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Série B: Náutico vence 5ª seguida e tira invencibilidade do Botafogo

O Náutico segue imparável na Série B do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (20), o Timbu chegou a quinta vitória em cinco rodadas ao superar o Botafogo por 3 a 1 nos Aflitos, em Recife. O Alvirrubro lidera com 15 pontos, enquanto o Glorioso, que perdeu a invencibilidade e saiu na bronca com a arbitragem, é o quarto colocado, com oito pontos.

Os pernambucanos saíram na frente aos 15 minutos da primeira etapa, em um gol contra do volante Pedro Castro, após a cobrança de escanteio do meia Jean Carlos, pela direita. Os alvinegros reclamaram que o lance que originou o gol deveria ter sido tiro de meta.

O Botafogo respondeu aos 18, em falta batida pelo meia Chay, que Alex Alves se esticou para defender. O goleiro apareceu bem de novo aos 20 minutos, salvando uma finalização de carrinho do atacante Rafael Navarro, quase na pequena área. O Alvinegro, apesar de ter menos posse de bola, seguiu pressionando atrás do empate antes do intervalo, mas sem êxito nas finalizações.

Na etapa final, Alex Alves salvou novamente o Náutico aos dez minutos, levando a melhor duas vezes, no mesmo lance, contra Pedro Castro. Em seguida, o Timbu desperdiçou duas boas chances de ampliar com Kieza. Aos 14, o atacante, livre, cabeceou por cima do gol. Aos 21, ele teve uma penalidade defendida pelo goleiro Douglas Borges. Para complicar, oito minutos depois, na sequência de uma saída errada do zagueiro Camutanga, o meia Felipe Ferreira empatou para o Botafogo.

Quando o duelo caminhava para um empate, o Alvirrubro teve outro pênalti a favor. Aos 42 minutos, Paulo Victor derrubou o também lateral Hereda na área, em cima da linha de fundo. Os botafoguenses reclamaram, alegando que a bola já teria saído. Jean Carlos bateu e recolocou os anfitriões à frente. Nos acréscimos, o atacante Paiva aproveitou, às costas da zaga alvinegra, um chutão de Alex Alves para invadir a área e fechar o marcador nos Aflitos.

Pela sexta rodada da Série B, o Náutico encara o Londrina nesta quarta-feira (23), às 16h (horário de Brasília), no estádio do Café, em Londrina (PR). O Botafogo só volta a campo no próximo sábado (26), às 16h30, diante do Sampaio Corrêa, no Castelão, em São Luís, pela sétima rodada. O duelo da sexta rodada, contra o CSA, no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, foi adiado (e ainda não remarcado) porque o estádio é utilizado para disputa da Copa América.

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Liga das Nações: Brasil termina 1ª fase com vitória e enfrenta Japão

A seleção brasileira de vôlei feminino conheceu neste domingo (20) o adversário pelas semifinais da Liga das Nações, disputada em Rimini (Itália). Dono da segunda melhor campanha geral, o Brasil terá pela frente o Japão, que derrotou a Sérvia por 3 sets a 0 (25/12, 25/22 e 25/15) pela 15ª e última rodada da primeira fase, garantindo o terceiro lugar. O duelo será na próxima quinta-feira (24), às 11h (horário de Brasília).

As brasileiras também encerraram a participação na primeira fase com vitória: 3 a 1 sobre a Turquia (25/18, 25/16, 25/27 e 25/14), rival que acabou ficando na quarta posição, também classificada às semifinais. Na quinta, às 14h30, as turcas serão adversárias da seleção dos Estados Unidos, que ganhou as 15 partidas disputadas até o momento.

Apesar de estar com a vida resolvida na primeira fase, o Brasil não se poupou e mostrou autoridade nos três sets que venceu, tendo dificuldades somente na terceira parcial, a única vencida pelas turcas. Com 19 pontos, a oposto Tandara foi o destaque da seleção, junto da central Fernanda Garay (13 pontos) e da líbero Camila Brait, que se sobressaiu na defesa.

