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Atletismo: Brasil domina Sul-Americano e conquista 49 medalhas

Encerrou-se nesta segunda (31) o Sul-Americano de Atletismo. A seleção brasileira conquistou 49 medalhas (26 de ouro, 11 de prata e 12 de bronze) nos três dias de provas da 52º edição do torneio, disputado no Estádio Modelo Alberto Spencer, na cidade de Guayaquil, no Equador.

No último dia de disputa, os brasileiros somaram 14 medalhas (8 de ouro, 3 de prata e 3 de bronze). O paulista Felipe Bardi dos Santos, campeão dos 100 metros (m), venceu os 200 m, com 20.49 (1.9), fazendo dobradinha com o também paulista Lucas Conceição Vilar, bronze nos Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos Aires-2018, que ficou com a prata, com 20.62. Os dois ainda integraram a equipe campeã do revezamento 4×100 m, ao lado de Derick Souza e Bruno Lins. Eles completaram a prova em 39.10.

O mesmo ocorreu na prova feminina. A carioca Vitória Rosa, ouro nos 100 m, venceu os 200 m, com 23.10 (0.8). Qualificada para os Jogos de Tóquio, ela comprovou ser a melhor velocista do país na atualidade. A paulista Ana Carolina Azevedo terminou em terceiro lugar, com 23.87, atrás da equatoriana Marizol Landazuri, com 23.35. As duas também ganharam o ouro no 4×100 m. Também estiveram no time, que cravou 44.91, Vida Aurora Caetano, Ana Claudia Lemos e Micaela Rosa. “O objetivo aqui era conquistar mais uma medalha, e estou na minha preparação para os Jogos de Tóquio, com muito trabalho no dia a dia. Para Tóquio, temos de pensar em cada fase até chegar à final”, disse Vitória à assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

Nos 5.000 m, o paulista Altobeli Santos da Silva também ganhou a sua segunda medalha de ouro na competição. A primeira foi nos 3.000 m com obstáculos, no domingo (30), com 8:34.17. Nesta segunda-feira, completou os 5.000 m em 13:51.81.

Nos 400 m com barreiras, o goiano Mahau Suguimati garantiu ouro, com 51.25. No feminino, a carioca Chayenne Pereira conquistou a medalha de bronze, com 57.58.

Thiago do Rosário André - (Wagner Carmo/CBAt)
Thiago do Rosário André - (Wagner Carmo/CBAt)

Thiago do Rosário André, ouro nos 800m e perto do índice olímpico – Wagner Carmo/CBAt/Direitos Reservados

Nos 800 m, o fluminense Thiago do Rosário André foi o campeão, com o bom tempo de 1:45.62, bem perto do índice olímpico exigido de 1:45.20. “Corri e ganhei os 1.500 m no sábado e as semifinais dos 800 m no domingo. Senti um pouco, mas o objetivo era a medalha”, comemorou Thiago. “Somei bons pontos para o ranking, tenho agora o Troféu Brasil e gostaria de agradecer a todos os meus apoiadores nesta fase difícil de pandemia.”

No feminino, a paranaense Flavia Maria de Lima, bronze no Pan-Americano de Toronto-2015, conquistou a medalha de prata, com 2:05.00.

No revezamento 4×400 m, o time masculino, formado por Bruno Lins, Lucas Carvalho, Lucas Conceição Vilar e Pedro Burmann, garantiu o ouro, com 3:04.25. Já o grupo feminino, com Tabata Carvalho, Flavia Maria de Lima, Maria Victoria de Sena e Chayenne Pereira, ficou com o bronze, com 3:36.40.

No decatlo, o paulistano Felipe Vinicius dos Santos, qualificado para Tóquio, ficou com a medalha de prata, com 7.960 pontos. O paranaense Alexsandro Melo, no salto triplo, com 16,97 m (1.7), e com o maranhense Welington Silva Morais, no arremesso do peso, com 19,87 m, também foram campeões.

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Morre locutor esportivo Januário de Oliveira

O jornalismo esportivo perdeu, na tarde desta segunda-feira (31), um ícone do rádio e da TV. Após 12 dias internado, por conta de uma pneumonia, faleceu em Natal (RN), Januário de Oliveira, que marcou época com suas narrações na Rádio Nacional e na TV Brasil.

