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NBA começa temporada querendo mais uma vez ser exemplo

Às 21h desta terça-feira (22), Brooklyn Nets e Golden State Warriors iniciam mais uma temporada fora do comum na NBA (liga de basquete profissional dos Estados Unidos). Se a última (2019-2020) foi a mais longa, levando quase um ano completo para ser concluída, a de agora começa com o menor tempo de preparação. Foram apenas 72 dias, pouco menos de dois meses e meio, desde a derradeira partida das finais entre Lakers e Heat. Esse intervalo costuma durar o dobro do tempo. Como o mundo inteiro ainda se vê às voltas com os protocolos de combate ao novo coronavírus (covid-19), a liga teve novamente que se desdobrar para encontrar uma forma de realizar a temporada, depois de recorrer a um resort no complexo esportivo da Disney, na Flórida, para fechar a temporada anterior. Dessa vez os desafios parecem bem mais complicados.

Na chamada bolha criada no resort, atletas e staff de 22 times foram isolados num ambiente praticamente inacessível a outras pessoas e que acabava com a necessidade de deslocamentos para os jogos. Depois de alguns casos positivos da doença assim que os jogadores chegaram à Disney, a competição foi até o fim sem maiores transtornos, com os atletas em sua imensa maioria acatando as regras e o número de casos estagnado em zero por muito tempo.

NBA: Preseason-Minnesota Timberwolves at Dallas MavericksNBA: Preseason-Minnesota Timberwolves at Dallas Mavericks

NBA pode ter jogos com a presença de torcedores – Jeremo Miron/USA Today Sports/Direitos Reservados

Desta vez, a NBA fugiu do modelo, pelo pesadelo de logística que representaria colocar todos os 30 times para a disputa de uma temporada completa ao invés de uma mera reta final. Além disso, quem esteve na bolha, distante da família por até quatro meses, provavelmente não gostaria de passar por essa experiência novamente tão cedo. Assim como na retomada de 2019-2020, o dinheiro falou mais alto. Cálculos mostraram que a liga, os times e jogadores poderiam ter perdas da ordem de US$ 500 milhões se, ao invés de iniciarem a nova temporada próximo do Natal, a disputa começasse apenas em meados de janeiro. A data logo foi aprovada.

Desde então, as franquias estão em uma corrida contra o tempo para se preparar da forma que foi possível. Em questão de algumas semanas, os times escolheram seus novatos no draft, contrataram novos jogadores e começaram a pré-temporada. Isso tudo parece ínfimo diante do grande adversário para uma temporada bem-sucedida, que continua sendo o vírus.

A liga teve que fazer uma série de adaptações para tentar amenizar o impacto que a doença pode causar no funcionamento da engrenagem. O primeiro a ser afetado foi o calendário. Cada time vai fazer dez jogos a menos do que o costume (72 ao invés de 82). A NBA tentou agrupar partidas por local para minimizar o número de viagens que cada time fará, mesmo considerando que as equipes costumam viajar em voos fretados. O calendário foi dividido em duas partes e somente a primeira foi divulgada. Ela vai até 4 de março, quando acontecerá uma pausa, antes da retomada uma semana depois.

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Higienização de quadras faz parte do protocolo de combate à covid – Nick Wass/USA Today Sports/Direitos Reservados

Os jogos acontecerão nas próprias arenas das equipes, a grande maioria delas sem público. Mas há exceções, já que isso varia de acordo com as regras estabelecidas pelos governos locais. Atlanta Hawks, Cleveland Cavaliers, Orlando Magic, San Antonio Spurs e Utah Jazz têm planos de receber um número limitado de torcedores, seja desde o começo ou a partir de uma data específica. Um sexto caso chama a atenção: os campeões de 2018-2019, Toronto Raptors, serão os únicos que não poderão jogar no próprio ginásio. Por serem a única franquia de fora dos Estados Unidos, eles se submetem ao protocolo do governo canadense, que impõe quarentena após a chegada do exterior. Como as idas e vindas do território americano tornariam inviável a realização de jogos em Toronto, os Raptors vão atuar em Tampa, na Flórida, onde, curiosamente, há previsão de presença de público também. Lá, o máximo permitido é de 3.800 pessoas, com distanciamento de cerca de 9 metros entre os assentos ocupados.