Nesta segunda-feira (21), quem volta a quadra é a seleção masculina, líder do naipe masculino da Liga das Nações. Às 11h30, os brasileiros enfrentam a Itália em busca da 12ª vitória na primeira fase. A equipe venceu 11 vezes (com apenas uma derrota) e somou 32 pontos até o momento, dois a mais que a Polônia, segunda colocada.

Na terça-feira (22), às 14h30, o Brasil encara a Alemanha. Por fim, na quarta-feira (23), a seleção encerra a participação na primeira fase diante da Rússia, às 16h. As semifinais serão no próximo sábado (26) e a final no domingo que vem (27).

A equipe masculina é comandada em Rimini pelo auxiliar Carlos Schwanke. O técnico Renan dal Zotto se recupera de complicações provocadas pelo novo coronavírus (covid-19) e está no Brasil. Tanto entre os homens, como entre as mulheres, a competição na Itália é a última antes da Olimpíada de Tóquio (Japão).

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ABC vence América-RN nos acréscimos e lidera Grupo 3 da Série D

Fim de semana perfeito para o ABC. O Mais Querido manteve 100% de aproveitamento na Série D do Campeonato Brasileiro, com nove pontos, confirmou a liderança do Grupo 3 e, de quebra, venceu o Clássico-Rei contra o América-RN por 3 a 2 com um gol aos 50 minutos do segundo tempo, na Arena das Dunas, em Natal. Duelo foi transmitido ao vivo na TV Brasil.

ABC e América-RN entraram em campo pela terceira vez em 2021. Nos dois confrontos anteriores, pelo Campeonato Potiguar, cada equipe havia conquistado uma vitória. Na partida deste domingo (20), o Dragão foi ligeiramente melhor, mas errou muito na defesa e viu o time alvinegro virar o jogo no final. O América-RN permanece com três pontos, sendo duas derrotas consecutivas.

O Alvirrubro começou o jogo partindo para cima e quase fez o primeiro logo aos 4 minutos. Mazinho recebeu pela direita e chutou colocado, mas Jerfersson defendeu. Dois minutos depois, o América abriu o placar. Falta de longa distância que Esquerdinha cobrou no ângulo esquerdo. Golaço.

O ABC respondeu também em falta. Aos nove minutos, Marcos Antônio soltou a bomba, obrigando Tanaka a fazer grande defesa. Dez minutos depois, o goleiro não foi bem. Bruno Souza cruzou pela esquerda e Tanaka saiu muito mal. Helitão aproveitou o erro e, sozinho, cabeceou para deixar tudo igual.

Apesar de ter mais posse de bola, o América não conseguia traduzir a superioridade em gols. A virada do ABC quase veio aos 43 minutos. O capitão Boaventura saiu jogando errado e a bola sobrou para Claudinho, que arriscou, mas foi parado por Tanaka. No rebote, Levi se precipitou e chutou em cima do goleiro.

O panorama da segunda etapa foi parecido com o dos primeiros 45 minutos. O América era melhor, mas errava muito na defesa. O Dragão ficou novamente na frente com gol de Boaventura, que aproveitou saída equivocada do goleiro Jerfersson. O zagueiro comemorou com um chute na bandeirinha de escanteio. No minuto seguinte, Max teve a chance de ampliar, mas acertou o travessão.

No futebol, quem não faz, leva. O ABC subiu pela direita com Netinho, que cruzou com perfeição na cabeça de Valderrama. Desta vez, Tanaka não saiu do gol e o camisa 17 aproveitou e empatou. O jogo passou a ficar mais tenso e menos emocionante, com poucas chances para as duas equipes.

Quando o empate parecia inevitável, o ABC fez o terceiro aos 50 minutos. Contra-ataque pela direita e novo cruzamento de Netinho. A zaga não conseguiu afastar e a bola sobrou para Alan Pedro. Afoito, Elton derrubou o adversário dentro da área. Pênalti que Marcos Antônio cobrou com perfeição e fechou o placar. Na comemoração, o camisa 27 imitou Boaventura e também chutou a bandeirinha de escanteio.

Na próxima rodada, o ABC recebe o Atlético-CE no domingo (27), às 15h (horário de Brasília), no Frasqueirão. Antes, na quarta-feira (23), às 21h15min, também no Frasqueirão, o Alvinegro encara o Globo no jogo de volta da final do Campeonato Potiguar. Já o América-RN visita o Caucaia no sábado (26), às 16h, no Raimundão, pela Série D.