Januário sofria de diabetes, doença que o fez perder cerca de 90% da visão e que foi a responsável por ele ter abandonado as transmissões em 1998, logo após a Copa do Mundo. O narrador vivia em Natal, ao lado de familiares, mas há cerca de dois anos apresentava saúde debilitada. 

Após uma viagem ao Rio de Janeiro, em março de 2019, Januário apresentou quadro de pneumonia persistente, seguida por um acidente vascular cerebral. Ambas as condições de saúde não o impediram de festejar o aniversário de 80 anos com a família.

Em 23 de maio, uma nova pneumonia o levou para o hospital, onde permaneceu internado. A suspeita de tuberculose foi afastada, mas Januário precisou se submeter a hemodiálise desde o dia 27, quando o quadro se agravou.

Nascido em Alegrete (RS), em 19 de setembro de 1939, Januário Soares de Oliveira era torcedor do Internacional e sonhava ser jogador de futebol. Mas não levava jeito. A outra paixão o conquistou e o levou ao patamar dos maiores locutores do país.

Assista à entrevista de Januário de Oliveira na TV Brasil:

Januário começou a carreira na Rádio Farroupilha, em Porto Alegre. No Rio de Janeiro, trabalhou na Rádio Mauá e, na Nacional, transformou-se num dos principais narradores do futebol carioca. Foi na emissora que começou a criar seus famosos bordões. “Taí o que você queria” surgiu após mais de duas horas aguardando o início de um jogo, no estádio Ítalo del Cima, em Campo Grande.

Na TV Educativa, ao lado dos comentaristas Achilles Chirol e José Ignácio Werneck, era o responsável pela narração dos jogos de domingo, que iam em videoteipes nas noites de domingo, tendo os repórteres José Luiz Furtado, Sebastião Pereira, Sergio du Bocage e Fernando Domingues nas transmissões. Quantos até hoje se lembram do grito de gol? “É disso, é disso que o povo gosta!”.

Januário de Oliveira (ao centro, de camisa azul), juntamente com a equipe de comentaristas e jornalistas esportivos da TV Brasil.
Januário de Oliveira (ao centro, de camisa azul), juntamente com a equipe de comentaristas e jornalistas esportivos da TV Brasil.

Januário de Oliveira (ao centro, de camisa azul), juntamente com a equipe de comentaristas e jornalistas esportivos da TVE. – Foto: Sérgio Du Bocage – Arquivo pessoal

Júnior Baiano, o zagueiro, o ajudou a criar o bordão “tá lá o corpo estendido no chão”, logo após derrubar mais um adversário. Não faltava a Januário criatividade.

Januário era, também, o apresentador da mais tradicional mesa de debates das noites de domingo: o Esporte Visão. Ao lado dele, além de Chirol e Werneck, despontavam outros ilustres comentaristas, como Luiz Mendes, Sérgio Noronha, Ruy Porto, Gérson, Washington Rodrigues e Sérgio Cabral. Foi nesta época, em 1987, que Januário sofreu uma parada cardíaca que o afastou da TV por quase um ano.

Já aposentado, Januário passou a integrar a equipe de locutores da Bandeirantes. E lá vieram novos bordões. Cruel, sinistro. E os famosos apelidos transformando jogadores em personagens eternizados por sua voz e na mente dos torcedores. O Super-Ézio e Sávio, o Anjo Louro da Gávea, certamente eram os mais queridos por ele.

O enterro de Januário de Oliveira deverá acontecer nesta terça-feira (01), em Natal. A família não deu mais detalhes.

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Brasileiro Feminino: Santos vence Real Brasília por 3 a 0

Na tarde desta segunda-feira (31), no Estádio José Liberatti, em Osasco (SP), o Santos venceu o Real Brasília por 3 a 0, com gols marcados por Karen, Camila Martins e Sole Jaimes, no fechamento da 11ª rodada do Campeonato Brasileiro de futebol feminino. Com o resultado, as Sereias da Vila mantiveram a 3ª posição com 24 pontos. O Real Brasília ocupa a 9ª posição com 13 pontos.