A proteção à saúde de atletas e comissões e a prevenção à disseminação do vírus mais uma vez passará pelos testes periódicos. Desde que os jogadores se reapresentaram, foram três rodadas gerais de testagem: a primeira retornou 48 positivos, a segunda oito e a última apenas um. Depois de inovar com a aplicação de testes de saliva, menos invasivos do que o PCR mais comum que retira material do nariz, há conversas para que os jogadores sirvam também como grupo de amostragem para a aplicação de uma vacina. Ainda não há nenhuma confirmação de um plano de vacinação para atletas e funcionários dos 30 times, mas uma possível iniciativa desse tipo não é unanimidade.

“Acho que tem pessoas que precisam mais da vacina do que nós. Temos muita sorte de estarmos em um ambiente muito seguro. E o vírus não afeta tanto um atleta de 35 anos quanto afeta outras pessoas que estão mais vulneráveis. Então, prefiro que a vacina vá para as pessoas que precisam mais”, disse o pivô Marc Gasol, do Los Angeles Lakers.

Muitas histórias para acompanhar durante a temporada

Se fosse possível esquecer do coronavírus por um instante, a temporada teria muitas outras atrações para entreter o público. A própria partida de abertura coloca o astro Kevin Durant, do Brooklyn Nets, diante de sua ex-equipe, o Golden State Warriors. Durant retorna oficialmente às quadras depois de um ano e meio afastado se recuperando de um rompimento no tendão de Aquiles, justamente pelo Warriors. Já o adversário tenta voltar aos dias de brilho, com cinco finais e três títulos entre 2015 e 2019.

Stephen Curry, Golden State Warriors, nbaStephen Curry, Golden State Warriors, nba

Stephen Curry é a estrela do Golden State Warriors – Kyle Terada/USA Today Sports/Direitos Reservados

O Los Angeles Lakers, atual campeão, retorna com as estrelas LeBron James e Anthony Davis com contratos renovados e é colocado como grande favorito após reforçar o elenco com peças secundárias mais imponentes.

FILE PHOTO: NBA: Finals-Los Angeles Lakers at Miami HeatFILE PHOTO: NBA: Finals-Los Angeles Lakers at Miami Heat

Los Angeles Lakers começa temporada como favorito – Kim Klement/USA Today Sports/Direitos Reservados

Os dois últimos vencedores do prêmio de MVP também são destaque por como resolveram encarar o futuro. O grego Giannis Antetokounmpo, que levou o prêmio para casa em 2018-2019 e 2019-2020, se adiantou às especulações e estendeu o compromisso com o Milwaukee Bucks por mais cinco temporadas, um contrato que vai render a ele mais de US$ 228 milhões. Já James Harden, que levou a estatueta para casa em 2017-2018, está insatisfeito com o ambiente e as movimentações do Houston Rockets, time que defende desde a temporada 2012-13 e, nos bastidores, já manifestou o desejo de ser negociado com outra equipe.

Giannis optou pela estabilidade, enquanto Harden aparentemente prefere uma mudança de ares, mas ambos buscam aquele detalhe que falta na carreira: o anel de campeão.

Todos esses nomes são capazes de manter os espectadores atentos diante da tela e trazer entretenimento mais do que suficiente. Com o reinício precoce, a liga conseguiu segurar uma de suas principais fontes de renda e status: a rodada de Natal, que tradicionalmente reúne confrontos com rivalidade, seja entre franquias, seja entre jogadores.

Mas não há como fugir da realidade: não vai ser igual aos outros anos. Por mais preparados fisicamente que os atletas estejam, esta temporada pode acabar sendo decidida não pelo talento, mas por um detalhe imprevisível. O astro esloveno Luka Doncic, do Dallas Mavericks, ele próprio um dos grandes nomes da liga, que inclusive estará em ação no Natal contra o Los Angeles Lakers, expôs um ponto de vista peculiar.

Luka Doncic, Dallas Mavericks, nbaLuka Doncic, Dallas Mavericks, nba

Luka Doncic em ação pelo Dallas Mavericks – Jerome Miron/USA Today Sports/Direitos Reservados

“Essa será uma grande parte [do que acontecerá na temporada]: qual time não vai ter gente com [testes] positivos”, afirma.

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Série C: Ituano e Brusque ficam no 1 a 1

Em partida realizada debaixo de muita chuva, Ituano e Brusque empataram em 1 a 1, nesta segunda-feira (21) no estádio Novelli Júnior, em Itu, pela segunda fase da Série C do Brasileiro.

Com este resultado, a equipe da casa se manteve na primeira posição do grupo C com 4 pontos, enquanto os visitantes permaneceram na terceira posição com 2 pontos.

