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Pia mexe na seleção e convoca novidades para amistosos com Austrália

Em constante busca pela melhor formação, a técnica Pia Sundhage convocou nesta terça (5) a seleção feminina para os amistosos diante da Austrália, nos dias 23 e 26 de outubro, em Sydney, com seis nomes que não estavam presentes na última lista.

“Queríamos ter nos saído melhor em alguns jogos que fizemos. Para isso, precisamos fazer mudanças. Quero encontrar a melhor forma para o time. Cada convocação é muito importante e provavelmente haverá mudanças em todas elas”, disse Pia em entrevista coletiva realizada virtualmente.

No grupo de 23 atletas, as que não estiveram na convocação para os jogos com a Argentina, em setembro, são: Karen, goleira do Minas Brasília, Giovana, atacante do Levante (Espanha), Adriana, do Corinthians, além de um trio do Palmeiras com Júlia Bianchi, Tainara e Thaís.

O Verdão, aliás, foi o time com mais convocadas: cinco no total (as outras foram Katrine e Ary Borges). O vice-campeão brasileiro teve até mais atletas chamadas do que o Corinthians, que se sagrou campeão. Foram três corintianas na lista: Érica, Tamires e a já mencionada Adriana. O Madrid C.F.F também teve três jogadoras na relação.

Nomes mais experientes como Marta, Debinha e Bia Zaneratto marcaram presença. Segundo Pia, todas impõem respeito à defesa adversária. No entanto, ela espera ter a própria defesa bastante testada, já que a Austrália é a atual quarta melhor equipe do mundo.

“Temos de ser realistas. Elas virão para cima e teremos que estar organizadas. Mas, se formos um time coeso e compacto na defesa e no ataque, será uma oportunidade de testarmos o quão boas nós somos”, opinou a treinadora.

Além de uma das melhores seleções do planeta, a Austrália também é um dos países anfitriões da próxima Copa do Mundo, em 2023. A competição será sediada em conjunto com a Nova Zelândia. A técnica, no entanto, ainda não quer pensar no clima de Copa que possivelmente encontrará em terras australianas.

“Vamos nos planejando passo a passo para o sucesso. Esse é o objetivo”, relembrou Pia. A seleção também está em preparação, mas para a Copa América de 2022.

Contratada para o fim do ciclo olímpico de Tóquio e o início do seguinte, a sueca finalmente terá a possibilidade de um calendário mais próximo do normal, com o retorno de jogos na frequência habitual. Após as duas partidas contra a Argentina, agora mais duas diante da Austrália.

“Estou animada com este novo ciclo. Não apenas com o que vai acontecer neste ano, mas também no próximo”, revelou.

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Coluna – CBF x Flamengo: é impressão ou estão em rota de colisão?

Bastaram oito dias para a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) mudar de opinião e deixar revoltados o Flamengo e sua torcida. Apesar de o coordenador de seleções Juninho Paulista ter anunciado o adiamento de três rodadas do Brasileirão, a entidade optou por manter os jogos. A alegação foi de que jogadores de 19 clubes da Série A, à exceção do Flamengo, não querem adiar o início das férias para depois do dia 5 de dezembro, data prevista para a última rodada do campeonato.

E houve mais um episódio para deixar a Nação irritada: o Flamengo foi o único dos postulantes ao título do campeonato a ter dois jogadores convocados por Tite. E quando uma nova vaga surgiu para o ataque, Hulk, destaque do Atlético Mineiro e que esteve na convocação anterior, ficou de fora, preterido por Arthur Cabral, que joga na Suíça.

Mas afinal: existe algum tipo de retaliação por parte da CBF contra o Flamengo? O clube brigou pela volta do torcedor aos estádios antes dos demais, se posicionou contrário ao Conselho Técnico e contou com uma liminar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) para liberar o Maracanã para a torcida, na Copa do Brasil contra o Grêmio. Seria o suficiente? É realmente curioso lembrar que, no ano passado, só o Flamengo jogou com intervalo de 48h entre duas partidas. E que esse ano, ao remarcar dois jogos atrasados do Rubro-Negro, a CBF tenha colocado a tabela com um jogo no Rio, contra o Atlético-MG, 72h depois em Curitiba, contra o Athletico-PR, mais 72h, no Rio de novo, contra o Atlético-GO, e após mais 72h em Chapecó, contra a Chapecoense. Não seria mais justo fazer dois jogos no Rio e, depois, um no Paraná e outro em Santa Catarina?