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Brasileiro: Ceará domina Inter fora de casa, mas duelo acaba empatado

No único duelo com gols deste domingo (20) à tarde na Série A do Campeonato Brasileiro, Internacional e Ceará empataram por 1 a 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela quinta rodada da competição. As equipes foram a cinco pontos e permanecem no meio da tabela. O Vozão é o 11º colocado e o Colorado é o décimo, por ter saldo de gols inferior.

Apesar de o Ceará ter iniciado o jogo no ataque, foi o Inter quem saiu na frente. Aos cinco minutos, o goleiro Vinícius derrubou o atacante Yuri Alberto com um carrinho na risca da grande área, pela esquerda. O pênalti foi marcado com ajuda do árbitro de vídeo (VAR). O volante Edenilson cobrou e colocou o Colorado à frente.

O Vozão chegou a balançar as redes aos 13 minutos, com Messias, mas o lance foi anulado pelo árbitro Diego Pombo por falta do zagueiro. Aos 27, foi assinalado pênalti de Edenilson por toque de mão na área. Na revisão da jogada no vídeo, porém, o árbitro voltou atrás e anulou a penalidade. Aos 45, enfim, o Alvinegro deixou tudo igual, em bela cobrança de falta do meia Lima, que ainda bateu no travessão antes de entrar.

O Ceará continuou mais agressivo que o Inter na volta do intervalo, mas não transformou a superioridade em gols. Aos 45 minutos da etapa final, o meia Stiven Mendoza teve a chance da virada frente a frente com Daniel, após cruzamento do atacante Hélio, mas o goleiro fez a defesa. Nos acréscimos, o atacante Caio Vidal e o meia Patrick tiveram oportunidades para o Colorado, mas pecaram na finalização, para desespero do técnico Diego Aguirre, anunciado no sábado (19) e que acompanhou o duelo nas tribunas do Beira-Rio.

Os times voltam a campo na quinta-feira (24), às 19h (horário de Brasília). O Ceará recebe o Atlético-MG na Arena Castelão, em Fortaleza, enquanto o Inter visita a Chapecoense na Arena Condá, em Chapecó (SC). Os duelos valem pela sexta rodada do Brasileirão.

No outro jogo da tarde, Bahia e Corinthians não saíram do zero no estádio de Pituaçu, em Salvador. O Esquadrão de Aço subiu para oito pontos, e se aproximou do G4. O Timão, com cinco, aparece na parte central da classificação.

O primeiro tempo em Pituaçu foi de pouca inspiração ofensiva. Um chute da entrada da área do meia Mateus Vital, aos 16 minutos, e uma cabeçada do zagueiro Juninho, aos 21, ambos para fora, foram as chances mais claras. Apesar de mais movimentada, a etapa final também foi de poucos lances agudos. Aos 11 minutos, o goleiro Matheus Teixeira salvou o Bahia em cabeçada do meia Ramiro. Aos 44, o meia Thonny Anderson fez o giro na área e finalizou, parando em boa defesa do goleiro Cássio.

As equipes também têm compromissos pela sexta rodada na quinta-feira. Às 19h, o Corinthians mede forças com o Sport na Neo Química Arena, em São Paulo. Mais tarde, às 21h30, o Bahia encara o Athletico-PR novamente em Pituaçu.

Mais cedo, no Allianz Parque, em São Paulo, o Palmeiras derrotou o América-MG por 2 a 1, de virada. O resultado subiu o Verdão para a terceira posição, com dez pontos, enquanto os mineiros seguem na vice-lanterna, com um ponto. O novo técnico americano, Vagner Mancini, acompanhou a partida no estádio.

O meia Geovane, aos 37 minutos do primeiro tempo, abriu o marcador para o Coelho em chute da entrada da área. No lance seguinte, o atacante Willian empatou de cabeça. Os mineiros tiveram a chance de voltar à frente aos 49, mas o goleiro Jailson defendeu o pênalti batido pelo atacante Ademir e o rebote, que sobrou nos pés de Geovane. Nos acréscimos da etapa final, Willian garantiu o triunfo dos anfitriões em arremate no ângulo, após entrar na área pela esquerda e receber passe do também atacante Luiz Adriano.

