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Tiro com arco: Brasil conquista quatro vagas paralímpicas no Parapan

O Brasil se despediu do Campeonato Parapan-Americano de tiro com arco, em Monterrey (México), com mais quatro vagas asseguradas na Paralimpíada de Tóquio (Japão). Ao todo, o país terá cinco representantes na capital japonesa. A primeira a assegurar presença nos Jogos foi Jane Karla Gogel, em 2019, ao ficar em sexto lugar na prova do arco composto feminino no Mundial da Holanda.

As novas quatro vagas foram confirmadas ontem (26). Pela manhã, na categoria W1 (atletas que necessitam de cadeira de rodas para efetuar os disparos) masculina, a final foi 100% brasileira, o que já assegurou ao país um representante em Tóquio na disputa. O título ficou com Esdras Rocha, que venceu Helcio Luiz Gomes. No arco composto masculino, a classificação paralímpica veio com a ida de Andrey de Castro à decisão – ele ficou com a prata do Parapan, superado pelo mexicano Omar Echeverria.

No período da tarde, Fabíola Dergovics garantiu a vaga ao Brasil no arco recurvo feminino e foi campeã da prova no México, derrotando a norte-americana Emma Ravish na final. Já no arco recurvo masculino, o vice-campeonato de Heriberto Rocha garantiu um lugar paralímpico ao país na prova. O título parapan-americano ficou com o mexicano Samuel Molina.

“A oportunidade de representar o Brasil em mais uma Paralimpíada é um sonho. É prova de que estou na direção correta e que minha dedicação e esforço valeram a pena”, comemorou Fabíola, em depoimento ao site da World Archery, que é a federação internacional de tiro com arco.

O Brasil também subiu ao pódio no Parapan com Rejane da Silva, prata no W1 feminino, e com Anne Pacheco, bronze no arco composto feminino. Na última quarta-feira (24), vieram as primeiras medalhas na competição: duas pratas, nas equipes mistas do arco recuervo e do arco composto.

Com cinco vagas paralímpicas ao todo, o país é o sétimo (entre 26 nações) que terá mais representantes nos Jogos de Tóquio. A China, com 11 classificados, lidera a estatística.

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Dupla de Bruno Soares estreia com vitória no Masters 1000 de Miami

Bruno Soares e Jamie Murray estrearam bem no Masters 1000 de Miami (Estados Unidos). Neste sábado (27), a parceria entre o brasileiro – quarto melhor duplista do mundo pelo ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) – e o britânico (19º) se classificou às oitavas de final ao derrotar o neozelandês Marcus Daniell (41º) e o austríaco Phillip Oswald (37º) por 2 sets a 0, com um duplo 6/4, em uma hora e 15 minutos de jogo.

Na próxima fase, Soares e Murray enfrentam os britânicos Neal Skupski (23º) e Daniel Evans (29º no ranking da ATP em simples, 146º nas duplas), que superaram os norte-americanos Nicholas Monroe (76º nas duplas) e Frances Tiafoe (245º em duplas, 58º em simples) por 2 sets a 0, parciais de 7/6 (7/4) e 6/2. O confronto das oitavas ainda será agendado.

Na chave feminina, Luisa Stefani e Hayley Carter aguardam a definição das adversárias pelas oitavas de final. A parceria entre a paulista, número 31 do ranking de duplas na Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), e a norte-americana (32ª) pega quem ganhar no duelo entre a australiana Ajla Tomljanovic (77ª no ranking da WTA em simples, 116ª nas duplas) e a britânica Heather Watson (65ª em simples, 102ª nas duplas) contra a russa Ekaterina Alexandrova (34ª em simples, 100ª nas duplas) e a chinesa Zhaouxuan Yang (46ª nas duplas). O confronto será neste sábado, às 19h15 (horário de Brasília).

Brasileiros em finais

O tênis brasileiro será representado em duas finais de simples em torneios da Federação Internacional de Tênis (ITF), ambas neste domingo (28). No ITF de Monastir (Tunísia), Mateus Alves, 540º do ranking da ATP, duela com o monegasco Lucas Catarina (407º) às 5h30. Já no ITF de Buenos Aires (Argentina), Carol Meligeni, número 371 do mundo na WTA, terá pela frente a japonesa Yuki Naito (189ª) às 11h.

