última quarta-feira (31), uma reportagem destacando a quantidade recorde de árbitras mulheres escaladas para os principais eventos da modalidade em 2021. Nos campeonatos mundiais sub-19 masculino e feminino, por exemplo, 20 dos 56 nomes selecionadas são do sexo feminino, algo inédito. Para as Olimpíadas de Tóquio são cinco mulheres entre os 30 árbitros convocados. Uma brasileira está presente nestas duas listas. A paulista Andreia Regina Silva, de 40 anos, pode inclusive se tornar a primeira árbitra do país a apitar um jogo da chave masculina em uma Olimpíada.

“Na verdade, o mais importante é desempenhar um excelente trabalho. Claro que é uma conquista, pequena por um lado mas grande por outro. Eu quero apitar masculino, feminino, o máximo que puder. Mas estar nessa lista já é uma vitória e já estou muito feliz”, declarou Andreia em conversa com a Agência Brasil enquanto aguardava para embarcar para Brasília, onde apitará, a partir desta quinta (1), na chamada bolha do NBB (Novo Basquete Brasil).

Andreia não seria a primeira brasileira a atender o chamado da Fiba para uma Olimpíada. Tatiana Steigerwald foi a Atenas 2004 e Fátima da Silva esteve em Pequim 2008, mas nenhuma das duas chegou a arbitrar partidas do torneio masculino. Alcançar isso não seria o primeiro pioneirismo na carreira de Andreia. Em fevereiro deste ano ela se tornou a primeira mulher a fazer parte da equipe de arbitragem de uma final da Copa Intercontinental de clubes.

“Não me prendo a isso. Não fico contando, eu sou a primeira. São coisas que vão acontecendo com a vida”, revela.

A oportunidade na decisão entre Quimsa (Argentina) e San Pablo (Espanha) só foi possível por conta de outra primeira vez. Em 2018, a brasileira conquistou a licença black da Fiba, que permite apitar qualquer partida de qualquer campeonato organizado pela federação internacional, seja ele disputado por homens ou mulheres. Andreia conta que teve que passar pelos testes físicos mais pesados para árbitros (incluindo o chamado YoYo Test) sem margem para discrepâncias na performance. A velocidade exigida chega a 16,5 km/h.

O grau de exigência para apitar em uma Olimpíada é alto e a cobrança também vem dela mesma. Afinal, até o momento ela e Guilherme Locatelli (o outro brasileiro escalado para arbitrar em Tóquio) são os únicos representantes do basquete brasileiro confirmados no Japão, já que a seleção feminina não se classificou e a masculina ainda busca a vaga.

“É bastante pressão [risos]. Quero chegar lá na minha melhor forma física e também tenho estudado muito, tanto as regras quanto também o inglês. Quero que seja o meu melhor desempenho em uma competição”, declara.

A primeira Olimpíada da carreira, seja lá como se desenrole quando julho chegar, é motivo de frio na barriga, mas também de orgulho para Andreia. É o ápice de uma trajetória que exigiu muitos sacrifícios, como deixar a cidade onde nasceu, Bauru, para se arriscar numa carreira de poucas certezas, ainda mais para mulheres. Nos últimos 20 anos, ela raramente encontrou os pais Sônia e Carlos Antônio, o que ficou impossível com a pandemia do novo coronavírus (covid-19). Estar na mesma quadra que grandes estrelas do basquete mundial é uma responsabilidade, mas também uma recompensa.

“Ter o meu nome nos Jogos Olímpicos é algo que me faz olhar para trás e ver que valeu a pena cada lágrima, cada humilhação. Estamos acostumados a ver esses jogadores pela televisão, e agora eles estão ali, cumprimentando ou reclamando de falta. Às vezes eu não acredito que estou ali”, diz.

Avessa aos louros de tantos pioneirismos, ela pensa nas próprias conquistas como sinal de algo maior que vem aí: “Comemorei muito tudo isso. É como se a Fiba estivesse olhando para o árbitro não pelo gênero, mas sim pela capacidade. E, se eu consegui, outras podem conseguir também”.