O Palmeiras volta a campo pela sexta rodada nesta quarta-feira (23), às 19h, diante do Red Bull Bragantino, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista. Na quinta-feira, às 16h, o América recebe o Juventude no Independência, em Belo Horizonte.

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Judô paralímpico do Brasil vai quatro vezes ao pódio na Inglaterra

O judô paralímpico do Brasil conquistou quatro medalhas neste domingo (20), no último dia do Grand Prix de Warwick (Inglaterra). Alana Maldonado (categoria até 70 quilos) e Meg Emmerich (acima de 70 kg) ficaram com a prata, enquanto Rebeca Silva (acima de 70 kg) e Wilians Araújo (acima de cem quilos) foram bronze. O evento serviu de preparação para a Paralimpíada de Tóquio (Japão).

Campeã mundial em 2018, prata na Paralimpíada do Rio de Janeiro dois anos antes, Alana superou a uruguaia Mariana Mederos, a croata Lucija Breskovic e a georgiana Ina Kaldani no caminho até a decisão, onde foi derrotada pela mexicana Lenia Alvarez. O duelo, de grande rivalidade, envolveu as duas judocas mais bem colocadas no ranking mundial da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, sigla em inglês).

“Foram duas competições muito importantes depois de mais de um ano sem lutar. Na primeira, em Baku [Azerbaijão, em maio], cheguei à final e conquistei o ouro. Agora é focar, ajustar e chegar em Tóquio para ser campeã paralímpica”, comentou a brasileira, número um do mundo, ao site da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

Destaque, também, ao combate 100% verde e amarelo entre Meg e Rebeca, pela semifinal da categoria acima de 70 kg, vencido pela primeira. Como cada país pode classificar para Tóquio somente uma judoca por peso, a luta foi uma espécie de confronto direto pelo posto de representante do Brasil. Na final, Meg, número três do mundo, foi derrotada pela italiana Carolina Costa, líder do ranking, enquanto Rebeca (quarta) garantiu o bronze ao superar a ucraniana Anastasiia Harnyk (sexta) na repescagem.

Já Wilians, sétimo do ranking mundial e segundo melhor judoca da classe B1 (cego total), caiu na semifinal da categoria acima de cem quilos para o georgiano Revaz Chikoidze, número três do mundo. Na repescagem, o brasileiro levou a melhor sobre o britânico Jack Hodgson (sexto) e garantiu o bronze.

“Só eu sei o que passei para estar aqui, a minha família, minha esposa. A perda do meu pai [Severino, no ano passado] foi um ippon [golpe de pontuação máxima no judô] que a vida me deu. Essa medalha aqui é para ele. Foi um ciclo conturbado, com duas cirurgias. Só pude participar de quatro competições das sete que valiam pontos para Tóquio. E saio daqui classificado. Para mim, é uma vitória muito grande”, disse Wilians, também ao site da CBDV.

Outros três brasileiros competiram neste domingo, sem medalhas. Na categoria até cem quilos, Antônio Tenório perdeu na segunda luta da repescagem para o uzbeque Sharif Khalilov. O tetracampeão paralímpico recupera a melhor forma após um longo período de recuperação da infecção pelo novo coronavírus (covid-19). Arthur Silva (até 90 kg) e Harlley Arruda (até 81 kg) também não avançaram.

No sábado (19), Lúcia Teixeira conquistou a única medalha de ouro brasileira em Warwick, na categoria até 57 quilos. Em maio, no Grand Prix de Baku, a delegação brasileira também conquistou cinco pódios. A equipe retorna ao país e tem mais uma fase de treinamento em São Paulo, prevista para 11 a 20 de julho, antes da ida para o Japão.

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Brasil fica sem representante na maratona aquática masculina em Tóquio

O Brasil não terá representante na maratona aquática masculina na Olimpíada de Tóquio. Neste domingo (20), Allan do Carmo e Diogo Villarinho competiram no Pré-Olímpico de Setúbal (Portugal), mas ficaram longe das 15 vagas em disputa para os Jogos.