Neste sábado, pela semifinal na Tunísia, Alves derrotou o anfitrião Aziz Dougaz (379º) por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 5/7 e 6/3. Na Argentina, Carol não tomou conhecimento da italiana Giulia Monticone (148ª), principal favorita da competição, e venceu por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 6/1, em uma hora e 20 de jogo.

“Joguei muito bem hoje [sábado]. A cada jogo venho evoluindo. Estou muito contente por atingir mais uma final de um torneio de US$ 25 mil (R$ 143 mil, na cotação atual). Em 2018, fui vice-campeã na Itália, então espero que o resultado amanhã [domingo] seja diferente. Nunca joguei contra a japonesa, mas aproveitei para assistir um pouco do jogo dela hoje”, afirmou Carol, em nota à imprensa.

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Maria Portela garante primeiro ouro do judô brasileiro em 2021

Saiu a primeira medalha de ouro do judô brasileiro em 2021. Neste sábado (27), Maria Portela foi ao topo do pódio da categoria até 70 quilos no Grand Slam de Tbilisi (Geórgia). A gaúcha de 33 anos, atualmente a 14ª colocada do peso no ranking da Federação Internacional da modalidade (IJF, sigla em inglês), assegurou mil pontos e pode assumir um lugar entre as dez primeiras do mundo, ficando mais perto de ser cabeça-de-chave na Olimpíada de Tóquio (Japão).

Portela estreou vencendo a lituana Ugne Pileckaite, que estourou o limite de três punições por falta de combatividade. Na luta seguinte, superou a neerlandesa Donja Vos por ippon (golpe perfeito, em que o judoca derruba o adversário de costas). Nas quartas de final, derrotou Asma Alrebai, do Bahrein, que também excedeu as três punições. Na semifinal, levou a melhor sobre a belga Gabriela Willems com um wazari (quando o atleta golpeado cai com parte das costas no tatame, rende um ponto) no golden score (tempo extra, em que quem pontuar, ganha). Na decisão, a brasileira forçou a russa Madina Taimazova a estourar o limite de infrações e garantiu o ouro.

Também na categoria até 70 quilos, Ellen Santana acabou superada na primeira luta pela venezuelana Elvismar Rodriguez, que aplicou um ippon faltando dois minutos e 34 segundos para o fim da luta. Há duas semanas, a mesma rival venceu Ellen na disputa pela medalha de bronze no Grand Slam de Tashkent (Uzbequistão).

Na categoria até 63 quilos, Ketleyn Quadros derrotou a italiana Nadia Simeoli (wazari) e a dinamarquesa Laerke Olsen (ippon), mas caiu para a russa Daria Davydova (wazari) nas quartas. Na repescagem, sofreu um ippon da húngara Szofi Ozbas – que conquistou o bronze – e ficou sem medalha. Já Aléxia Castilhos foi vencida no primeiro combate pela chinesa Junxia Yang. A brasileira chegou a encaixar um wazari na rival (que levou a prata) e ficar à frente, mas sofreu um ippon a um minuto e 55 segundos do fim e acabou eliminada.

O Brasil teria dois representantes nas categorias masculinas neste sábado, mas Eduardo Katsuhiro (até 73 quilos) testou positivo para o novo coronavírus (covid-19) e teve que ser isolado. Como esteve próximo do companheiro de seleção, Eduardo Yudi Santos (até 81 quilos) também foi afastado, como medida preventiva. Conforme a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), os dois lutadores estão assintomáticos, cumprindo os protocolos sanitários e supervisionados pela comissão médica da entidade.

A participação brasileira na Geórgia teve início na sexta-feira (26), com quatro judocas. O melhor desempenho foi de Larissa Pimenta, que foi à disputa do bronze na categoria até 52 quilos, sendo derrotada pela portuguesa Joana Ramos. Na categoria até 57 quilos, Ketelyn Nascimento ganhou os dois primeiros combates, mas foi superada pela eslovena Kaja Kajzer nas quartas de final e pela sérvia Marica Perisic na repescagem. No mesmo peso, Jéssica Pereira caiu na segunda luta para a canadense Christa Deguchi, atual campeã mundial.

Já na categoria 48 quilos, Gabriela Chibana foi eliminada na primeira luta. A brasileira abriu um wazari de vantagem sobre a romena Monica Ungureanu, que tentou o contra-ataque na sequência, por estrangulamento. A adversária reclamou que Gabriela a teria mordido na mão. Os árbitros de vídeo revisaram o lance e desclassificaram a judoca do Brasil. Segundo a CBJ, “posteriormente, a direção de arbitragem admitiu que o hansokumake [penalidade] foi aplicado indevidamente, mas já não era mais possível retornar o combate”.