Ituano e Brusque sofreram demais com a chuva que caiu em Itu, com isso a partida começou em um ritmo lento. Mas, aos 10 minutos, o time da casa conseguiu abrir o marcador quando Kadu aproveitou uma sobra de bola para chutar para o fundo da rede adversária.

Porém, ainda na etapa inicial, o quadricolor conseguiu empatar aos 37 minutos, quando João Carlos achou Thiago Alagoano, que não vacilou.

A partir daí não houve mudança no marcador. Na próxima rodada, o Ituano recebe o Santa Cruz no sábado (26). No mesmo dia o Brusque recebe o Vila Nova.

Veja a tabela da Série C do Brasileiro.

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Brasileiro: Corinthians supera Goiás de virada

O Corinthians derrotou o Goiás por 2 a 1, nesta segunda-feira (21) na Neo Química Arena, na partida que encerrou a 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Este foi o quarto triunfo consecutivo do Timão na competição, que agora chega aos 36 pontos na nona posição. Já o Esmeraldino continua amargando a lanterna da competição com 20 pontos.

Mesmo atuando fora de casa, o Goiás conseguiu sair na frente graças a gol de Fernandão aos 3 minutos. Douglas Baggio lança para Fernandão, que bate de primeira, com a perna esquerda, para fazer um belo gol.

Porém, aos 13 minutos o Corinthians conseguiu empatar, quando Cazares toca em profundidade, no meio da defesa adversária, para Gustavo Mosquito chutar na saída do goleiro Tadeu.

A virada veio em uma nova boa jogada de Cazares, que rouba a bola na defesa do Goiás. O equatoriano então toca para Jô, que chuta cruzado para superar Tadeu. A partida permaneceu aberta, mas nenhum dos dois ataques conseguiu superar a defesa adversária.

Próximos compromissos

Na próxima rodada, o Goiás recebe o Sport no sábado (26) na Serrinha. Já o Corinthians visita o Botafogo no Engenhão no domingo (27).

Veja a classificação atualizada da Série A do Brasileiro.

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Série B: Brasil de Pelotas vence Paraná no Durival Britto

O Brasil de Pelotas foi até estádio Durival Britto e derrotou o Paraná por 1 a 0, nesta segunda-feira (21), no jogo que encerrou a 30ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Com o triunfo, o Xavante alcançou a 11ª posição da classificação com 40 pontos. Já o Paraná permanece com 32 pontos, na 16ª posição, muito perto da zona do rebaixamento.

Gol da vitória

Após um primeiro tempo no qual o Paraná foi superior, mas não conseguiu transformar o melhor futebol em gols, o Brasil de Pelotas chegou à vitória aos 17 minutos da etapa final graças a um gol de Luiz Henrique.

O próximo compromisso do Xavante da competição é na próxima segunda (28), diante do Confiança. No mesmo dia o Paraná mede forças com a líder Chapecoense na Arena Condá.

Veja a classificação atualizada da Série B do Brasileiro.

 

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Corte Arbitral mantém punição e Rafaela Silva está fora de Tóquio

A Corte Arbitral do Esporte (CAS, sigla em inglês) manteve nesta segunda-feira (21) a punição de dois anos de suspensão por doping aplicada à judoca Rafaela Silva. A brasileira foi flagrada em exame realizado em agosto do ano passado, durante os Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), e recorreu à instância máxima para tentar reduzir a pena, sem sucesso. Medalhista de ouro nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, ela está fora da Olimpíada de Tóquio (Japão) em 2021.

Além de perder os Jogos do ano que vem, Rafaela teve cassadas as medalhas de bronze conquistadas (individual e por equipes) no Mundial de Judô do ano passado. Os resultados no Grand Slam de Brasília e no Pan de Lima já haviam sido desconsiderados quando a suspensão à judoca foi aplicada.

Rafaela testou positivo para fenoterol, um broncodilatador utilizado para tratamento de doenças respiratórias. Em setembro do ano passado, a judoca afirmou que a contaminação pode ter ocorrido acidentalmente, em brincadeira com uma criança que fazia uso da substância.

Em março, o gestor de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson, disse à Agência Brasil que confiava na revisão da punição, entendendo ser exagerada. Um mês antes, o nadador Gabriel Santos foi absolvido pelo CAS após ter sido flagrado em um exame antidoping realizado em São Paulo com a substância clostebol (agente anabólico). A Corte entendeu que Gabriel não teve culpa ou negligência pela contaminação. O atleta afirmou que teria usado uma toalha ou peça de roupa do irmão, cujo creme pós-barba continha a substância.