Para se classificarem, Allan ou Diogo precisavam ficar entre os nove primeiros colocados. Outra possibilidade seria um deles ser o melhor maratonista do continente americano fora do top-9. Diogo, que herdou o lugar na seletiva após Guilherme Costa pedir dispensa (ele prioriza as provas em piscina), ficou em 21º, completando os dez quilômetros em 2h03min08s60, enquanto Allan, que buscava a terceira participação olímpica da carreira, foi o 44º, com 2h14min29s50.

O britânico Hector Pardoe foi o vencedor da seletiva, seguido pelo grego Athanasios Kynigakis. Outro britânico, Tobias Robinson, completou o pódio. Como há o limite de um classificado por país, este último, não obteve vaga em Tóquio.

O país terá somente Ana Marcela Cunha competindo em águas japonesas. Entre sexta-feira (18) e sábado (19), a maratonista esteve duas vezes no pódio do Campeonato Espanhol de Águas Abertas, disputado no lago Banyolas, na região da Catalunha. Ela foi medalhista de prata nos dez quilômetros e de ouro nos cinco quilômetros. Na última segunda-feira (14), a baiana já havia vencido a prova de dez quilômetros no Campeonato Italiano da modalidade, na cidade de Piombino.

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Campinense segura pressão do Sousa e conquista título do Paraibano

O Campinense é campeão paraibano de 2021. Neste domingo (20), a Raposa segurou o empate sem gols com o Sousa no estádio Marizão, em Sousa (PB), ficando com o título por ter vencido o jogo de ida por 1 a 0 na última quarta-feira (16), no Amigão, em Campina Grande (PB). A última conquista havia sido há cinco anos.

O resultado garante o Rubro-Negro como representante da Paraíba na fase de grupos da próxima Copa do Nordeste, torneio que conquistou em 2013. O Botafogo-PB disputará a etapa preliminar da competição. Ao vice-campeão Dinossauro, fica o consolo da vaga à Copa do Brasil de 2022, ao lado do próprio Campinense.

Apesar da necessidade de vitória ser do Sousa, a Raposa foi superior na primeira etapa e teve a melhor chance: um arremate no travessão do atacante Felipinho, aos 26 minutos. No segundo tempo, os anfitriões se lançaram ao ataque, principalmente após a parada para hidratação, sem sucesso. Na última oportunidade do Dinossauro, aos 49 minutos, o atacante Rodrigo Poty cabeceou, mas o goleiro Mauro Iguatu fez a defesa salvadora.

Os dois times se reencontram nesta quarta-feira (23), novamente no Marizão, desta vez pela Série D do Campeonato Brasileiro, às 16h (horário de Brasília). O duelo encerra a terceira rodada do Grupo 3 da competição. O Campinense soma quatro pontos, um a mais que o Sousa.

Polêmica

A Federação Paraibana de Futebol (FPF) reconhece o Campinense como 21 vezes campeão estadual. O clube, no entanto, considera ter um título a mais. Em 1975, a Raposa entrou na Justiça pleiteando os pontos de uma partida contra o Nacional de Patos, que teria escalado um atleta irregular. Na ocasião, o torneio foi disputado em dois turnos e o campeão seria conhecido no confronto entre os vencedores – no caso, Botafogo-PB (primeiro turno) e Treze (segundo). Os pontos do jogo com o Nacional, porém, fariam do Rubro-Negro o ganhador do segundo turno.

Em meio ao impasse e à falta de datas, a FPF dividiu o título entre Botafogo e Treze. O Campinense acionou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e obteve decisão favorável ao reconhecimento clube como vencedor de 1975. A federação, porém, mantém Belo e Galo da Borborema como campeões daquele ano.

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Pepê Gonçalves é ouro no slalom extremo em Copa do Mundo de canoagem

O canoísta Pedro Gonçalves, o Pepê, conquistou neste domingo (20) a medalha de ouro do slalom extremo na etapa de Markkleeberg (Alemanha) da Copa do Mundo de Canoagem Slalom. A prova, considerada a mais radical da modalidade, onde dois a quatro atletas largam de uma rampa suspensa, não faz parte do programa da Olimpíada de Tóquio (Japão), mas está confirmada nos Jogos de Paris (França), em 2024.