O primeiro gol do jogo ocorreu aos 29 minutos do primeiro tempo. Karen tabelou com Sole Jaimes e mandou uma bomba para o fundo das redes. O segundo gol das Sereias não demorou a chegar. Aos 40 minutos, Karen bateu escanteio pelo lado direito do campo de ataque e encontrou Camila Martins na pequena área. A zagueira subiu mais que as defensoras adversárias e marcou seu quarto gol pelo clube e o primeiro no retorno às Sereias a Vila.

O Santos não diminuiu o ritmo na segunda etapa e chegou ao terceiro gol aos dez minutos. Rita Bove abriu para Júlia Daltoé pela esquerda e a meio-campista cruzou no segundo pau, encontrando Sole Jaimes. Muito próxima à trave esquerda da goleira Flávia Guedes, a camisa 99 só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.

Pela 12ª rodada do Brasileirão Feminino, o Santos FC enfrenta a Ferroviária, de Araraquara (SP), na Arena Barueri, na quinta-feira (3), às 15 horas. No mesmo dia e horário, o Real Brasília recebe o Minas Brasília.

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Taekwondo: com trio olímpico, Brasil disputa Pan-Americano no México

A seleção brasileira de taekwondo já está em Cancun, no México, onde vai participar do Campeonato Pan-Americano da modalidade, nos dias 3 e 4 de junho. O time verde e amarelo será formado por 26 atletas, com destaque para o trio Milena Titoneli (até 67 kg), Edival Marques Pontes (até 74 kg) e Ícaro Miguel (até 87 kg), que vão representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Prata no Mundial e nos Jogos Pan-Americanos de Lima em 2019 e líder do ranking mundial da categoria até 87kg, Ícaro Miguel destaca a importância do torneio para que os brasileiros possam retomar o ritmo de competições. “Disputamos o Aberto da Bulgária em março, mas antes disso estávamos um ano sem competir. Por isso, esse evento de alto nível é um bom teste pessoal para a Olímpiada. Vou conseguir avaliar meu ritmo de competições. Acredito em um bom resultado de toda seleção”, disse o atleta à Agência Brasil.

Milena Titoneli e Ícaro Miguel garantem presença em Tóquio 2020
Milena Titoneli e Ícaro Miguel garantem presença em Tóquio 2020

Ícaro Miguel e Milena Titoneli têm presença garantida em Tóquio 2020 – CBTK/Divulgação/Direitos Resrvados

Miguel lembrou também que, nos Jogos de Tóquio, ele participará na categoria até 80kg. “A divisão de peso é diferente na Olimpíada. Inclusive, o único atleta que eu enfrentarei em Tóquio e que estará também nesse Pan-Americano é o Moisés Hernandes, da República Dominicana. Mas, aqui no México, ele vai disputar na categoria até 80kg e eu estarei na até 87kg”.

Além dos três atletas olímpicos, os medalhistas do Mundial de 2019, Caroline Gomes, Paulo Ricardo e Maicon Andrade (que também foi bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro) estão inscritos.

Respeitando um rígido protocolo sanitário, a competição ocorrerá em formato de bolha, sem presença de público e com deslocamentos restritos. Todas as lutas ocorrerão no mesmo hotel no qual as delegações estarão hospedadas. O Pan-Americano deve ter a participação de 128 atletas em nove categorias no masculino e no feminino. As lutas serão disputadas em três rounds de dois minutos.

Seleção Brasileira

Time masculino

Victor Kazuya Ishihara Dos Santos (até 54 kg), Paulo Ricardo Souza De Melo (até 54 kg), João Miguel Neto (até 58 kg), João Victor Souza Diniz (até 63 kg), William Ribeiro Da Silva (até 63 kg), Henrique Igor da Silva (até 68 kg), Edival Marques Quirino Pontes (até 74 kg), Vinicius Assis Matos (até 74 kg), Lucas de Krishna Ostapiv (até 80 kg), Icaro Miguel Martins Soares (até 87 kg), Jhonatan Alves Ferreira Lima (até 87 kg), Maicon de Andrade Siqueira (acima 87 kg) e Robson Henrique do Carmo Maia (acima 87 kg).