A CBF deve ter seus motivos para organizar os jogos dessa forma. Mas não há como negar que o Flamengo terá prejuízos com esse desgaste e com os jogos que fará na Data Fifa sem três titulares absolutos: Gabigol, Everton Ribeiro e Arrascaeta. O Atlético-MG e o Palmeiras também tiveram jogadores convocados, mas nenhum dos dois perdeu jogadores do mesmo quilate.

Não é possível acreditar nessa teoria da conspiração. A CBF estaria punindo o time bicampeão, não só do Brasileirão como da Supercopa do Brasil, que ela também organiza. Seria ir de encontro a um clube que investe com as contas auditadas e dentro de seus limites, que deve, mas está em dia com as dívidas, e que representa bem o futebol brasileiro em competições internacionais há pelo menos três anos.

Toda essa discussão levanta uma dúvida: como surgir uma liga de clubes se há tamanha divisão? Imagino até que a postura da CBF, em apoiar a maioria dos clubes, seja uma bela estratégia para mostrar que ela está ao lado deles e pode, com isso, continuar organizando seus campeonatos.

O tempo dirá.

* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil.

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Basquete 3×3: seleção feminina é convocada para Copa América

A técnica Rafaella Bauerfeldt convocou, nesta terça-feira (5), a seleção brasileira feminina de basquete 3×3 para a Copa América da modalidade, que será disputada entre os dias 12 e 14 de novembro em Miami (Estados Unidos).

O grupo de oito atletas tem Lays Silva, campeã do Pan de Lima 2019 de basquete de quadra, e Thayná Silva, MVP da última Liga de Basquete Feminino e bronze na AmeriCup 2021. Além da dupla medalhista com a seleção brasileira da modalidade convencional, estão no time Rayane Santanna, Vanessa Gonçalves, Lais Balthasar, Evelyn Larissa, Mayara Crystina e Vitória Marcelino.

As jogadoras se apresentam no dia quatro de novembro para uma fase de treinamentos, que será realizada no Clube dos Subtenentes e Sargentos do Exército até 10 de novembro. Após a preparação, quatro jogadoras serão cortadas e as outras quatro partem para o campeonato nos Estados Unidos.

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Conmebol rejeita pedido para anular semifinal entre Galo e Palmeiras

Em documento publicado na noite de ontem (4) em seu site, a Conmebol revelou que os pedidos do Atlético Mineiro pela anulação do gol do Palmeiras ou pela repetição do segundo duelo pela semifinal da Copa Libertadores foram rejeitados. A decisão foi assinada pelo presidente da Comissão Disciplinar da entidade, Eduardo Goss Brown.

Também de acordo com a decisão, existe a possibilidade de recurso do Galo. Para isso, o clube mineiro deve acionar a Comissão de Apelações da Conmebol até 24 horas depois da notificação sobre a determinação.

A reclamação do Galo diz respeito ao lance do gol de empate do clube paulista na partida disputada na última terça-feira (28 de setembro) no Mineirão, em Belo Horizonte. Na ocasião, o atacante Deyverson, que figurava entre os reservas do Palmeiras, estava dentro do gramado antes mesmo que Dudu igualasse ao placar, aos 23 do segundo tempo. O Atlético alegou descumprimento do regulamento (atletas no banco de reservas não podem entrar em campo com a bola em jogo) para pedir uma de duas possíveis ações: a anulação da jogada ou a realização de uma nova partida.

Caso a decisão da Conmebol se mantenha, o Palmeiras será o adversário do Flamengo na final da competição, marcada para acontecer no dia 27 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai.

 

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Eliminatórias: jogadores nacionais se juntam à seleção em Bogotá

Cinco jogadores que atuam em times brasileiros se apresentaram nesta segunda-feira (4) à seleção brasileira em Bogotá (Colômbia), onde ocorrerá a fase preparatória para os próximos três jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo do Catar, o primeiro deles já nesta quinta (7), contra a Venezuela, às 20h30 (horário de Brasília), na capital Caracas. O jogo terá transmissão ao vivo da Rádio Nacional, com narração de André Marques, comentários de Waldir Luiz e plantão de notícias com Bruno Mendes.