A princípio, Pepê não competiria nas finais do slalom extremo, poupando-se para Tóquio, onde disputará o caiaque individual (K1), mas o bom desempenho no classificatório de sábado (19) o fez mudar de ideia. O paulista de 28 anos deixou para trás o tcheco Vit Prindis e o alemão Stefan Hengts, campeão mundial da prova, que completaram o pódio em Markkleeberg.

“É a primeira prova que faço do slalom extremo desde que ela entrou no programa olímpico e pude debutar com ouro. O ciclo de Tóquio está no final, vamos buscar a medalha no K1, mas estamos começando o de Paris como número um do ranking mundial, bicampeão da Copa do Mundo. É muito orgulho representar o Brasil e colocar essa medalha no peito”, disse Pepê, em depoimento à Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).

No sábado, o brasileiro parou nas semifinais do K1, enquanto Ana Sátlia se classificou à final e terminou em nono lugar. Neste domingo, Ana competiu nas semifinais da canoa individual (C1), mas terminou o classificatório na 17ª posição – somente as dez primeiras avançaram. Também no C1, Omira Estácia ficou em 25º.

Pepê e Ana (que competirá no K1 e no C1 em Tóquio) retornam ao Brasil nesta semana para um período de descanso antes do embarque para a Olimpíada.

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Em fases distintas, América e ABC fazem clássico potiguar na Série D

A Arena das Dunas, em Natal, recebe neste domingo (20) a 543ª edição do Clássico-Rei potiguar, entre América e ABC. A partida é válida pela terceira rodada do Grupo 3 da Série D do Campeonato Brasileiro. A bola rola a partir das 16h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da TV Brasil.

Segundo levantamento de Marcos Trindade, pesquisador da memória do futebol do Rio Grande do Norte, alvirrubros e alvinegros se enfrentam desde 1915, com 195 vitórias alvinegras, 177 alvirrubras e 170 empates. Em 2021, os rivais duelaram duas vezes (ambas pelo Campeonato Potiguar), com um triunfo para cada lado.

O duelo potiguar também opõe duas das equipes da Série D que mais vezes estiveram na elite do futebol brasileiro, superadas apenas pela Portuguesa-SP, que tem 35 aparições. O ABC disputou a primeira divisão 15 vezes, sendo a última em 1985. O América competiu na Série A em 14 oportunidades e é o clube norte-rio-grandense com passagem mais recente, em 2007.

Na Série D, o ABC vive melhor momento, com duas vitórias em dois jogos pelo Grupo 3. No domingo passado (13), o Alvinegro goleou o Sousa-PB por 4 a 0 no Frasqueirão, em Natal, com gols do meia Denner e dos atacantes Claudinho (dois) e Éderson. No mesmo dia, o América (que estreou ganhando do Central-PE por 1 a 0, em casa) sofreu 3 a 0 do Campinense-PB no Amigão, em Campina Grande (PB).

Além da quarta divisão, a equipe abecedista está envolvida nas oitavas de final da Copa do Brasil e na decisão do Campeonato Potiguar, diante do Globo. Na última quarta-feira (16), no Barrettão, em Ceará-Mirim (RN), os alvinegros foram derrotados por 2 a 1 e precisam ganhar por dois gols de diferença na partida de volta, na próxima quarta-feira (23), às 21h15, no Frasqueirão, para ficarem com o título no tempo normal.

“[Enfrentar o América entre os dois jogos da final] traz uma responsabilidade. Se fosse um outro confronto, talvez a gente teria um foco difuso, mas, como é um clássico, a gente esquece, entre aspas, a decisão do Estadual. Mas acredito que a gente consiga redirecionar a cabeça dos atletas logo após o jogo para o Globo, que se tornou uma missão grande. Esperamos que [o clássico] seja um jogo competitivo, bem jogado, mas que possamos construir o resultado que nos garanta a liderança [do grupo]”, disse o técnico alvinegro, Moacir Júnior.

