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Brasileiro: Athletico-PR supera Fluminense e permanece vice-líder

O Athletico-PR derrotou o Fluminense por 4 a 1, de virada na tarde desta quarta-feira (30) no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, em jogo válido pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o revés, o Tricolor das Laranjeiras ficou na 9ª posição, com 10 pontos, já o Furacão ficou na vice-liderança com 16 pontos.

O técnico Roger Machado optou nesta partida por uma formação diferente, abrindo mão de um dos pontas para colocar em campo mais um meio-campista para melhorar a criação, o equatoriano Cazares.

E a modificação deu frutos logo no primeiro minuto de partida, quando Cazares cruzou para Fred marcar de cabeça. Com este gol, o camisa 9 do Fluminense se tornou o segundo maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro com 153 gols ao lado de Edmundo. O maior artilheiro é Roberto Dinamite, que marcou 190 vezes pela competição, Romário é o segundo com 154.

Dois minutos depois o equatoriano voltou a aparecer muito bem, quando recebeu lançamento de Fred e bateu forte para defesa do goleiro Santos. Aos oito minutos quem criou boa oportunidade foi Martinelli, que chutou por cima do gol após sobra de bola.

Após este início animador, o Fluminense viu o Athletico-PR melhorar. Aos 25 minutos a lei do ex entrou em ação, quando Richard recebeu de Léo Cittadini, se livrou de um adversário e bateu rasteiro para vencer o goleiro Marcos Felipe.

O Furacão melhorou muito na partida, e Cittadini chegou a vencer o goleiro do Tricolor aos 38 minutos, mas o volante estava impedido na hora da finalização.

Assim, a virada veio apenas no segundo tempo. Aos 27 minutos Vitinho, que saiu do banco, bateu bonito após receber na esquerda. Três minutos depois, a equipe paranaense chegou ao terceiro quando Nikão levantou a bola na área em cobrança de falta para Zé Ivaldo marcar de cabeça.

Já no fim do confronto, o juiz marcou pênalti, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), em cima de Léo Cittadini. Nikão cobrou e fechou a goleada em 4 a 1.

O Furacão volta a entrar em campo pelo Brasileiro no próximo sábado (3), quando mede forças com o Fortaleza na Arena da Baixada. Um dia depois o Fluminense faz clássico com o Flamengo.

Vitória no Castelão

Quem também venceu e garantiu uma posição do G4 na atual rodada foi o Fortaleza, que bateu a Chapecoense por 3 a 2 no estádio do Castelão. Com este resultado, o Tricolor do Pici ficou na terceira posição com 15 pontos, já o Verdão do Oeste ficou na 18ª posição (dentro da zona do rebaixamento), com quatro pontos.

Aos 33 minutos do primeiro tempo, o juiz marcou, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), pênalti a favor dos visitantes. O atacante Anselmo Ramon bateu forte para abrir o marcador. A reação do Fortaleza veio apenas na etapa final.

Logo aos quatro minutos David empatou aproveitando rebote de chute de Matheus Vargas defendido parcialmente por João Paulo. O time da casa sofreu um baque aos oito minutos, quando Quintero foi expulso, mas isso não diminuiu o ímpeto ofensivo da equipe comandada pelo técnico Juan Vojvoda, que virou o placar aos 16 minutos com Robson, que havia entrado minutos antes.

Mesmo com a desvantagem numérica, o Fortaleza continuou melhor e marcou o terceiro dez minutos depois com Yago Pikachu. A Chapecoense ainda conseguiu descontar aos 35 minutos com o atacante Perotti, mas a vitória final, de 3 a 2, ficou mesmo com o Tricolor do Pici.

No próximo domingo a Chapecoense volta a entrar em campo pelo Brasileiro, quando mede forças com o Bahia na Arena Condá.