Weverton (Palmeiras), Guilherme Arana (Atlético-MG) – na foto com Tite -, Edenílson (Internacional),  Gabigol e Everton Ribeiro (ambos do Flamengo) se juntaram a outros cinco alletas  que jogam no exterior. Thiago Silva (Chelsea), Danilo e Alex Sandro (ambos da Juventus), Fred (Manchester United)  e Raphinha (Leeds) foram os primeiros a chegar na noite de domingo (3) à capital colombiana. 

A seleção fará três treinos até a próxima quarta (6), quando embarca para Caracas. A convocação da seleção para as Eliminatórias ocorreu no último dia 24.  De lá pra cá, a  equipe canarinho perdeu o atacante Matheus Cunha, cortado na última sexta (1º), após comprovação de lesão muscular na coxa esquerda. Para substituí-lo,  Tite convocou Arthur Cabral, que defende atualmente o Basel (Suíça). 

Invicto nas Eliminatórias, o Brasil não deve ter dificuldade diante da Venezuela, atual lanterna da competição. Os jogos seguintes prometem mais emoção: no próximo domingo (10), contra a Colômbia (5º lugar) em  Barranquilla, e no dia 14 de outubro, contra o Uruguai (3º) em Manaus.

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Mundial de Wrestling: após revés na semi, Laís Nunes briga pelo bronze

A atleta olímpica Laís Nunes, que competiu em Tóquio 2020,  vai disputar nesta terça-feira (5), às 13h (horário de Brasília) a medalha de bronze no estilo livre feminino no Mundial de Wrestling, que ocorre até o próximo dia 10 em Oslo (Noruega). A lutadora goiana ((categoria até 62 quilos) é a primeira atleta da delegação brasileira com chances de pódio na competição, que abre o novo ciclo olímpico da modalidade para os Jogos de Paris (França), em 2024. A disputa reúne os melhores do mundo, em 30 categorias de peso, e o Brasil conta com seis representantes em Oslo.

Laís Nunes estreou hoje já nas oitavas de final: venceu a indiana Sangeeta Sangeeta por 6 a 4, e nas quartas a  polonesa Aleksandra Wolczynska, por 3 a 2. Na sequência, Laís foi superada na semifinal pela norte-americana Kayla Miracle por 2 a 0. 

A próxima adversária de Laís sairá da repescagem, programada para começar a partir das 5h30 (horário de Brasília) desta terça (5). No mesmo horário tem estreia em Oslo de outra brasileira do estilo livre feminino: Kamila Barbosa (50 kg). 

O primeiro representante do país a subir no tatame em Oslo foi Marcos Osley (até 65 kg). Neste domingo 93),  Osley, cabeça de chave número 4 no estilo livre masculino, deu adeus precoce ao Mundial, ao perder a primeira luta para Alibek Osmonov, do Quirguistão,pelo placar de 12 a 2. 

A delegação brasileira conta ainda com Marat Garipov (60 kg) e Joilson Júnior (77 kg) nas disputas do estilo greco-romano; e Giullia Penalber no estilo livre feminino (57 kg), campeã em 2021 do Pan-americano de Wrestling. 

Brasileiros no Mundial:

Terça (5)  

 Kamila Barbosa (50 kg)  e Laís Nunes (57 kg) – a partir das 5h30  (eliminatórias e repescagem) 

11h45 às 12h45 – semifinais/estilo livre feminino (50 kg)

Quarta (6)

Giullia Penalber (57 kg) e Kamila Barbosa (se avançar à final)

5h30 às 9h30 – eliminatórias/estilo livre feminino (57kg) e repescagem/estilo livre feminino (50 kg)

11h45 às 12h45 – semifinais/estilo livre feminino (57 kg)

13h às 16h – finais/estilo livre feminino (50 kg)

Quinta (7)

Joilson Júnior (77 kg) e Giullia Penalber (se avançar à final)

5h30 às 9h30 – eliminatórias/estilo greco-romano (77 kg) e repescagem/ estilo livre feminino (57 kg)

11h45 às 12h45 – semifinais/estilo greco-romano (77 kg)

13h às 16h – finais/estilo livre feminino (57kg)

Sexta (8)

Marat Garipov (60 kg) e Joilson Júnior (se avançar à final)

5h30 às 9h30 – eliminatórias/estilo greco-romano (60 kg) e repescagem/ estilo greco-romano (77 kg)

12h às 12h45 – semifinais/estilo greco-romano (60 kg)