O julgamento de Rafaela foi realizado em 10 de setembro, por videoconferência. Segundo nota do CAS, a defesa dela solicitou que “nenhuma culpa ou negligência fosse atribuída […] com fundamento de que ela foi acidentalmente contaminada com a substância proibida pelo contato com a colega de quarto durante o Pan ou [no contato] com torcedores”. O argumento não foi aceito.

Sem Rafaela, o Brasil pode não ter uma substituta na categoria até 57 quilos. Classificam-se direto para os Jogos os 18 atletas mais bem colocados por categoria, sendo um por país. Ou seja, se uma mesma nação tiver dois judocas no top-18, o que vier na sequência no ranking olímpico (se for de nacionalidade diferente dos que estão à frente) fica com a vaga.

Atualmente, a segunda melhor brasileira na categoria é Ketelyn Nascimento, de 21 anos e 43ª do mundo, cerca de mil pontos atrás da chinesa Tongjuan Lu, hoje é dona da última vaga olímpica na categoria. Outra possibilidade de classificação é por meio de uma cota continental, uma espécie de repescagem para 100 atletas fora da classificação direta. O Brasil tem direito a uma dessas cotas. No momento, a vaga seria de Eduardo Barbosa, número um do país e 29º do mundo na categoria até 73 quilos.

O Brasil esteve representado nas 14 categorias do judô olímpico nas duas últimas edições. A modalidade é a que mais rendeu medalhas ao país. São 22, sendo quatro de ouro (Rafaela Silva, Sarah Menezes, Aurélio Miguel e Rogério Sampaio), três pratas e 15 de bronze.

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Coluna – Incertezas em meio às certezas

Depois de um ano complicado, marcado pelas incertezas do novo coronavírus (covid-19) e o cancelamento de eventos pelo mundo, o esporte paralímpico olha com mais otimismo para 2021. Ao contrário do que acontece desde fevereiro, quando as primeiras competições foram suspensas devido à pandemia, os atletas começam a ver os respectivos calendários preenchidos além da Paralimpíada de Tóquio (Japão), remarcada para setembro do próximo ano.

É verdade que, por enquanto, tudo não passa de projeção. O cenário ainda instável da covid-19, em meio a uma segunda onda da pandemia na Europa, e o início da vacinação em apenas alguns países, faz com que a confirmação dos eventos previamente agendados só se dê à medida que os mesmos se aproximem. Há, também, a peculiaridade dos atletas que se enquadram no grupo de risco – como lesionados medulares ou com paralisia cerebral mais grave -, cujas disputas são ainda mais passíveis de cancelamento se o contágio pelo vírus seguir descontrolado. Ainda assim, ter objetivos e datas é fundamental no planejamento físico, técnico e mental dos esportistas.

A primeira etapa do circuito mundial de atletismo foi marcada pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) para o período de 7 a 13 de fevereiro em Dubai (Emirados Árabes Unidos). Entre 15 e 20 e março, as disputas serão em Túnis (Tunísia). De 22 a 27 de março, a competição será em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico, que, devido à pandemia, não recebe eventos há nove meses. Jesolo (Itália), Pequim (China), Paris (França) e Nottwil (Suíça) abrigam, entre abril e maio, as outras etapas agendadas. Também para maio, está previsto o evento-teste dos Jogos de Tóquio.

A Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) também divulgou o calendário de treinos e participação das seleções de goalball, judô e futebol de 5 nos eventos internacionais, além de campeonatos regionais e brasileiros. A entidade destaca que a programação é sujeita a alterações, em razão da covid-19. “Sabendo que ainda estamos em meio a muitas incertezas, por isso, optamos por postergar o máximo possível o início dos eventos regionais”, argumentou o gerente técnico da CBDV, Felipe Menescal, em depoimento ao site oficial da confederação.

Até a Paralimpíada, as equipes nacionais geridas pela CBDV têm marcadas seis fases de treinamento, a partir de janeiro. Até agosto, quando está prevista a aclimatação das seleções para os Jogos de Tóquio em Hamamatsu (Japão), o calendário indica dois intercâmbios – Japão (judô) e Israel (goalball feminino) – e participação em torneios internacionais em Estados Unidos, Suécia (ambos goalball), Inglaterra, Azerbaijão (ambos judô) e no próprio Brasil, em São Paulo (judô e futebol de 5).