Time Feminino

Valeria Rodrigues Dos Santos (até 46 kg), Leticia Lerica Eberle de Oliveira (até 46 kg), Nivea Maria Barros (até 49 kg), Bruna Eduarda Silva Rocha (até 49 kg), Leonor Dias De Lima (até 53 kg), Sandy Camila Leite Macedo (até 57 kg), Caroline Gomes dos Santos (até 62 kg), Bárbara Dias Novaes (até 62 kg), Milena Titoneli Guimarães (até 67 kg), Julia Gabriela Herculano (até 67 kg), Raiany Fidelis Pereira (até 73 kg), Raphaella Galacho (até 73 kg) e Gabriele Siqueira (acima 73 kg).

Comissão Multidisciplinar

Os treinadores são Clayton dos Santos, Diego Ribeiro, Rodney Saraiva e Juan Miguel Moreno. A médica é Natália Teixeira Mourão, os fisioterapeutas serão Fabio Lins e Flávia Rocco. E a medalhista olímpica Natália Falavigna será a chefe da delegação.

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Wrestling: Brasil fecha Pan-Americano com 16 medalhas

Neste domingo (30), ocorreram os últimos duelos do Campeonato Pan-Americano de Wrestling. O torneio começou na quinta-feira (27), na Cidade da Guatemala, capital do país da América Central. E o Brasil fechou a competição com a conquista de mais duas medalhas no estilo livre masculino. Na categoria até 65kg, o cearense Marcos Siqueira passou bem pelas duas primeiras lutas até chegar à decisão do ouro. Enfrentando o americano Joseph Mckeena, acabou batido por 10 a 0 e ficou com a medalha de prata, primeira medalha dele em Pan-Americanos. Na sequência, Thales Reis, da categoria até 86kg, venceu o argentino Emanuel Chamorro e faturou o bronze.

No sábado (29), o destaque ficou com Giullia Penalber. Lutando na categoria até 57kg, no estilo livre, a brasileira se sagrou bicampeã pan-americana. Além da conquista da Giullia, o Brasil teve a prata da Laís Nunes, na divisão 62kg; e os bronzes de Kamila Barbosa (até 50kg), Sabrina Gama (até 53kg), Grabriela Pedro (até 68kg), Aline Silva (até 76kg), Karoline Santana (até 59kg) e Brenda Aguiar (até 72kg).

As demais medalhas vieram na sexta-feira (28), com a prata de Joilson Júnior (na categoria 77kg) e o bronze de Ronisson Brandão (na categoria 87kg) do estilo greco-romano, e na quinta-feira (27), com os bronzes de Marat Garipov (até 60kg), Calebe Corrêa (até 67kg), Igor Queiroz (até 97kg) e Isaque Conserva (até 130 kg) no estilo Greco-Romano.

Dessa forma, o Brasil fechou em segundo lugar no estilo Greco-Romano, atrás dos Estados Unidos. No estilo livre feminino, o Brasil fechou com vice-campeão atrás dos Estados Unidos. No estilo livre masculino, a seleção brasileira finalizou em sexto lugar.

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Liga das Nações: Brasil joga bem e bate Japão no torneio feminino

Nesta segunda-feira (31), a seleção brasileira feminina de vôlei abriu a segunda semana da Liga das Nações 2021, em Rimini, na Itália, vencendo o Japão por 3 sets a 0 (25/15, 25/19 e 25/21). Até agora o time do Brasil  soma três resultados positivos e um negativo.

Fernanda Garay no bloqueio
Fernanda Garay no bloqueio

Fernanda Garay no bloqueio – Divulgação/FIVB

 

O destaque do jogo foi a ponteira Fernanda Garay, com 21 pontos. A oposta Tandara, com 14, foi a segunda maior pontuadora do duelo. A central Carol fez uma análise da atuação do time nesta segunda-feira para os assessores da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV): “Hoje foi bom, a comunicação começou a fluir melhor. Sabíamos que ia ser um jogo muito rápido, com muitas mexidas e ataques contra o corpo, que é o que o Japão faz de melhor, sempre tentando achar as mãos nos bloqueios e os buracos na quadra com largadas e caixinhas”.