13h às 16h – finais/estilo greco-romano (77 kg)

Sábado (9)

Marat Garipov (se avançar à final) 

5h30 às 9h30 – repescagem/estilo greco-romano (60 kg)

13h às 16h30 – finais/estilo greco-romano (60kg)

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Coluna – Seletiva do Mundial abre ciclo paralímpico do halterofilismo

O ciclo paralímpico de Paris (França) já começou. Menos de um mês após o fim da Paralimpíada de Tóquio (Japão), os calendários do tênis em cadeira de rodas e da paracanoagem foram retomados com os respectivos campeonatos mundiais. Entre 28 de novembro e 5 de dezembro, na cidade de Batumi (Geórgia), será a vez do halterofilismo.

A delegação brasileira na competição será definida no próximo dia 13, em uma seletiva no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Podem participar atletas situados até a 25ª colocação do ranking mundial da categoria que disputam. No halterofilismo paralímpico, os competidores são divididos por peso e não conforme a deficiência de cada um.

Segundo Valdecir Lopes, técnico da seleção brasileira da modalidade, os atletas terão de atingir, na seletiva, ao menos o equivalente à 12ª marca do mundo na respectiva categoria para se credenciarem à competição na Geórgia. A comissão técnica espera levar até 26 halterofilistas ao torneio: dez homens, dez mulheres e seis representantes na disputa de juniores (até 20 anos), que ocorre simultaneamente ao evento adulto.

“A gente entende que o atleta que atinge essa marca [12ª do mundo] tem a possibilidade de melhorá-la durante o ciclo e chegar, pelo menos, à oitava posição do ranking. Apenas os oito melhores vão à Paralimpíada. Claro que nas categorias em que já tivemos representantes em Tóquio, a referência [a ser alcançada na seletiva] é a marca deles. A expectativa é que a gente preencha pelo menos 80% das vagas”, explicou Valdecir à Agência Brasil.

A expectativa é que os sete atletas que competiram no Japão também disputem o Mundial: Ailton de Souza (até 80 quilos), Bruno Carra (até 54 quilos), Evânio Rodrigues (até 88 quilos), João Maria França (até 49 quilos), Lara Aparecida (até 41 quilos), Mariana D’Andrea (até 73 quilos) e Tayana Medeiros (até 86 quilos). Por já terem marcas recentes, eles não precisarão disputar a seletiva.

“Consideramos a marca dos sete de Tóquio porque estiveram o tempo todo ativos, mas eles estão à vontade para participarem [da seletiva]. Os demais, como não tivemos eventos devido à pandemia [da covid-19], terão de mostrar que estão ativos e prontos para competir”, argumentou o treinador, que espera ter entre dez e 15 atletas participando da seletiva, e que considera o Mundial o início da trajetória brasileira até os Jogos de 2024.

“É possível classificarmos um número maior de atletas em Paris. A ideia é dobrarmos [o número de representantes] ou pelo menos chegarmos a dez”, projetou.

O halterofilismo paralímpico brasileiro vive um momento ascendente. Nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, o país subiu ao pódio pela primeira vez com a prata de Evânio. Em Tóquio, Mariana fez história ao conquistar uma inédita medalha de ouro. A juventude da campeã (23 anos), em uma modalidade onde a carreira é de longo prazo, inspira atletas da nova geração. Alguns, inclusive, que podem ir a Geórgia competir entre os juniores.

“A medalha da Mariana deu uma motivação grande à turma da base. Aqui em Itu [cidade do interior paulista] tem um menino, o Cleiton, de 16 anos, que treina com ela e já colocou na cabeça [o sonho de] ganhar medalha em Paralimpíada. É de um grupo que a gente ainda não pensa [ver] em Paris, mas em Los Angeles [Estados Unidos, nos Jogos de 2028]. Mas o Mundial é importante para eles ganharem ritmo de competição internacional, sentirem a diferença de nível”, destacou Valdecir.

“Fico muito feliz quando lembro que tudo começo quando eu competia no júnior. Vejo hoje meninos e meninas que treinam comigo percebendo que também podem conseguir. Eu me inspirei no meu técnico [Valdecir], na Márcia Menezes [primeira medalhista brasileira em um Mundial, há sete anos], com quem sempre treinei, além do Bruno Carra”, destacou Mariana, que em 2018 foi recordista mundial paralímpica até 20 anos, à Agência Brasil.