Nem todas as modalidades, porém, estão com calendários definidos, mesmo que preliminarmente. A natação, por exemplo, não teve as etapas do circuito mundial anunciadas para 2021. A única competição internacional confirmada até agora é o evento-teste dos Jogos de Tóquio, em 26 de abril. Há disputas, por sua vez, que já precisaram ser postergadas para 2022. É o caso do Mundial de Esportes de Neve, que ocorreria entre 7 e 20 de fevereiro em Lillehammer (Noruega) e passou para janeiro do outro ano (ou seja, poucos meses antes da Paralimpíada de Inverno, que será em Pequim).

“O calendário ainda está cheio de incertezas. Tive uma convocação para o Campeonato Parapan-Americano, que será em março, em Monterrey (México). Além disso, deverão ter mais alguns torneios do ranking mundial paralímpico entre abril e junho, mas nada confirmado ainda”, descreve Jane Karla Gögel, principal nome brasileiro no tiro com arco. “Tenho treinado firme em casa. Agora, tenho meu próprio campo, com distância oficial. Estou feliz de ter meu espaço, pois com a pandemia tinha ficado muito difícil treinar em casa. Estou me empenhando ao máximo para, se Deus quiser, conquistar a medalhinha tão sonhada”, completa a atiradora, que vive em Portugal.

06/08/2015 - Canadá, Toronto, Varsity Stadium - Tiro com arco, treino - Jane Gögel. ©Daniel Zappe/MPIX/CPB06/08/2015 - Canadá, Toronto, Varsity Stadium - Tiro com arco, treino - Jane Gögel. ©Daniel Zappe/MPIX/CPB

Jane Karla Gögel diz que continua treinando mesmo em meio a um futuro incerto – ©Daniel Zappe/MPIX/CPB/Direitos Reservados

Santiago é logo ali

A Paralimpíada de Tóquio ainda sequer foi disputada, mas o próximo ciclo paradesportivo já se avizinha. Um dos principais eventos no caminho até os Jogos de Paris, em 2024, será disputado entre 17 e 26 de novembro de 2023. Trata-se da sétima edição dos Jogos Parapan-Americanos, em Santiago (Chile) e que reunirá atletas de 17 modalidades. Destaque ao tiro com arco, que retorna após a ausência em Lima (Peru), no ano passado.

O tiro com arco integra a Paralimpíada desde a primeira edição, em 1960. Em Parapans, a estreia foi nos Jogos de 2011, em Guadalajara (México). As primeiras medalhas brasileiras (dois ouros e uma prata) vieram quatro anos depois, em Toronto (Canadá). Uma delas foi conquistada justamente por Jane Karla, campeã no arco composto feminino apenas seis meses após o começo no esporte. O resultado garantiu a goiana na Paralimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, e a tornou a primeira atleta a receber a láurea dourada em duas modalidades diferentes no evento. Ela havia sido bicampeã no tênis de mesa em 2007 (Rio de Janeiro) e 2011.

“O Parapan é muito importante para todos os atletas das Américas. Estou muito feliz de saber que ele retornou e que a gente estará de volta em 2023. É onde disputamos a vaga na Paralimpíada, além de ser uma competição preparatória. Eu brinco que o Parapan oferece um tamanho reduzido do que a gente vive na Paralimpíada. É lá [Parapan] que o atleta que disputa pela primeira vez [um evento grande] tem essa vivência”, destaca a goiana.

Além do tiro com arco, também integram a programação, divulgada na última semana pelo Comitê Organizador dos Jogos de Santiago, atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo (estrada e pista), futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, judô, natação, parabadminton, parataekwondo, rugby em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e tiro esportivo. Segundo o presidente do Comitê Paralímpico das Américas (APC, sigla em inglês), Júlio César Ávila, 23 esportes foram avaliados até os 17 serem definidos.

A edição de Lima reuniu mais de 1,8 mil atletas de 30 países. O Brasil foi o que teve mais representantes, 512, sendo 337 atletas, entre os quais estão calheiros (bocha), goleiros (futebol de 5), atletas-guias (atletismo) e pilotos (ciclismo), os dois últimos auxiliam em provas com deficientes visuais. A delegação brasileira competiu nas 17 modalidades disputadas na capital peruana e obteve 308 medalhas, com 124 ouros, um recorde.