Neste domingo (28), o Brasil se despede de Tbilisi com Rafael Macedo (até 90 quilos), Leonardo Gonçalves (até 100 quilos), Rafael Silva (acima de 100 quilos), Maria Suellen Altheman e Beatriz Souza (ambas acima de 78 quilos) no tatame.

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Com retorno de Gabigol, Flamengo enfrenta Boavista no Carioca

Com retorno do atacante Gabigol, o Flamengo enfrenta o Boavista neste sábado (27) a partir das 21h05 (horário de Brasília) em Bacaxá (Saquarema). Caso vença a partida da 6ª rodada, o Rubro-Negro assumirá a liderança da classificação da Taça Guanabara do Campeonato Carioca.

O time da Gávea é o atual vice-líder com 12 pontos (1 a menos que o Volta Redonda, que superou o Fluminense por 3 a 2). Já o Verdão de Saquarema é o atual 10º colocado com 5 pontos.

Retorno de Gabigol

Nesta partida, o Rubro-Negro contará com um importante reforço, o atacante Gabigol. O camisa 9 do Flamengo pediu para jogar pela primeira vez na atual edição do Carioca e foi relacionado pela comissão técnica.

A presença de Gabigol na equipe acaba sendo oportuna, pois o atacante Pedro está fora do confronto após sofrer uma lesão na coxa esquerda no clássico com o Botafogo na última quarta-feira (24).

Assim, a provável escalação do Flamengo para enfrentar o Boavista é: Hugo Souza; Matheuzinho, Bruno Viana, Léo Pereira e Renê; Hugo Moura, Gomes e Pepê; Vitinho, Michael e Gabigol.

Sequência negativa

Já o Boavista chega ao confronto tentando se recuperar de uma sequência negativa. O Verdão de Saquarema não vence há três rodadas (um empate e duas vitórias). Caso opte por colocar em campo a mesma equipe que perdeu de 2 a 0 para o Fluminense na última terça-feira (23), o técnico Leandrão mandará a campo: Klever; Caio Felipe, Douglas Pedroso, Elivelton e Jean; Jucilei, Fernando Bob e Ralph; Vitor Feijão, Michel Douglas e Jefferson Renan.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Boavista e Flamengo com a locução de André Luiz Mendes, comentários de Waldir Luiz e plantão de Bruno Mendes. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

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Vasco celebra centenário do nascimento do goleiro Barbosa

No dia 27 de março de 1921 nasceu um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro, Moacir Barbosa. Ele começou a carreira como ponta-esquerda, mas mudou de posição quando foi defender o Clube Atlético Ypiranga, de São Paulo.

Em 1945, chegou ao Vasco da Gama para ser o número um da equipe que ficou conhecida como Expresso da Vitória. Defendendo o Cruzmaltino conquistou seis edições do Campeonato Carioca e o Sul-Americano de Campeões.

Mas foi na seleção brasileira, pela qual foi campeão da América do Sul, que viveu o momento mais marcante da carreira. No dia 16 de julho de 1950, diante de 199.854 pessoas, ele tomou os dois gols da derrota de 2 a 1 do Brasil para o Uruguai na grande decisão da Copa do Mundo no estádio do Maracanã.

A partir daí, ele passou a viver com um grande estigma, o de que seria o grande culpado por uma das maiores derrotas da história do futebol brasileiro, que ficou conhecida como Maracanazo.

Posição que, para o comentarista da Rádio Nacional Marcio Guedes, não é justa: “Sem dúvida é uma grande injustiça que alguém culpe Barbosa pela tragédia da Copa de 1950. Que eu nem considero tragédia, considero um jogo infeliz para a seleção brasileira, que estava cheia de otimismo”.

Barbosa morreu no ano 2000, aos 79 anos, mas segue lembrado pelo clube no qual mais se destacou, o Vasco. A equipe Cruzmaltina fez uma camisa comemorativa por ocasião do nascimento do goleiro e um grande mosaico no estádio de São Januário.

“Que o Babosa descanse em paz, porque foi um grande goleiro. Um dos melhores goleiros do futebol brasileiro. Inclusive, na seleção, teve jornadas espetaculares. Foi um dia infeliz de todos”, conclui Guedes.