O atacante Rodrigo Fumaça, ex-Brasiliense-DF, reforço anunciado durante a semana, teve o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pode ser a novidade entre os relacionados do ABC para o clássico. Os desfalques confirmados são o goleiro Welligton, que testou positivo para o novo coronavírus (covid-19) antes do jogo com o Globo e segue isolado, e o atacante Soares, que passou por uma cirurgia no joelho.

O ABC deve ir a campo com Jerfersson; Netinho, Helitão, Alisson Cassiano e Bruno Souza; Vinícius Paulista, Valderrama, Marcos Antônio e Alan Pedro; Éderson e Claudinho.

No América, a única ausência certa é a do volante Felipe Guedes, que se recupera de uma pubalgia. Durante a semana, o técnico Daniel Neri ganhou três reforços para a sequência do campeonato. O meia Esquerdinha, que veio do 4 de Julho-PI, o atacante Weslley Smith, campeão maranhense pelo Sampaio Corrêa, e o zagueiro Jean Pierre, ex-Marília-SP, tiveram as inscrições regularizadas e já podem estrear.

“Encaro a oportunidade no América como um grande desafio. Conheço os jogadores que estão aqui, experientes, rodados no Brasil inteiro. Venho para ajudar. É minha primeira Série D, mas sei que é uma competição muito difícil, com várias equipes e muitos jogos. Vamos buscar nosso objetivo pensando em [subir] um degrau de cada vez”, comentou Jean Pierre em entrevista coletiva.

Insatisfeito com o rendimento do time em Campina Grande, o treinador deve promover mudanças na equipe titular para o clássico. Contudo, se mantiver a base das primeiras rodadas, a provável escalação terá Samuel Pires; Everton Silva, Boaventura, Élton e Peri; Wellington Cezar, Everton Heleno, Romarinho e Geovani; Max e Elvinho.

Obter o acesso é fundamental para o 2022 do América. No Rio Grande do Norte, somente campeão e vice do Estadual asseguram lugar na Série D do ano seguinte. Como terminou o Potiguar em terceiro, o Alvirrubro só garante presença em uma competição nacional na próxima temporada se subir para a Série C. Caso não consiga a promoção, teria que torcer pelo acesso do rival ABC, o que abriria uma vaga na quarta divisão ao Mecão.

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Fortaleza recebe Fluminense pela quinta rodada do Brasileiro

O Fortaleza recebe o Fluminense neste domingo (20) na Arena Castelão, na capital cearense, pela quinta rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O Leão do Pici, soma dez pontos na classificação geral, enquanto o Tricolor carioca, tem oito. O duelo, válido pela quinta rodada, terá início 18h15 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da Rádio Nacionalcom narração de André Luiz Mendes, comentários de Waldir Luiz e Bruno Mendes. 

O Tricolor do Pici empatou sem gols fora de casa contra o Atlético-GO na última quinta-feira (17). O resultado deixou satisfeito o treinador argentino Juan Pablo Vojvoda.

“Foi uma partida equilibrada diante de um adversário dinâmico e bem fisicamente. Conquistamos um ponto importante”, avaliou Vojvoda, que vai ter o desfalque do lateral direito Yago Pikachu, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

O Fluminense também está invicto no Brasileirão com dois empates e duas vitórias, a última contra o Santos, no Maracanã, por 1 a 0.  O autor do gol do Tricolor foi o veterano Nenê, que chegou a 100 jogos com a camisa do Tricolor.

Para Roger Machado, técnico da equipe carioca, apesar de o time manter um padrão, é preciso ser criativo e eficiente.

“Evidente que o adversário mapeia como a gente atua e precisamos aproveitar as chances de gol, que nem sempre vão ser muitas nas partidas”, acredita Roger. 

Para Waldir Luiz, comentarista da Rádio Nacional, o desempenho do Fortaleza vem sobressaindo neste início de Brasieirão. 

“O Tricolor vive boa fase. Está classificado nas oitavas tanto da Copa do Brasil, quanto na Libertadores. Por outro lado, vai enfrentar a surpresa do Brasileiro que joga dentro de casa e tem três vitórias e um empate”, analisa o jornalista.

Fortaleza e Fluminense já se enfrentaram em 15 ocasiões: foram sete vitórias dos cariocas, cinco triunfos dos cearenses e três empates.