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Surfe: Gabriel Medina abre temporada 2021 com vice em Pipeline

O surfe brasileiro iniciou a temporada 2021 do circuito mundial masculino de elite com o segundo lugar de Gabriel Medina no Pipe Masters, etapa disputada em Pipeline, na Ilha de Oahu, no Havaí, finalizada no domingo (20). O paulista bicampeão do mundo chegou à final da prova mais tradicional da modalidade pela quinta vez na carreira, mas foi superado pelo havaiano John John Florence.

Atual campeão do circuito, o também brasileiro Ítalo Ferreira foi superado justamente por Medina na semifinal. A vitória teve gosto de revanche, pois o potiguar havia derrotado o paulista na decisão do Pipe Masters do ano passado, quando a etapa foi a última da temporada. Aquele resultado garantiu o título mundial de 2019 a Ítalo.

Entre as mulheres, a abertura do circuito também foi concluída em Pipeline, no domingo. A brasileira Tatiana Weston-Webb chegou às semifinais, sendo superada pela havaiana Carissa Moore, tetracampeã mundial. A vencedora foi a australiana Tyler Wright. A etapa iniciou na Ilha de Maui, também no Havaí, mas foi transferida para Oahu depois de um surfista amador falecer, após ser atacado por um tubarão. Foi a primeira vez que a elite do surfe feminino competiu em Pipeline.

A próxima etapa dos circuitos masculino e feminino de 2021 será em Sunset Beach, novamente no Havaí, a partir de 19 de janeiro.

 

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Bahia afasta jogador acusado de racismo por Gerson, do Flamengo

O Bahia anunciou nesta segunda-feira (21) o afastamento do meia-atacante Índio Ramírez, acusado de racismo pelo volante Gerson, do Flamengo, durante a partida entre as equipes no último domingo (20), no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, pela 26ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Segundo nota divulgada pelo Tricolor de Aço, o atleta colombiano não participará das atividades do clube baiano “até a conclusão da apuração” do caso.

Conforme a nota, o Bahia cita que Ramírez nega a acusação e que “a ele está sendo dada a oportunidade de se defender de algo tão grave”. O clube afirma, porém, ser “indispensável, imprescindível e fundamental que a voz da vítima seja preponderante em casos desta natureza”. Ainda segundo o comunicado, o presidente Guilherme Bellintani “ligou para Gerson a fim de prestar solidariedade”.

O caso ocorreu após o próprio Ramírez marcar o primeiro gol do Bahia na partida, aos sete minutos do segundo tempo. Segundo o flamenguista, o meia-atacante colombiano teria dito a ele: “Cala a boca, negro”. A acusação foi registrada na súmula do jogo, apesar de o árbitro Flavio Rodrigues de Souza afirmar não ter presenciado o episódio. Em meio à discussão, Gerson pediu respeito ao técnico Mano Menezes, que teria minimizado a acusação do volante. Após a partida, que terminou com vitória rubro-negra por 4 a 3, o treinador foi dispensado do comando tricolor.

Gerson tornou pública a acusação em entrevista após o apito final. Nas redes sociais, o jogador do Flamengo publicou um manifesto contra o racismo.

“O ‘cala boca, negro’ é justamente o que não vai mais acontecer. Seguiremos lutando por igualdade e respeito no futebol – o que faltou hoje do lado contrário (…) A minha luta, a luta dos negros, não vai parar. E repito: é chato sempre termos que falar sobre racismo e nada ser feito pelas autoridades. Racismo é crime. E deve ser tratado desta maneira em todos os ambientes, inclusive no futebol”, postou o escreveu o camisa 8, no Instagram.

Na entrevista coletiva que concedeu também depois da partida, o técnico Rogério Ceni defendeu Gerson. Já o vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, em pronunciamento oficial do clube, pediu uma “profunda apuração” do caso. Times rivais, como Vasco e Botafogo, publicaram mensagens de apoio ao volante rubro-negro em suas redes sociais.

Ainda no domingo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) solicitou à Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) “a abertura imediata de uma investigação sobre a denúncia de racismo feita pelo jogador Gerson Santos, do Clube de Regatas do Flamengo, na partida deste domingo (20/12) diante do Esporte Clube Bahia (…) A entidade encaminhará ao STJD a súmula da partida, na qual consta o relato da denúncia feita pelo atleta. A CBF reitera seu profundo repúdio ao racismo”, diz a nota divulgada pela confederação.

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Ceará supera Fortaleza e sobre para a nona posição no Brasileiro

O Ceará levou a melhor no Clássico-Rei e derrotou o Fortaleza por 2 a 0, neste domingo (20), no Castelão, pela 26ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Sem sofrer sustos, o Vozão garantiu mais três pontos e chegou a 35, aparecendo na nona posição. Já o Tricolor de Aço permanece com 30 pontos, em 14º lugar, apenas dois pontos a mais que o Vasco, que abre a zona do rebaixamento.