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Nos pênaltis, Corinthians supera Retrô na Copa do Brasil

O Corinthians se classificou nesta sexta-feira (26) para a 3ª rodada da Copa do Brasil após superar o Retrô, de Pernambuco, na disputa de pênaltis, por 5 a 3, após empate de 1 a 1 no tempo regulamentar em partida realizada em Bacaxá (Saquarema).

O jogo aconteceu no Estado do Rio de Janeiro porque a realização de partidas de futebol está proibida em território paulista, atendendo a uma recomendação do Ministério Público Estadual. São Paulo está na Fase Emergencial, a mais restritiva no enfrentamento ao novo coronavírus (covid-19), em meio à alta de casos e internações no Estado.

Decisão nos pênaltis

O Timão conseguiu abrir o placar ainda no primeiro tempo, aos 18 minutos, quando o venezuelano Otero cobrou falta com perfeição. Porém, aos 37 minutos da etapa final o Retrô empatou, quando Mayco Félix fez de cabeça após cobrança de escanteio.

Com a igualdade nos 90 minutos, o jogo foi para a disputa de pênaltis. Pelo Corinthians, Fábio Santos, Jô, Léo Natel, Ramiro e Fagner não falharam. Já pelo Retrô, Gelson perdeu sua cobrança, e Neilson, Guilherme e Thallyson marcaram.

Agora, o Corinthians aguarda o adversário da terceira fase, que sairá em sorteio realizado pela CBF.

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Flamengo bate Instituto e classifica Minas na Champions das Américas

Classificado por antecipação aos playoffs da Champions League das Américas (o equivalente, no basquete masculino, à Libertadores), o Flamengo ajudou o Minas Tênis Clube a também se garantir entre os finalistas. Nesta sexta-feira (26), o Rubro-Negro venceu o Instituto (Argentina) por 90 a 80 pela última rodada da terceira janela da primeira fase. A partida foi disputada no ginásio Ángel Sandrin, em Córdoba (Argentina), que sediou o terceiro turno do Grupo D.

O cestinha da partida foi o ala Martin Cuello, do Instituto, com 21 pontos. Já o pivô Rafael Hettsheimeir foi eleito o melhor atleta em quadra. O rubro-negro assinalou 17 pontos, sendo o maior pontuador da equipe carioca, distribuiu duas assistências e pegou sete rebotes.

O Flamengo encerrou o Grupo D na liderança, com dez pontos. O Minas aparece em segundo lugar, com oito pontos, dois a mais que o Instituto. Na última quinta-feira (25), também em Córdoba, os cariocas derrotaram os mineiros por 70 a 61. O resultado garantiu o Rubro-Negro no mata-mata, que será realizado entre os dias 8 e 13 de abril, em sede a ser definida, em jogos únicos.

Os argentinos têm um jogo para fazer contra o próprio Flamengo, que foi adiado em fevereiro, no primeiro turno, após a equipe de Córdoba registrar um surto do novo coronavírus (covid-19) no elenco. Mesmo que ganhe a partida, que ainda não foi remarcada, e empate em pontos com o Minas, o Instituto não consegue ultrapassar o time brasileiro, por ficar atrás no confronto direto (em três duelos entre eles, os mineiros ganharam duas vezes).

O Instituto começou a partida melhor e fechou o primeiro quarto à frente do Flamengo (25 a 24). No segundo período, a bola de três pontos do ala-pivô Léo Demétrio, com 15 segundos, colocou o Rubro-Negro de vez no comando do placar. O time carioca anotou 24 pontos na parcial, cedendo apenas 18, e foi para o intervalo com cinco pontos de vantagem (48 a 43).

O terceiro quarto do Flamengo foi ainda mais dominante, com oito jogadores diferentes anotando pontos e eficiência nos rebotes (14 ao todo, nove defensivos). O Rubro-Negro assinalou 27 pontos, sofreu 14 e abriu 18 pontos de vantagem para o rival. Precisando da vitória, o Instituto se lançou ao ataque no último período e foi melhor que os brasileiros (23 a 15), mas a reação foi insuficiente.