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Brasil derrota Croácia e vai às semifinais Pré-Olímpico de Basquete

O Brasil sobrou hoje (30) diante da Croácia, dona da casa, por 94 a 67, assegurando presença nas semifinais do Pré-Olímpico de Basquete, disputado em Split (Croácia). Foi a segunda vitória seguida da seleção, após a estreia ontem (29), contra a Tunísia, com placar de 83 a 57. Com os dois resultados positivos, o Brasil terminou a fase classificatória na liderança do Grupo B. O próximo adversário será o vice-líder do Grupo A, que tem o México em primeiro lugar. Nesta quinta (1º de julho), às 11h30 (horário de Brasília), Alemanha e Rússia duelam para definir a classificação da chave.

A equipe comandada pelo croata Aleksandar Petrovic terá dois dias de folga até a realização das semifinais no sábado (3 de julho). O grande destaque em quadra nesta quinta (30) foi o pivô Rafael Hettsheimeir que marcou 20 pontos, tendo acertado três arremessos – de um total de cinco – da linha de três pontos. Além dele, o ala-pivô Bruno Caboclo também sobressaiu com 17 pontos, mantendo 75% de aproveitamento da linha de três pontos. O desempenho do ala Leonardo Meindl também não passou despercebido: foram 14 pontos, com cinco acertos de seis lances de dois pontos.

O segundo jogo desta quinta (1º de julho) definirá o vice-líder do Grupo B: Croácia e Tunísia se enfrentam às 15h. Todas as equipes folgarão na sexta (2 de julho). As semifinais no sábado (3 de julho) serão às 9h30 e 13h. A decisão do título vale a última vaga para Tóquio 2020. A final será no domingo (4), às 14h30.

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Ponte Preta bate CSA e alcança primeira vitória na Série B

A Ponte Preta derrotou o CSA por 2 a 1, na tarde desta quarta-feira (30) no estádio Moisés Lucarelli, pela 8ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Essa foi a primeira vitória do time de Campinas no torneio. Porém, os três pontos não foram suficientes para retirar o time do último lugar na tabela de classificação.

Agora, a Macaca tem seis pontos em oito jogos disputados. O CSA ocupa a 12ª posição com oito pontos em sete jogos disputados. Pela Ponte Preta marcaram o atacante Moisés e o meia Thalles. Os visitantes descontaram com Dellatorre.

O primeiro gol saiu aos 40 da etapa inicial, após saída errada dos alagoanos. Dawhan tocou para o avante Moisés, que fuzilou o goleiro Thiago Rodrigues. Depois saiu o empate aos 15 minutos do segundo tempo, quando Dellatorre rolou para o fundo das redes após jogada de Renato Cajá. Porém, o placar ficou assim por muito pouco tempo. Aos 20, a Macaca voltou a ficar na frente novamente, quando Thalles, de carrinho, completou jogada do atacante Rodrigão.

Pela 9ª rodada, a Ponte Preta visitará o Vila Nova em Goiânia no sábado (3), dia no qual o CSA fará clássico com o CRB no estádio Rei Pelé.

Brusque vence Brasil de Pelotas

Quem também triunfou foi o Brusque, que superou o Brasil de Pelotas por 1 a 0 no estádio Augusto Bauer, no interior de Santa Catarina. A derrota deixou o Xavante gaúcho na zona do rebaixamento, na 19ª posição com apenas seis pontos em oito partidas. Já o Brusque aproveitou a chance de encostar nos líderes, e pulou para a 4ª posição com 13 pontos em sete jogos.

O gol dos catarinenses saiu aos 11 minutos da etapa final com o atacante Edu, que se antecipou aos zagueiros e concluiu de cabeça após Airton cruzar.

Na próxima rodada, o Brasil de Pelotas recebe o Cruzeiro no sábado, enquanto o Brusque visita o Guarani no domingo (4).

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Confederação de Ginástica Artística confirma sete atletas na Olimpíada

A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) divulgou nesta quarta-feira (30) a relação dos atletas que representarão o país na Olimpíada de Tóquio (Japão). A delegação masculina terá quatro generalistas (ginastas que se apresentam em todos os aparelhos) na disputa por equipes:  Arthur Nory, Caio Souza, Diogo Soares e Francisco Barretto Júnior. Na prova individual das argolas, único ginasta brasileiro será Arthur Zanetti, campeão olímpico, mundial e pan-americano neste aparelho. Entre as mulheres, Flávia Saraiva e da Rebeca Andrade já estavam asseguradas em Toquio. 