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Flamengo atropela Athletico-PR no Maracanã e sobe no G4 do Brasileiro

O Athletico-PR decidiu poupar a maioria dos seus titulares neste domingo (3), no Maracanã, e o Flamengo não teve misericórdia. O Rubro-Negro carioca atropelou o Furacão: fez 3 a 0 ainda no primeiro tempo e apenas controlou o jogo na segunda etapa para somar mais três pontos na Série A do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time carioca chegou a 38 pontos, ultrapassou o Fortaleza e diminuiu a diferença para o líder Atlético Mineiro (49 pontos). Já a equipe paranaense segue com 30 pontos e está na nona colocação.

O Flamengo precisou de apenas nove minutos para definir a vitória. Desde o apito inicial do árbitro, a equipe da casa pressionou os visitantes, que se limitavam a defender e tentar o contra-ataque. A estratégia do Athletico se mostrou ineficiente logo aos 4 minutos. Bruno Henrique avançou pela esquerda e tocou para Andreas Pereira. O volante chutou cruzado, a bola bateu na trave e sobrou para Everton Ribeiro, livre, desviar para o fundo das redes.

O gol adversário não foi suficiente para o Furacão tomar a iniciativa, então o Flamengo partiu para mais. Aos nove minutos, Gabigol recebeu pela direita e cruzou para Arrascaeta. O uruguaio não alcançou, mas Bruno Henrique apareceu para, de cabeça, marcar o segundo.

O jogo seguiu com o time carioca controlando totalmente as ações e sem sofrer qualquer tipo de susto. O panorama mudou aos 37 minutos quando, em jogada individual pela direita, Carlos Eduardo driblou Léo Pereira, invadiu a área e foi derrubado por Rodrigo Caio. Pênalti marcado, mas logo depois anulado. O VAR entrou em ação e flagrou que o camisa 96 recebeu a bola em posição irregular.

O Athletico-PR se empolgou e começou a criar dificuldades para a defesa do Flamengo. A pressão, porém, terminou aos 48 minutos. Isla roubou bola pela direita e passou para Bruno Henrique. Ele descolou lançamento para Gabigol. O camisa 9 tocou de primeira para Arrascaeta, que avançou e encontrou Andreas Pereira, livre, dentro da área, para finalizar na saída do goleiro Santos. Um golaço que definiu o placar: 3 a 0.

O segundo tempo foi marcado pela chuva que passou a cair no Maracanã e pelo controle total do Flamengo, que não se arriscou muito no ataque, tirou o pé do acelerador, mas não passou por perigo.

Na próxima partida, o Athletico-PR enfrenta o Atlético-GO, quarta-feira (06), às 19h, no Antônio Accioly. Já o Flamengo enfrenta o Bragantino, no mesmo dia, às 20h30min, no Nabi Abi Chedid.

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Ferroviária avança às quartas da Série D, após empate com Esportivo-RS

A Ferroviária-SP garantiu presença nas quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro após empate em 1 a 1 com o Esportivo-RS, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), jogo que foi transmitido pela TV Brasil. A Locomotiva, que já havia vencido por 2 a 1 fora de casa o jogo de ida das oitavas, saiu na frente aos 27 minutos, com gol do atacante Júlio Vitor. O Zebrão chegou a igualar o placar aos 46 minutos da etapa final, com Peixoto. Mas a vaga na próxima fase ficou mesmo com a Locomotiva que somou 3 a 2 no placar agregado. 

Dona da melhor campanha da Série D – com o resultado de hoje a invencibilidade chegou a 17 jogos – a Locomotiva, comandada pelo técnico Elano Bluner, ex-seleção brasileira, entrou em campo dependendo apenas de um empate, mas foi mais ofensiva desde o início. Aos 13 minutos, o lateral Bruno Souza cruzou na medida para Jefinho chutar a centímetros da trave esquerda. Bem postada na defesa, a Ferroviária deixava pouco espaço para o Zebrão. 

A melhor oportunidade dos visitantes ocorreu aos 26 minutos, com uma bomba de Chicão de fora da área, que o goleiro Saulo salvou, espalmando para fora. No minuto seguinte, no contra-ataque, Júlio Vitor abriu o placar para a Ferroviária. A jogada começou com uma arrancada de Bernardo no campo adversário: ele cruzou com perfeição para Júlio Vitor que dominou, driblou o marcador dentro da grande área e acertou um belo chute com pé direito. A Locomotiva ainda teve chance de ampliar aos 39 minutos, após rebote do goleiro Tivo. Gleyson pegou e chutou no contrapé,  mas a bola foi ara fora. 