Querendo chegar ao melhor nível possível, Carol ainda chamou atenção para alguns ajustes necessários para o restante da Liga das Nações, mas fez questão de demonstrar orgulho com o resultado: “Claro que ainda tivemos alguns erros de ajustes, mas faz parte. O jogo fluiu bem melhor e estamos felizes com essa vitória de 3 a 0”, concluiu Carol.

Nesta terça-feira (01), o adversário será a Rússia e, na quarta (02), a Itália. Os dois jogos serão às 16h (horário de Brasília).

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Judô: teste positivo para covid-19 tira Daniel Cargnin do Mundial

Na manhã desta segunda-feira (31), a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) confirmou que o judoca gaúcho Daniel Cargnin (66kg), da Sogipa, testou positivo para coronavírus (covid-19) e foi cortado da seleção brasileira que participará do Campeonato Mundial da modalidade, a partir do dia 6 de junho, em Budapeste (Hungria).

Segundo a CBJ, o atleta passa bem, mas não participará do torneio. Para o lugar dele, foi convocado o meio-médio Guilherme Schimidt (81kg), do Minas Tênis Clube, que só lutará no dia 09 de junho, o que, logisticamente, viabilizou a substituição. Schimidt tem apenas 20 anos e é o atual campeão pan-americano sênior dos meio-médios. Ele ocupa a 41ª posição no ranking mundial na categoria.

Além dele, o Brasil terá também Eduardo Yudy Santos no 81kg, que já estava convocado anteriormente, e ocupa a 25ª posição no ranking mundial. Cargnin é o melhor brasileiro ranqueado no 66kg e, atualmente, está na zona de classificação olímpica, na 9ª posição (com descartes).

O Mundial é o último evento antes dos Jogos Olímpicos. Os combates vão de 06 a 13 de junho, com uma categoria de peso por (feminino e masculino) e com as equipes mistas encerrando a competição no dia 13. No torneio, o Brasil será representado por 18 atletas em 13 categorias de peso.

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Pela Olimpíada, Hugo Calderano segue rotina forte de preparação no RJ

Classificado para os Jogos Olímpicos de Tóquio, o mesatenista Hugo Calderano mantém uma intensa rotina de preparação no CT Time Brasil, no Rio de Janeiro, visando a recuperação completa das dores no ombro que o incomodavam nos treinamentos na Alemanha. A dedicação é total para chegar 100% em Tóquio.

Isolado por conta de protocolos de segurança, Calderano tem apenas a companhia da irmã, Sofia, estudante de Educação Física e Fisioterapia e da equipe médica do Comitê Olímpico do Brasil. “Foi muito bom voltar para o Rio. Não voltava desde dezembro de 2019. O Sol, o clima, a comida e o ambiente me fazem sentir muito bem. O processo de recuperação está caminhando bem. Estou aqui há pouco mais de uma semana, estou me sentindo bem, sem nenhuma dor. Daqui a pouco já quero treinar na mesa”, disse o carioca à assessoria da Confederação Brasileira da modalidade (CBTM).

A previsão é que o atleta retorne aos treinamentos com intensidade em Ochsenhausen, na Alemanha, nas próximas semanas. “Estou confiante. Todos os fisioterapeutas e médicos são muito competentes, estão me dando muita confiança. Por causa da pandemia, a preparação vai ser bem atípica e ainda terei tempo suficiente para me preparar bem para Tóquio”, avisa.

Calderano é um dos cerca de 80 atletas que treinam no CT Time Brasil, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca. “Não existe atleta sem trabalho multidisciplinar. A gente alia saúde com performance. Isso inclui o trabalho médico, fisioterapia, preparação física, massoterapia, nutrição, trabalho de recuperação, descanso, preparação mental, biomecânica, fisiologia, entre outros. O fator psicológico é determinante para o atleta performar numa Olimpíada. Buscar os limites traz riscos. O atleta está sempre numa linha tênue. Aí entra o trabalho da equipe multidisciplinar, para dosar as cargas, juntamente com as comissões técnicas”, explicou o médico Rodrigo Sasson.