O Ceará dominou todo o primeiro tempo e desperdiçou a chance de sair na frente no placar aos 13 minutos. Jackson derrubou Lima na área e a arbitragem marcou pênalti. Vina foi para a cobrança e Felipe Alves defendeu. O goleiro do Fortaleza levou a melhor novamente, aos 24 minutos. Cléber cruzou da direita e Vina finalizou de primeira, mas Felipe Alves espalmou.

Dez minutos depois, foi a vez de Cléber testar o goleiro. Ele chutou de fora da área, mas Felipe Alves não vacilou. A pressão do Vozão era grande e, aos 35 minutos, Vina completou cruzamento de Cléber, mas a bola foi por cima do gol.

As chances desperdiçadas no primeiro tempo se transformaram em gols na segunda etapa. Aos dois minutos, Lima avançou pela esquerda, invadiu a área e bateu de perna direita no canto esquerdo de Felipe Alves para abrir o placar. 1 a 0 Ceará.

O Fortaleza se lançou ao ataque e deu chance para o contragolpe do rival. Vina recebeu pela direita e passou para Cléber. O atacante dominou e chutou forte para ampliar. Atrás no placar, a equipe tricolor se lançou ao ataque para diminuir a vantagem, mas pouco criou.

A única chance real de gol do Fortaleza apareceu apenas aos 46 minutos. Lançamento na área do Ceará para Bergson. Ele tentou o domínio, mas acabou perdendo a bola. Na sobra, Gabriel Dias chutou e Richard fez grande defesa.No fim da partida, o volante Juninho recebeu cartão vermelho por falta dura em Fernando Sobral.

Na próxima rodada, o Ceará enfrenta o Santos, domingo (27), às 18h15min (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Já o Fortaleza recebe o Flamengo, sábado (26), às 19h, no Castelão.

Confira a classificação da Série A do Campeonato Brasileiro.

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Fla vence Bahia por 4 a 3 e sobe para a vice-liderança do Brasileirão

O Flamengo acreditou até o fim e venceu. Mesmo com um a menos desde os nove minutos do primeiro tempo e sofrendo a virada no início da segunda etapa. O time de Rogério Ceni buscou os três pontos até o fim do jogo e derrotou o Bahia por 4 a 3, no Maracanã, em um jogo alucinante.

Com a vitória, o Rubro-Negro chegou a 48 pontos e agora é o vice-líder do Brasileirão, cinco ponto atrás do São Paulo e com um jogo a menos. Já o Bahia chegou à quinta derrota consecutiva e permanece com 28 pontos, na 16ª colocação.

O Flamengo começou em ritmo acelerado. Logo aos quatro minutos, Bruno Henrique recebeu lançamento pela esquerda, cortou para o meio e, na entrada da área, colocou no ângulo esquerdo do goleiro Douglas Friedrich. Cinco minutos depois, o Rubro-Negro perdeu seu artilheiro.

Gabigol foi expulso pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza após reclamação de uma falta não marcada. O atacante saiu revoltado do gramado. Com um a mais, o Bahia passou a pressionar o Flamengo e obrigou o goleiro Diego Alves a fazer duas grandes defesas. A primeira, aos 22 minutos, com o pé, em um chute de Nino Paraíba. A segunda, aos 29 minutos, espalmando um chute forte de Gilberto.

Apesar das tentativas dos visitantes, foi o Flamengo que marcou. Gérson deu belo lançamento para Bruno Henrique, que ganhou da zaga e tocou para Isla, de primeira, chutar de canhota e ampliar o placar. O Bahia sentiu o segundo gol e o Rubro-Negro, mesmo com um a menos, passou a controlar a partida.

Bruno Henrique teve mais duas chances ainda na primeira etapa. Aos 41 minutos, driblou Juninho e chutou para a defesa de Douglas. Nos acréscimos, o camisa 27 recebeu cruzamento de Arrascaeta e finalizou tirando tinta da trave do Bahia.

O Bahia começou o segundo tempo partindo para cima do Flamengo. Com um minuto de jogo, Gabriel Novaes entrou na área pela direita com chance de finalizar, mas preferiu o toque para Gilberto. O atacante não chegou na bola e acabou fazendo falta.  Quatro minutos depois, o Esquadrão de Aço diminuiu. Rossi recebeu pelo meio e deu lindo passe para Ramírez. O atacante dominou, limpou Natan e tocou na saída de Diego Alves.

