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Covid-19: Vanderlei Luxemburgo recebe alta após 11 dias internado

O técnico Vanderlei Luxemburgo recebeu alta nesta terça-feira (22) após 11 dias internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em decorrência de uma segunda contaminação pelo novo coronavírus (covid-19). A primeira infecção do treinador foi em julho, quando ainda dirigia o Palmeiras. Na ocasião, apesar de assintomático, ele foi temporariamente afastado das atividades.

Em vídeo publicado em seu perfil no Twitter, Luxemburgo agradeceu à equipe médica do hospital e às mensagens que recebeu de familiares, amigos e fãs. “Estou indo para casa. Recebi alta, graças a Deus. Passei por essa. Vencemos o vírus. Vara de marmelo enverga mas não quebra”, declarou o técnico, de 68 anos.

Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital no último dia 15, o treinador havia sido internado quatro dias antes com “quadro moderado” da contaminação pela covid-19. Na sexta-feira passada (18), Luxemburgo gravou um vídeo afirmando que estava “quase bom”, que a voz (que permanece) rouca era por conta da tosse, mas que a febre tinha ido embora e as complicações no pulmão haviam reduzido “bastante”.

Luxemburgo está sem clube desde a demissão do Palmeiras, em 14 de outubro, após a derrota por 3 a 1 para o Coritiba, no Allianz Parque, em São Paulo, pela Série A do Campeonato Brasileiro. Ele havia assumido o Verdão em meados de dezembro do ano passado e tinha vínculo até 2021. Apesar do título do Campeonato Paulista e do aproveitamento acima de 61%, o desempenho irregular da equipe marcou o trabalho do técnico, que viveu a quinta passagem da carreira pelo Alviverde.

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CBJ e atletas apoiam Rafaela Silva após manutenção de suspensão

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) manifestou apoio à judoca Rafaela Silva, que teve a suspensão de dois anos por doping mantida pela Corte Arbitral do Esporte (CAS, sigla em inglês). Com isso, ela está fora da Olimpíada de Tóquio (Japão), no ano que vem. Em nota, a entidade lamentou a decisão do tribunal, informada na última segunda-feira (21), e garantiu que a carioca (medalhista de ouro da categoria até 57 quilos na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016) dará a volta por cima na carreira.

“Rafaela é uma das maiores atletas do país, única judoca brasileira campeã mundial e olímpica, em carreira construída à base de muito suor, disciplina, coragem e, sobretudo, superação”, destaca a nota da CBJ, que completa: “Uma das principais lições que o nosso esporte ensina é aprender a cair, levantar e seguir. Rafaela Silva e o judô brasileiro levantarão ainda mais fortes. Juntos, estamos preparados para vencer as dificuldades”.

A campeã olímpica também recebeu apoio de atletas da modalidade. Entre eles, a judoca Eleudis Valentim, que também integra a seleção brasileira, na categoria até 52 quilos. Esposa de Rafaela, ela publicou no Instagram uma mensagem em que considera a manutenção da punição da companheira uma “injustiça”.

“Hoje [segunda], uma injustiça foi feita pelas mãos do homem, mas Deus sabe de toda a verdade e vai nos dar forças para voltarmos mais fortes”, escreveu Eleudis.

Coordenadora da seleção feminina de judô, Rosicleia Campos também se manifestou pelo Instagram, projetando o futuro de Rafaela na Olimpíada de Paris (França), em 2024.

“Quantas vezes esse gesto foi repetido. Sorriso no rosto, foto no pódio, foto com a medalha. Tenho absoluta certeza de que Deus tem outros planos para você. Siga forte, cabeça erguida. Que venha Paris 2024. Vamos que vamos!”, publicou Rosicleia.

Atletas de outras modalidades se juntaram às publicações de incentivo à judoca. Na ferramenta Stories (mensagens que duram 24 horas) do Instagram, a skatista Pâmela Rosa, a maratonista aquática Ana Marcela Cunha e a velocista paralímpica Verônica Hipólito deixaram registros de apoio à carioca.

Rafaela foi flagrada em um exame antidoping realizado durante os Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), no ano passado. Ela testou positivo para fenoterol, broncodilatador utilizado para tratar doenças respiratórias. Suspensa por dois anos, a judoca recorreu ao CAS, sendo julgada no último dia 10 de setembro. Em nota, a Corte informou que a defesa da atleta solicitou que “nenhuma culpa ou negligência fosse atribuída […] com fundamento de que ela foi acidentalmente contaminada com a substância proibida pelo contato com a colega de quarto durante o Pan ou [no contato] com torcedores”. O argumento não foi aceito.

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Gerson presta depoimento sobre acusação de racismo de meia do Bahia

O volante Gerson, do Flamengo, prestou depoimento nesta terça-feira (22) sobre a acusação de injúria racial contra o meia Índio Ramirez, do Bahia, durante a partida entre as equipes no domingo passado (20), pela 26ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, no estádio do Maracanã. O camisa 8 rubro-negro compareceu à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), na região central do Rio de Janeiro. Ele esteve acompanhado pelo vice-presidente jurídico do clube, Rodrigo Dunshee de Abranches.