Adiamentos

Também nesta sexta-feira, a organização da Champions anunciou o adiamento dos jogos da terceira janela dos Grupos B e C, que seriam realizados nas cidades de São Paulo e Franca (SP), respectivamente, a partir deste sábado (27). Os municípios estão impossibilitados de receber partidas devido à Fase Emergencial do Plano São Paulo, a mais restritiva no combate à covid-19. A suspensão, a princípio até 30 de março (terça-feira), foi prorrogada até 11 de abril.

O São Paulo ocupa o segundo lugar do Grupo B, com seis pontos, um a menos que o líder e atual campeão Quimsa (Argentina) e um a frente do Universidad de Concepción (Chile). No Grupo C, o Sesi Franca também aparece em segundo, com seis pontos. A ponta é do San Lorenzo (Argentina), com oito pontos. O Obras Sanitarias (Argentina) é o lanterna, com quatro pontos.

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Martine e Kahena abrem temporada com ouro na Regata de Lanzarote

A dupla campeã olímpica  Martine Grael e Kahena Kunze abriu a temporada 2021 com o título da  Regata Internacional de Lanzarote (Espanha) na classe 49er FX. As brasileiras dominaram boa parte das 16 provas do torneio e, nesta sexta-feira (26), na Medal Race (etapa decisiva), a dupla selou a conquista do título ao completar o percurso em terceiro lugar. 

A competição, a mais importante antes dos Jogos de Tóquio, reuniu os principais velejadores da classe 49er FX e também serviu de evento qualificatório para Tóquio a países ainda estavam sem vaga nos Jogos nas classes 49er FX e Nacra 17.

A menos de quatro meses para a Olimpíada, Martine e Kahena são consideradas favoritas ao ouro nos Jogos de Tóquio, que ocorrerão de 23 de julho a 8 de agosto. Já garantidas na Olimpíada – a vaga foi carimbada em fevereiro do ano passado, no Mundial de Geelong (Austrália) – as brasileiras esbanjaram disposição na Regata de Lanzarote. Após ficarem em segundo lugar nas duas primeiras provas nas Ilhas Canárias, Kahena e Martine assumiram a liderança na última terça-feira (23) e não largaram mais. 

A prata ficou com as as espanholas Tamara Echegoyen e Paula Barceló.e as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz, campeãs mundiais de 2019, levaram o bronze. 

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Masters de Miami: Melo cai na estreia e Soares estreia neste sábado

O mineiro Marcelo Melo deu adeus ao Masters de Miami (Estados Unidos) na primeira rodada das duplas masculinas. Nesta sexta-feira (26), a parceria entre o brasileiro, número 16 do ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), e o neerlandês Jean-Julien Rojer (27º) foi superada pelo paquistanês Aisan Qureshi (49º) e o sérvio Miomir Kecmanovic (46º em simples, 224º em duplas) por 2 sets a 1, de virada. As parciais foram 7/6 (7/5), 3/6 e 4/10 no match tie-break, após 1h33min de partida.

Conterrâneo de Melo e quarto melhor duplista do mundo, Bruno Soares e o britânico Jamie Murray (19º) estreiam em Miami neste sábado (27), por volta das 13h45 (horário de Brasília), contra o austríaco Philipp Oswald (37º) e o neozelandês Marcus Daniell (41º). O melhor resultado do brasileiro em 11 participações na competição foi a semifinal em 2015.

“Não vamos ter aquele calor da torcida brasileira pelo público estar muito reduzido, além de também estarmos numa bolha e não podermos curtir a cidade, mas Miami sempre é um lugar especial. O Masters 1000 é duríssimo, espero que possamos fazer uma boa campanha aqui depois de muitos anos de resultados não muito bons”, comentou Soares em nota à imprensa.

O Brasil também é representado nas duplas femininas do Masters 1000. Luisa Stefani, 31ª melhor duplista no ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), e a norte-americana Hayley Carter (32ª) largaram com vitória na quinta-feira (25), por 2 sets a 0, sobre a cazaque Elena Rybakina (23ª em simples, 374ª nas duplas) e a grega Maria Sakkari (25ª em simples, 207ª nas duplas), com parciais de 6/1 e 6/4.

A parceria da paulista aguarda quem avançar no duelo entre a australiana Ajla Tomljanovic (77ª em simples, 116ª nas duplas) e a britânica Heather Watson (65ª em simples, 102ª nas duplas) contra a russa Ekaterina Alexandrova (34ª em simples, 100ª nas duplas) e a chinesa Zhaouxuan Yang (46ª nas duplas). O confronto será neste sábado, em horário a ser definido.