O Flamengo sentiu o gol e o Bahia aproveitou o momento. Aos 10 minutos, Gilberto dominou pela esquerda e soltou uma bomba no ângulo esquerdo de Diego Alves. Golaço e tudo igual no Maracanã.  Nervoso, o Rubro-Negro se perdeu completamente em campo e o Bahia virou aos 13 minutos. Escanteio pela direita cobrado por Rossi e Gilberto, de cabeça, virou o jogo.

A resposta veio aos 18 minutos, quando Arrascaeta tocou para João Gomes finalizar na trave. No rebote, Bruno Henrique não conseguiu completar para o gol. O Bahia diminuiu o ritmo e, aos poucos, o Flamengo passou a chegar com mais perigo. O empate veio aos 36 minutos. Filipe Luís avançou pela esquerda e cruzou para Pedro, de peito, deixar tudo igual.

O Bahia só não ficou na frente do placar novamente porque Diego Alves operou um milagre no Maracanã. Aos 38 minutos, Rossi ganhou de Filipe Luís na corrida e cruzou. O goleiro rebateu. Na sobra, Rodriguinho chutou forte e Diego Alves salvou o Flamengo com uma bela defesa.

Quando parecia que o empate era inevitável, o Flamengo virou. E com um golaço. Pedro recebeu lançamento e tocou de letra, de primeira, para Vitinho. O atacante teve calma e tocou por cima de Douglas para garantir a vitória rubro-negra. Logo após o quarto gol do Flamengo, Daniel recebeu cartão vermelho por reclamação.

Na próxima rodada, o Flamengo enfrenta o Fortaleza, sábado (26), às 19h, no Castelão. Já o Bahia recebe o Internacional, domingo (27), às 16h, na Fonte Nova, em Salvador. 
 

Racismo

Logo após o Bahia marcar o primeiro gol no Maracanã, o meio-campista Gerson se revoltou com Ramírez. O camisa 8 do Flamengo estava visivelmente irritado com o jogador colombiano. Durante entrevista após o jogo Gerson acusou  Ramírez de racismo e criticou o técnico Mano Menezes.

“Eu tenho vários jogos pelo profissional e eu nunca vim na imprensa falar nada até porque eu nunca sofri esse preconceito e nunca fui vítima nenhuma vez, mesmo sendo eliminado de Libertadores, Copa do Brasil, eu nunca sofri esse preconceito. Depois ali o Mano até falou: ‘agora você é vítima, né. O Daniel Alves te atropelou e você não falou nada’. Claro, porque teve respeito. Eu e ele.  O Ramirez – acho que foi quando a gente tomou o segundo gol,  não lembro –  o Bruno Henrique fingiu que ia chutar e ele reclamou com o Bruno. Fui falar com ele e ele falou bem assim para mim: ‘cala a boca, negro’. Eu nunca falei nada disso, porque eu nunca sofri, mas isso eu não aceito. Nunca falei de treinador, mas o Mano precisa saber respeitar. Estou vindo falar aqui em meio de todos os negros que existem no Brasil”, disse Gerson.

Após a partida, o vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, fez um pronunciamento oficial sobre a ofensa racista a Gerson. “A gente está feliz com o resultado esportivo, mas muito infeliz por um fato que ocorreu dentro do campo relatado pelo Gerson em que sofreu uma… eu acho que a gente tem até dificuldade de falar. Ele sofreu uma ação de racismo dentro de campo, relatou isso para a imprensa, e o Flamengo, como instituição, como instituição centenária, vem se colocar à disposição do atleta, ao lado do atleta, e mais do que isso, peço a profunda apuração desse episódio que é infeliz, ele sempre foi infeliz, só que, infelizmente, é contundente no mundo de hoje. O Flamengo está ao lado do atleta, com o atleta, e pede uma profunda investigação sobre o relatado e as acusações [feitas] pelo atleta do Flamengo”., afirmou o dirigente. 

O Vasco da Gama também manifestou solidariedade ao jogador rubro-negro nas redes sociais. 

Após a partida, o Bahia anunciou a demissão do técnico Mano Menezes e afirmou que vai se posicionar em breve sobre a denúncia de injúria racial do jogador Ramírez após finalizar a apuração do caso.

*Atualizada às 22h14 para incluir informações sobre demissão de técnico Mano Menezes.