“Quero deixar bem claro que não vim só para falar por mim, mas também pela minha filha, que é negra, pelos meus sobrinhos, que são negros, pelo meu pai, minha mãe, meus amigos e por todos os negros que têm no mundo sobre o fato que aconteceu. Hoje, graças a Deus, tenho status de jogador de futebol, onde tenho voz ativa para falar e dar força para que outras pessoas que sofrem racismo ou outro tipo de preconceito possam falar também”, declarou Gerson, em vídeo divulgado pelo Flamengo no perfil oficial do clube no Twitter.

“O Flamengo está junto do Gerson, como está junto de todos os atletas do clube. Ele cumpriu o papel de cidadão e agora a questão está entregue à Justiça. A gente espera que ela seja feita”, emendou Dunshee, no mesmo vídeo.

O caso ocorreu após Ramírez marcar o primeiro gol do Bahia na partida de domingo, aos sete minutos do segundo tempo. Segundo Gerson, o meia teria dito a ele: “Cala a boca, negro”. A acusação foi registrada na súmula, apesar de o árbitro Flavio Rodrigues de Souza afirmar não ter presenciado o episódio. O duelo terminou com vitória rubro-negra por 4 a 3. Depois do jogo, o camisa 8 do Flamengo publicou um manifesto contra o racismo no Instagram.

Ramírez se defende

Em nota divulgada na segunda-feira (21) pela manhã, o Bahia comunicou o afastamento de Ramírez até o caso ser apurado. No mesmo dia, à noite, o clube publicou um vídeo a pedido do próprio jogador, com a versão dele sobre o ocorrido no domingo. O colombiano disse não falar bem português, negou ter sido racista com Gerson e afirmou ter pedido ao volante que jogasse “rápido”.

“Em nenhum momento fui racista com nenhum dos jogadores, nem com Gerson, nem com qualquer outra pessoa. O que passa é que quando fizemos o segundo gol, levamos a bola para o meio, para recomeçar o jogo rapidamente. Então, o [atacante] Bruno Henrique finge [sair jogando], eu saio a correr. Digo a Bruno: ‘jogue rápido, por favor, jogue sério’. Ele toca a bola para trás e o Gerson não sei o que me fala, mas eu não compreendo muito o português. Não compreendi o que me disse e falei: ‘jogue rápido, irmão’. Passo por ele, sigo a bola, não sei o que ele entendeu. Ele jogou a bola e passou a me perseguir sem eu entender o que se passava. Passei por trás dele, pois não queria entrar em briga com ninguém. Depois ele saiu falando que o tratei com um ‘cale a boca, negro’, em português, quando eu realmente não falo português, assim fluente. Estou há apenas alguns meses no Brasil e sobre ser racista, não estou de acordo, porque não é bem visto em nenhuma parte do mundo e sabemos que todos somos iguais. Em nenhum momento falei isso e menos ainda usei essa palavra”, declarou o atleta tricolor.

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Campeã brasileira em 2019, Tatiele Silveira deixa Ferroviária

Tatiele Silveira não é mais a técnica do futebol feminino da Ferroviária. O desligamento da treinadora campeã brasileira no comando das Guerreiras Grenás em 2019 foi informado pelo time paulista em nota oficial divulgada na segunda-feira (21). Segundo o comunicado, a decisão pela saída da profissional de 40 anos foi tomada para reestruturar “alguns pilares da gestão do futebol feminino do clube”.

“Para que a instituição se mantenha competitiva em um mercado cada vez mais inflacionado, o clube optou pela adequação de sua estrutura e métodos de trabalho, pelo maior investimento na formação e desenvolvimento de jovens talentos da categoria, além da constituição de um plano de carreira para atletas que desejam o progresso de um projeto sustentável neste mercado”, diz a nota da Ferroviária.

Em postagem no Instagram, Tatiele confirmou a saída e enalteceu o trabalho de dois anos realizado no clube de Araraquara (SP).

“Desde a chegada, lá em janeiro de 2019, construímos um sólido trabalho, que resultou em um dos momentos mais felizes da minha trajetória: a conquista do tão sonhado título [da Série A1 – primeira divisão] do Brasileirão Feminino. Fico feliz em olhar para trás e sentir que tive um impacto, que acredito ter sido positivo, na história do clube, e que pude ajudar a fazer diferença para grandes atletas, profissionais, torcedores e principalmente para o futebol feminino brasileiro”, destaca a técnica.

No ano passado, além do título nacional em cima do Corinthians, Tatiele levou as Guerreiras Grenás às semifinais da Libertadores e do Campeonato Paulista, caindo nos dois torneios para o Timão. Em 2020, a equipe parou nas quartas de final do Brasileiro, eliminada pelo Palmeiras, e alcançou a decisão estadual, novamente superada pelas corintianas.