“Nenhum processo seletivo é fácil. Apesar de termos os critérios definidos desde o início, chegar à composição é sempre um grande desafio. A comissão técnica avaliou os resultados em competições, potencial de resultado, contribuição para a equipe, constância e assertividade, análise de performance, evolução técnica, disciplina e condição física”, explicou Marcos Goto, coordenador da equipe masculina e um dos treinadores do time, em depoimento ao site da CBG.

Entre as mulheres, o Brasil garantiu duas vagas nominais: Flávia Saraiva, em 2019, no Mundial de Ginástica Artística em Stuttgart (Alemanha), e Rebeca Andrade, no início deste mês no Campeonato Pan-Americano, no Rio.

“A Flávia, no Mundial de Stuttgart, teve totais méritos. Acho que foi a melhor competição dela no individual geral”, afirma o treinador Francisco Porath Neto. Ele elogiou ainda o desempenho de Rebeca na competição no Rio. “Já Rebeca Andrade, na avaliação de Porath, mostrou qualidades no Campeonato Pan-Americano do Rio. “Ela está muito forte e confiante para executar os exercícios. Conseguiu um somatório muito bom no individual geral, e agora é acertar detalhes”.

Em Tóquio 2020, a seleção masculina, de acordo com sorteio da Federação Internacional de Ginástica (FIG), disputará na Subdivisão 2, ao lado de Suíça, Grã-Bretanha, Japão e de dois grupos mistos. O Brasil estreia na madrugada do dia 24 de julho, às 2h30 (horário de Brasília). No dia seguinte, às 8h20, será a vez das ginastas Flavia Saraiva e Rebeca Andrade iniciarem a jornada em busca de medalhas. Elas estão no Grupo misto 2, ao lado de atletas do Egito, Suécia e Belarus. Os grupos mistos são formados formado por países cuja equipes estão incompletas. É o caso da delegação feminina brasileira. Flávia e Rebeca competirão em todos os aparelhos. Pelo sorteio da FIG, as brasileiras caíram na caíram na Subdivisão 5, com Alemanha, Bélgica e as atletas do grupo misto 5.

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Nocaute: Keno Marley brilha em 1º Grand Prix de Boxe do Brasil

O baiano Keno Marley, de 21 anos, medalha de prata no Pan de Lima (Peru) e garantido na Olimpíada Tóquio (Japão), foi um dos principais destaques na abertura do 1º Grand Prix de Boxe do Brasil, na Arena Carioca II, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Na estreia nesta terça-feira (29), Marley venceu por nocaute o mineiro Carlos Pereira (categoria até 81 quilos).  As lutas seguem nesta quarta e sexta-feira (2 de julho), sempre a partir das 15h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo no Canal Olímpico. A grande expectativa é pela estreia hoje (30) de Bia Ferreira, atual campeã mundial na categoria até 60 kg.

Por precaução, segundo a Confederação Brasileira de Boxe (CBboxe), após o nocaute o pugilista Carlos Pereira foi levado de ambulância para atendimento em hospital neurológico, embora estive se sentindo bem ao fim da luta. Houve demora no retorno da ambulância à Arena Carioca, e estreia da baiana Bia Ferreira, uma das principais favoritas ao ouro em Tóquio, precisou ser adiada para esta  quarta (30).  O evento visa dar ritmo de competição aos classificados a Tóquo 2020. A competição reúne os melhores pugilistas do país,  quatro por categoria de peso, na qual todos lutam entre si.  Além de Keno Marley e BIa Ferreira, o Brasil será representado nos Jogos pelos pugilistas Abner Teixeira (91kg), Graziele Jesus (51kg), Hebert Souza (75kg), Jucielen Romeu (57kg),  e Wanderson de Oliveira (63kg). Confira AQUI a lista completa de todos os participantes.