O trabalho preventivo, corrigindo possíveis falhas para evitar lesões, é considerado fundamental. “O mais importante da fisioterapia esportiva é ajudar o técnico a conduzir melhor as cargas. Essa simbiose é muito importante. Dando esse suporte, conseguimos que o atleta esteja mais tempo treinando e não saia de seu planejamento”, ressalta Ronaldo Aguiar, o coordenador de fisioterapia do COB.  

Na preparação, além do técnico Francisco Arado, o Paco, da Seleção Brasileira, Calderano  é acompanhado diretamente pelos técnicos Jean-René Mounié e Michel Blondel;  pelo fisioterapeuta Mikael Simon e pelo psicólogo Makis Chamalidis. “Nossa relação é muito boa. É realmente uma equipe. Tive bastante sorte de encontrá-los. O Jean-René é o cara que mais me conhece, talvez um pouco abaixo da minha mãe. Não posso deixar de mencionar o Michel Blondel. O trabalho que eles fazem, as horas que eles pensam em mim, pensando em como eu posso evoluir, qual o próximo passo na minha carreira. A relação é muito forte. O resultado é consequência”, finaliza Calderano.

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Conmebol confirma Brasil como sede da Copa América 2021

Na manhã desta segunda-feira (31), a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) confirmou através das redes sociais que a Copa América de 2021 será sediada pelo Brasil. O acordo foi firmado depois que a Argentina, através de um comunicado do Ministro do Interior daquele país, Wado de Pedro, confirmar que não teria condições de sediar o torneio pela piora da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Com aproximadamente 45 milhões de habitantes, a Argentina já registrou mais de 3,6 milhões de casos da doença e 76 mil mortes causadas pelo vírus.

“A Copa América de 2021 será disputada no Brasil. As datas de início e finalização do torneio estão confirmadas. As sedes e a tabela serão informadas pela Conmebol nas próximas horas”, disse a Confederação Sul-Americana de Futebol em sua conta no Twitter. Também pela rede social, o presidente da entidade, Alejandro Domínguez, agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro e à CBF por “sediar o torneio de seleções mais antigo do mundo”.

A Copa América ocorrerá entre os dias 13 de junho e 10 de julho, com a participação de 10 seleções divididas em dois grupos. Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai estão no Grupo A. Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela formam o Grupo B.

Além da Argentina, a previsão inicial da Conmebol era fazer o torneio também na Colômbia, que tinha desistido anteriormente pela grave crise social que tomou conta do país.

De acordo com a Conmebol, a premiação para o campeão da Copa América será de US$ 10 milhões (cerca de R$ 57 milhões). E cada seleção participante receberá US$ 4 milhões (quase R$ 23 milhões). Em 2019, o Brasil, que foi o campeão, faturou US$ 7,5 milhões.

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Conmebol tira Copa América da Argentina por agravamento da pandemia

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou neste domingo (30) que suspendeu a realização da Copa América de 2021 na Argentina. Em publicação no Twitter, o perfil oficial da entidade disse que “analisa a oferta de ouros países que mostraram interesse em abrigar o torneio continental” e que a decisão foi tomada “em atenção às circunstâncias presentes”.

Por “circunstâncias presentes”, leia-se agravamento da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Na última quinta-feira (27), segundo o governo da Argentina, foi registrado um recorde de 41.080 novos casos diários no país. Ainda neste domingo (30), horas antes do anúncio da Conmebol, o ministro do Interior, Wado de Pedro disse no Twitter, que considerando “a situação sanitária de todas as jurisdições, em particular as de Buenos Aires, Tucumán, Mendoza, Córdoba e Santa Fe”, seria “muito difícil” ter a Copa América em território argentino.

Segundo o Ministério da Saúde da Argentina, o país está com 76,5% dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) ocupados. Desde o início da pandemia, em março do ano passado, são 3.753.609 casos e 77.456 mortes pelo novo coronavírus.

Inicialmente, a Copa América seria realizada, de forma conjunta, por Argentina e Colômbia. Este último foi retirado da organização por conta da onda de protestos sociais no país. Caso a Conmebol encontre uma nova sede e mantenha o calendário inicial, a competição deverá começar em 13 de junho. Vale lembrar que, por consequência da covid-19, Austrália e Catar, que disputariam o torneio como convidados, declinaram da participação.