Após o intervalo, o Esportivo voltou com tudo para tentar levar a definição da vaga paras a cobrança de pênaltis. No primeiro minuto, o goleiro Saulo salvou a Locomotiva ao defender um chute venenoso de Cafu. Na sequência, Rennan perdeu outra boa chance de chegar ao empate, ao chutar à esquerda do gol de Saulo. Os donos da casa se fecharam ainda mais na defesa, dificultando a vida do Zebrão. Aos 26 minutos, a Locomoitva quase ampliou com Bruno Santos, que mandou um torpedo do lado esquerdo do goleiro Otávio Paz que salvou o Esportivo. 

O time visitante não esmoreceu e aos 33 minutos quase fez o primeiro gol com Millanez, de fora da área. A bola ainda desviou na zaga, e Saulo mais uma vez brilhou evitando o gol. Já nos acréscimos, após finalização de Rennan,   Peixoto pegou a sobra e fulminou para o fundo da rede, empatando o jogo, mas já era tarde demais. O clima esquentou, houve invasão de campo e briga generalizada, que resultou na expulsão de Norton, do Esportivo, e Ian Luccas, do Ferroviária. A partida se estendeu até os 54 minutos e terminou mesmo empatada em 1 a 1.

Outros classificados

Também passaram de fase neste domingo (3), o América-RN que bateu fora de casa o Moto Club, por 4 a 2. No jogo de ida das oitavas, o América-RN já havia derrotado a equipe maranhense por 1 a 0. 

Em Natal, o ABC levou a melhor sobe o 4 de Julho-PI, ganhando por 1 a 0, e carimbando o passaporte para as quartas. O time potiguar empatou o primeiro jogo em 1 a 1.

Jogando fora de casa, o Campinense-PB ganhou por 2 a 0 do Guarany de Sobral. A equipe paraibana levava vantagem pois já vencera o jogo de ida das oitavas, por 2 a 1. 

O Altético-CE foi derrotado por 2 a 1 fora de casa pelo Paragominas-PA, mas avançou às quartas assim mesmo pois venceu o jogo de ida por 2 a 0. 

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Brasil vence Cazaquistão de virada e leva bronze no Mundial de Futsal

A seleção brasileira masculina de futsal assegurou, pela segunda vez consecutiva, a medalha de bronze na Copa do Mundo Fifa, ao vencer de virada o Cazaquistão, por 4 a 2, em Kaunas (Lituânia), na tarde deste domingo (3). A equipe canarinho perdia por 1 a 0 ao final do primeiro tempo. Na volta do intervalo, o empate veio com gol contra do fixo Taynan, brasileiro naturalizado cazaque, mas a história do jogo só mundo mesmo nos minutos finais, com finalizações certeiras de Rodrigo, Ferrão e Lé.  

No primeiro tempo o Brasil desperdiçou oportunidades de abrir o placar.. Logo no primeiro minuto, em contra-ataque, Rodrigo quase marcou, depois aos 10 minutos Dieguinho recebeu na entrada da área e bateu de primeira, mas o goleiro cazaque Higuita defendeu. Na sequência, Arthur também quase balançou as redes, ao se livrar da marcação e arrancar em lance individual. Após 11 minutos, o Cazaquistão saiu na frente gol de Akbalikov, que aproveitou lançamento na medida do goleiro Higuita.

Na segunda etapa, aos quatro minutos, Taynam tentou recuar a bola para Higuita e fez contra, garantindo o empate para o Brasil. E foi ele mesmo que ampliou para o Cazaquistão aos 11 minutos. Na sequência, os brasileiros voltaram a igualar o placar com Rodrigo, após tabela com Dieguinho. Aí a pressão total foi brasileira: aos 13 minutos. Pito pelo lado esquerdo tocou pra Ferrão marcar o gol da virada e pela primeira vez o Brasil ficou à frente do marcador. E coube a Lé, sacramentar a vitória e garantir o bronze ao mandar uma bomba já aos 15 minutos. 

A campanha brasileira no Mundial somou seis vitórias em sete jogos, 28 gols marcados e oito sofridos.