O boxe brasileiro já conquistou cinco medalhas olímpicas. Depois do bronze de Servílio de Oliveira (1968), o pais amargou um longo jejum sem pódios, que só foi quebrado nos Jogos de Londres (2012). Foram três medalhas na ocasião, e um dos destaques foi o bronze conquistado por Adriana Araújo, que fez história ao se tornar a primeira atleta do boxe brasileiro feminino a subir ao pódio olímpico. Também em Londres brilharam os irmãos Falcão: Yamaguchi levou bronze, enquanto Esquiva faturou a prata. Na Rio 2016, a estrela foi Robson Conceição com a medalha de ouro.

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Putin recebe delegação russa que irá à Olimpíada sem bandeira nem hino

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu atletas russos a caminho da Olimpíada de Tóquio no Kremlin nesta quarta-feira (30), desejando-lhes medalhas e prometendo proteger seus direitos, já que devem competir sem bandeira nem hino por causa de sanções impostas ao país por doping.

Os atletas russos estão proibidos de competir em grandes eventos internacionais, inclusive a Olimpíada, com a bandeira e o hino russos até o final de 2022. Mais de 330 russos estarão em Tóquio sob a sigla “ROC”, Comitê Olímpico Russo.

“Os direitos e interesses de seus atletas precisam ser protegidos de quaisquer arbitrariedades, inclusive de decisões que países individuais estão tentando impor em todo o mundo, muito além de suas jurisdições nacionais”, disse Putin aos atletas na cerimônia no Kremlin. “Peço aos colegas de organismos especializados que prestem atenção especial a isto”.

“Toda a Rússia estará torcendo por vocês. Desejo a vocês grandes vitórias, e uma competição honrosa e justa.”

A proibição, imposta inicialmente pela Agência Mundial Antidoping (Wada), mas mais tarde reduzida para dois anos após uma apelação, visa punir Moscou por fornecer a autoridades antidoping dados laboratoriais adulterados que poderiam ter ajudado a identificar infratores.

“Aconteceu de termos que nos apresentar sem a bandeira russa, sem o hino russo que poderíamos cantar alto e em uníssono”, disse Svetlana Romashina, do nado sincronizado, na cerimônia. “Mas o mais importante é que torcedores russos e torcedores de todo o mundo saibam qual país representamos.”

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Wimbledon: Thiago Monteiro cai em simples e mira chave de duplas

O cearense Thiago Monteiro, número um do Brasil no ranking de simples da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), foi eliminado na primeira rodada do Torneio de Wimbledon, em Londres (Reino Unido). Nesta quarta-feira (30), o brasileiro, 81º do mundo, foi superado pelo canadense Felix Auger-Aliassime (19º) por 3 sets a 0, com triplo 6/3, em duas horas e dez minutos de jogo.

Auger-Aliassime foi mais preciso que Monteiro durante a partida. Além de não ter cometido duplas faltas (contra duas do brasileiro), ele ganhou quase 60% dos pontos disputados. Já o cearense teve o dobro de erros não forçados (40, ante 20). Na próxima fase do Grand Slam britânico, o canadense terá pela frente o sueco Mikael Ymer (98º), que venceu o francês Jo-Wilfried Tsonga (85º) por 3 sets a 2, com parciais de 7/5, 6/7 (4/7), 5/7, 6/4 e 6/3.

Monteiro segue em Wimbledon para disputar a chave de duplas masculinas. Nesta quinta-feira (1º), em horário a ser confirmado, ele e o também brasileiro Rafael Matos (89º do mundo no ranking de duplas) estreiam contra os cazaques Alexander Bublik (50º) e Alexsandr Nedovyesov (85º).

O Brasil tem outros três tenistas competindo no torneio de duplas entre os homens. Todos estreiam na grama britânica nesta quinta, em horários ainda não definidos. Número 13 do mundo na ATP, o mineiro Bruno Soares e o britânico Jamie Murray (22º) encaram o norte-americano Nicholas Monroe (87º) e o canadense Vasek Pospisil (65º em simples, 192º em duplas).