Carol avança em Buenos Aires

Também nesta sexta, Carol Meligeni venceu duas vezes pelo W25 de Buenos Aires (Argentina) e se classificou às semifinais da competição organizada pela Federação Internacional de Tênis (ITF). Número 371 do mundo na WTA, a brasileira superou a alemã Katharina Gerlach (246ª) por 2 sets a 0, parciais de 6/4 e 6/1. Em seguida, passou pela espanhola Irene Escorihuela (269ª), novamente por 2 a 0 (duplo 6/3). Neste sábado, às 10h30, Carol terá pela frente a italiana Giulia Gatto-Monticone (172ª), principal favorita.

No mesmo torneio, Beatriz Haddad Maia (342ª) foi eliminada nas oitavas de final pela espanhola Yvonne Cavalle-Reimers (456ª) por 2 sets a 1, parciais de 6/7 (2/7), 6/0 e 3/6. A paulista retorna à quadra na próxima semana, no W25 de Villa Maria, também na Argentina.

“Foi um jogo duro, mas sinto que estou evoluindo a cada semana. Hoje [sexta] não foi fácil, eu realmente tentei reverter a situação até o final. Estive abaixo no primeiro set, com 1/5, mas fiquei no jogo e fui me encontrando. Tênis é assim e hoje foi dia de aprender. Foram cinco jogos bons aqui em Buenos Aires, estou feliz com a minha evolução e com o trabalho que venho fazendo com o Rafa [Paciaroni, técnico]”, declarou Bia em comunicado à imprensa.

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Série B repete Série A e terá limite para troca de treinadores

Assim como na Série A, a Série B do Campeonato Brasileiro terá limite para troca de treinadores. A proposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi aprovada pelos clubes no conselho técnico da competição deste ano, com início previsto para 28 de maio e término em 27 de novembro.

O time que demitir o técnico com o qual iniciou o certame só poderá inscrever mais um profissional para o cargo até o fim da competição. Em caso de nova demissão, o substituto tem de ser alguém que já esteja no clube há pelo menos seis meses. Da mesma forma, o treinador que se demitir não poderá fazê-lo novamente no mesmo campeonato. Caso contrário, não poderá ser inscrito por outra equipe nesta mesma edição da Série B.

No cenário em que o comandante é quem pede para sair, a agremiação não sofre com a limitação para trazer um novo profissional. O mesmo acontece com o técnico que for mandado embora. Ao longo das 38 rodadas da última edição da Série B, foram 30 mudanças de treinadores, sendo 21 demissões.

“Ficamos satisfeitos que ela [medida que limita a troca de técnicos] seja implantada simultaneamente nas duas principais divisões do Brasileirão. A medida vai permitir a realização de trabalhos mais estruturados por parte dos treinadores e uma maior estabilidade técnica e financeira para os clubes”, disse o presidente da CBF, Rogério Caboclo, em depoimento ao site oficial da entidade.

Tabela divulgada

Após o conselho técnico, foi revelada a tabela da Série B de 2021. Uma das atrações da edição deste ano, o Vasco inicia a luta para voltar à primeira divisão em casa, contra o Operário-PR. Outro grande rebaixado em 2020, o Botafogo estreia como visitante diante do Vila Nova, atual campeão da Série C. Coritiba e Goiás, que também caíram da última Série A, pegam Avaí (casa) e Sampaio Corrêa (fora), respectivamente.

Sem ter conseguido conquistar o acesso em 2020, o Cruzeiro tem o Confiança, em Aracaju, como primeiro rival em mais uma temporada na Série B. De volta à segunda divisão após 32 anos, o Brusque recebe a Ponte Preta na primeira rodada. Outro que retorna ao segundo escalão depois de longo tempo (13 anos) é o Remo, que debuta contra o CRB, em Maceió.

O duelo entre Cruzeiro e Vasco está marcado para a sexta rodada, em Belo Horizonte, enquanto o embate envolvendo a Raposa e o Botafogo será na 11ª, no Rio de Janeiro. O clássico entre cruzmaltinos e alvinegros foi marcado para a 15ª rodada. Destaque, ainda, aos duelos goiano (Vila Nova e Goiás, na sétima rodada) e alagoano (CSA e CRB, pela nona rodada).

A tabela ainda será detalhada, com a distribuição das partidas pelos dias e horários.