Segundo brasileiro mais bem colocado do ranking de duplas, o também mineiro Marcelo Melo (19º) e o polonês Lukasz Kubot (17º) terão como adversários os norte-americanos Jackson Withrow (79º) e Nathaniel Lammons (86º).

Já o gaúcho Marcelo Demoliner (49º) e o mexicano Santiago González (54º) estreiam diante do cazaque Andrey Golubev (40º) e de Robin Haase (44º), dos Países Baixos.

Na chave feminina de duplas, o país conta com Luisa Stefani, número 23 do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês). A parceria entre a paulista e a norte-americana Hayley Carter (25ª) também joga nesta quinta-feira, em horário a ser confirmado, contra as sérvias Nina Stojanovic (55ª) e Aleksandra Krunic (57ª).

Por fim, nas duplas mistas, o Brasil será representado por Stefani e Demoliner. A parceria estreia na sexta-feira (2), sem horário definido, contra a estoniana Anett Kontaveit (25ª do ranking de simples da WTA) e o australiano Matt Reid (90º em duplas na ATP).

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Botafogo recebe Vitória em busca de recuperação na Série B

O Botafogo recebe o Vitória na noite desta quarta-feira (30), no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), pela oitava rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro carioca busca quebrar a incômoda sequência de três jogos sem vitórias. A partida com início às 21h30 (horário de Brasília) será transmitida ao vivo pela Rádio Nacional, com narração de Felipe Rangel, comentários de Mário Silva, reportagem de Mauricio Costa e plantão de notícias com Luiz Ferreira. 

Na última rodada, a equipe carioca perdeu fora de casa, por 2 a 0, para o Sampaio Corrêa. O Alvinegro abriu a rodada na 10ª posição com oito pontos, mas já se encontra na 11ª colocação. O Glorioso não vence o Vitória desde 2015. De lá para cá, foram três jogos: duas vitórias dos baianos e um empate. No retrospecto geral, os dois times já se enfrentaram em 20 oportunidades. E o equilíbrio é total. São seis vitórias de cada time e oito empates, com 26 gols marcados por cada uma das equipes.  

Do lado baiano, o grande desafio do treinador Ramon Menezes é encontrar uma forma de o time ser mais efetivo. Com apenas cinco gols marcados, o Leão está na zona de rebaixamento, em 18ª lugar, com seis pontos, tendo vencido apenas um de sete jogos. 

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Yaras destacam união para levar nova cara do rugby brasileiro a Tóquio

Um estilo de jogo diferente, adaptado à cultura e às características das jogadoras brasileiras. Apresentar essa “nova cara do rugby” brasileiro é o principal objetivo da seleção feminina da modalidade, as Yaras, na Olimpíada de Tóquio (Japão).

“Queremos conseguir transferir um pouco da cultura brasileira e a energia deste grupo para o campo. Tudo que fazemos é reflexo do que as meninas são na vida real. Primeiro, não podemos ter medo de fazer coisas diferentes. Se não somos um time muito grande [fisicamente], podemos desenvolver armas para usar isso a nosso favor. Estou há pouco tempo com elas, mas pude jogar pela seleção brasileira masculina, então meu entendimento da cultura começou há um bom tempo”, detalhou o técnico das Yaras, William Broderick, em entrevista coletiva nesta terça-feira (29).

“Fomos criando o nosso grupo com a galera vindo de diferentes esportes, sempre abraçando a todos. Acho que esta é uma das grandes riquezas da nossa modalidade. O gordinho, o magrinho, o alto ou o baixo. A gente consegue encaixar a todos, ainda mais nesta proposta de jogo, que valoriza cada característica”, destacou Raquel Kochhann, capitã das Yaras.

A conexão entre elenco e comissão técnica foi apontada como fundamental para superar os desafios da reta final do ciclo olímpico. A pandemia do novo coronavírus (covid-19) impactou a seleção, que ficou cerca de quatro meses sem treinar presencialmente, entre março e julho, além de ter competido poucas vezes. Em abril deste ano, a equipe disputou dois torneios em Dubai (Emirados Árabes) e fez um período de preparação nos Estados Unidos. Foram as primeiras ocasiões em que Broderick (inglês naturalizado brasileiro) comandou as Yaras. Ele assumiu o time em agosto de 2020, substituindo o neozelandês Reuben Samuel.

“Conseguimos nos unir e minimizar o impacto [da pandemia]. A preparação física não nos deixou paradas nenhum dia e o Will [Broderick] deu um bom gás na parte técnica e tática. A energia deste grupo faz muita diferença. Estão todos muito confiantes”, afirmou Raquel.

Yaras - Rachel Kochham - Rúgbi feminino estreia nos Jogos Pan-Americanos contra o Peru. Local: Complexo Esportivo Villa María del Triunfo, em Lima, no Peru.
Yaras - Rachel Kochham - Rúgbi feminino estreia nos Jogos Pan-Americanos contra o Peru. Local: Complexo Esportivo Villa María del Triunfo, em Lima, no Peru.

“Fomos criando o nosso grupo com a galera vindo de diferentes esportes, sempre abraçando a todos. Acho que esta é uma das grandes riquezas da nossa modalidade”, afirmou Rachel Kochhann capitã das Yaras – Pedro Ramos/rededoesporte.gov.br/Direitos Reservados

“Ainda estou conhecendo o time, mas já sei que elas vão para ganhar em todo jogo. Todos sabem das dificuldades, mas o grupo reagiu a elas e tem se esforçado no processo. Tem sido sensacional. Todos conectados, com o mesmo propósito. Chegaremos [em Tóquio] na expectativa de fazer algo muito grande, deixando tudo em campo”, emendou o treinador.

A convocação foi anunciada na segunda-feira (28). Das 14 jogadoras que integram o grupo (sendo duas suplentes), apenas quatro estiveram na estreia olímpica do rugby feminino, nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Haline Scatrut, Izzy Cerullo e Luiza Campos, além de Raquel, também disputaram a última Olimpíada, onde as brasileiras ficaram em nono lugar.

“[Na Rio 2016] Tínhamos muitas meninas das primeiras seleções, que estavam lá há um longo período, mas que não jogaram tantos campeonatos internacionais. O rugby, de um modo geral, mudou muito de 2016 para cá. Esse grupo atual é mais novo, mas com mais experiência em jogos internacionais, por ter jogado o circuito mundial em 2017, sido convidado para alguns torneios, depois retornado ao circuito em 2019 com a conquista do Hong Kong Sevens”, analisou a capitã das Yaras.

Issy, Yaras, seleção brasileira - Brasil x Argentina: seleção brasileira conquista o ouro no rúgbi feminino nos Jogos Sul-Americanos Cochabamba 2018, na Bolívia. Local: Estádio Municipal de Colcapirhua, em Cochabamba
Issy, Yaras, seleção brasileira - Brasil x Argentina: seleção brasileira conquista o ouro no rúgbi feminino nos Jogos Sul-Americanos Cochabamba 2018, na Bolívia. Local: Estádio Municipal de Colcapirhua, em Cochabamba

“Realmente, são adversários fortes, mas a gente tem muita experiência contra elas e quem não costuma ganhar, sempre aprende mais”, analisou Izzy em referência às adversárias na chave do Brasil (Canadá, França e Fiji) – Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br/Direitos Reservados

“Depois do Rio, muitas atletas se aposentaram e o grupo teve que passar a temporada no circuito bem novo e cru em nível internacional. Ao longo dos anos, o grupo cresceu e ainda ganhou mais um ano para se fortalecer. A gente vê o trabalho construído antes de 2016. A Bianca [Silva] e a Mari [Nicolau], por exemplo, já estavam treinando com a seleção e trazem essa experiência. É uma preparação olímpica que durou oito anos, não só o último ciclo. É bom ver que aquela semente germinou”, completou Izzy, que também participou da coletiva.

O Brasil está no Grupo B da Olimpíada ao lado de Canadá (bronze na Rio 2016), França e Fiji. Os dois primeiros de cada um dos grupos e os dois melhores terceiros colocados vão às quartas de final. As Yaras estiveram frente a frente com canadenses e francesas nos torneios de Dubai, chegando a derrotar o time B das europeias.

“Realmente, são adversários fortes, mas a gente tem muita experiência contra elas e quem não costuma ganhar, sempre aprende mais. Então, a pressão é delas. A gente tem clareza de que não enfrenta esses times faz um tempo e que eles não passaram esse um ano e meio vendo como o Brasil treinou e como mudamos nossa forma de jogar. Será uma grande oportunidade para nós, como grupo”, analisou Izzy.

William Broderick, técnico das Yaras, seleção brasileira feminina de rugby
William Broderick, técnico das Yaras, seleção brasileira feminina de rugby

William Broderick, técnico das Yaras, anunciou nesta segunda (28) a lista das 14 convocadas (sendo duas suplentes) para representar o país na Olimpíada de Tóquio (Japão) – Divulgação/CBRu

“Pensamos no jogo a jogo, com intenção de mostrarmos nossa melhor performance e expectativa de ganhar. Tenho certeza absoluta de que as meninas vão se entregar em campo. A França é um time experiente, mas que conseguimos enfrentar fisicamente. O Fiji traz certos perigos, mas com a velocidade que temos e também a inteligência tática, nenhuma equipe nos traz medo. O Canadá é bem físico, mas pelo que vi nessa última semana, não tenho nenhuma dúvida sobre as meninas. Estamos preparados”, concluiu Broderick.

As Yaras ficam concentradas no centro de treinamento de São José dos Campos (SP) até o próximo dia 8, quando viajam para Nagato (Japão), onde darão sequência à preparação nas duas semanas de isolamento obrigatório que antecedem a ida para Tóquio. O torneio do rugby feminino será disputado entre os dias 29 e 31 de julho.

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Olimpíada: no último dia, Núbia Soares alcança índice no salto triplo

Nesta terça-feira (29), o último dia do prazo estipulado pela World Athletics (entidade que regula o atletismo em nível mundial) para a obtenção dos índices para os Jogos Olímpicos de Tóquio, a mineira Nubia Soares saltou 14,68 metros (m) e superou o índice de 14,32m na prova do salto triplo do Trofeo Diputación Castellón – Memorial José Antonio Cansino, na pista Gaetà Huguet, em Castelón de La Plana, na Espanha.

O salto garantiu o segundo lugar na prova para a atleta que defende o Barcelona, na Espanha. A campeã foi a cubana Liadagmis Povea, com 14,7m (1.7). Leyanis Perez, também de Cuba, terminou em terceiro lugar, com 14,53m (0.5).

Desde maio, Núbia estava buscando a qualificação olímpica no torneios no país ibérico. Já tinha saltado 14,03m no dia 29 de maio, 13,97m em 13 de junho e 14,26m no domingo (27).

Atualmente com 25 anos, a mineira enfrentou problemas de lesões neste ciclo e qualificou-se para a sua segunda Olimpíada, já que representou o Brasil no Rio-2016. Recordista brasileira da especialidade e sul-americana da prova, com 14,69m, a saltadora ficou também a apenas um centímetro de igualar essa marca.

Corrida com barreiras

Além da conquista de Núbia, o carioca Gabriel Constantino de Oliveira venceu nesta terça-feira os 110m com barreiras, com 13seg60, no Meeting Internacional de Lucerna, na Suíça. Recordista sul-americano da prova, com 13.18, o brasileiro já está qualificado para a Olimpíada.

Com o fechamento da janela classificatória para os Jogos Olímpicos ocorrendo nesta terça-feira, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) realiza nesta quarta-feira a convocação oficial da seleção nacional da modalidade para o evento japonês. A expectativa é de que o país leve aproximadamente 50 atletas para a competição, que vai ocorrer entre os dias 29 de julho e sete de agosto no estádio Olímpico de Tóquio.