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NBA começa temporada querendo mais uma vez ser exemplo

Às 21h desta terça-feira (22), Brooklyn Nets e Golden State Warriors iniciam mais uma temporada fora do comum na NBA (liga de basquete profissional dos Estados Unidos). Se a última (2019-2020) foi a mais longa, levando quase um ano completo para ser concluída, a de agora começa com o menor tempo de preparação. Foram apenas 72 dias, pouco menos de dois meses e meio, desde a derradeira partida das finais entre Lakers e Heat. Esse intervalo costuma durar o dobro do tempo. Como o mundo inteiro ainda se vê às voltas com os protocolos de combate ao novo coronavírus (covid-19), a liga teve novamente que se desdobrar para encontrar uma forma de realizar a temporada, depois de recorrer a um resort no complexo esportivo da Disney, na Flórida, para fechar a temporada anterior. Dessa vez os desafios parecem bem mais complicados.

Na chamada bolha criada no resort, atletas e staff de 22 times foram isolados num ambiente praticamente inacessível a outras pessoas e que acabava com a necessidade de deslocamentos para os jogos. Depois de alguns casos positivos da doença assim que os jogadores chegaram à Disney, a competição foi até o fim sem maiores transtornos, com os atletas em sua imensa maioria acatando as regras e o número de casos estagnado em zero por muito tempo.

NBA: Preseason-Minnesota Timberwolves at Dallas MavericksNBA: Preseason-Minnesota Timberwolves at Dallas Mavericks

NBA pode ter jogos com a presença de torcedores – Jeremo Miron/USA Today Sports/Direitos Reservados

Desta vez, a NBA fugiu do modelo, pelo pesadelo de logística que representaria colocar todos os 30 times para a disputa de uma temporada completa ao invés de uma mera reta final. Além disso, quem esteve na bolha, distante da família por até quatro meses, provavelmente não gostaria de passar por essa experiência novamente tão cedo. Assim como na retomada de 2019-2020, o dinheiro falou mais alto. Cálculos mostraram que a liga, os times e jogadores poderiam ter perdas da ordem de US$ 500 milhões se, ao invés de iniciarem a nova temporada próximo do Natal, a disputa começasse apenas em meados de janeiro. A data logo foi aprovada.

Desde então, as franquias estão em uma corrida contra o tempo para se preparar da forma que foi possível. Em questão de algumas semanas, os times escolheram seus novatos no draft, contrataram novos jogadores e começaram a pré-temporada. Isso tudo parece ínfimo diante do grande adversário para uma temporada bem-sucedida, que continua sendo o vírus.

A liga teve que fazer uma série de adaptações para tentar amenizar o impacto que a doença pode causar no funcionamento da engrenagem. O primeiro a ser afetado foi o calendário. Cada time vai fazer dez jogos a menos do que o costume (72 ao invés de 82). A NBA tentou agrupar partidas por local para minimizar o número de viagens que cada time fará, mesmo considerando que as equipes costumam viajar em voos fretados. O calendário foi dividido em duas partes e somente a primeira foi divulgada. Ela vai até 4 de março, quando acontecerá uma pausa, antes da retomada uma semana depois.

funcionário higienizando assento nbafuncionário higienizando assento nba

Higienização de quadras faz parte do protocolo de combate à covid – Nick Wass/USA Today Sports/Direitos Reservados

Os jogos acontecerão nas próprias arenas das equipes, a grande maioria delas sem público. Mas há exceções, já que isso varia de acordo com as regras estabelecidas pelos governos locais. Atlanta Hawks, Cleveland Cavaliers, Orlando Magic, San Antonio Spurs e Utah Jazz têm planos de receber um número limitado de torcedores, seja desde o começo ou a partir de uma data específica. Um sexto caso chama a atenção: os campeões de 2018-2019, Toronto Raptors, serão os únicos que não poderão jogar no próprio ginásio. Por serem a única franquia de fora dos Estados Unidos, eles se submetem ao protocolo do governo canadense, que impõe quarentena após a chegada do exterior. Como as idas e vindas do território americano tornariam inviável a realização de jogos em Toronto, os Raptors vão atuar em Tampa, na Flórida, onde, curiosamente, há previsão de presença de público também. Lá, o máximo permitido é de 3.800 pessoas, com distanciamento de cerca de 9 metros entre os assentos ocupados.

A proteção à saúde de atletas e comissões e a prevenção à disseminação do vírus mais uma vez passará pelos testes periódicos. Desde que os jogadores se reapresentaram, foram três rodadas gerais de testagem: a primeira retornou 48 positivos, a segunda oito e a última apenas um. Depois de inovar com a aplicação de testes de saliva, menos invasivos do que o PCR mais comum que retira material do nariz, há conversas para que os jogadores sirvam também como grupo de amostragem para a aplicação de uma vacina. Ainda não há nenhuma confirmação de um plano de vacinação para atletas e funcionários dos 30 times, mas uma possível iniciativa desse tipo não é unanimidade.

“Acho que tem pessoas que precisam mais da vacina do que nós. Temos muita sorte de estarmos em um ambiente muito seguro. E o vírus não afeta tanto um atleta de 35 anos quanto afeta outras pessoas que estão mais vulneráveis. Então, prefiro que a vacina vá para as pessoas que precisam mais”, disse o pivô Marc Gasol, do Los Angeles Lakers.

Muitas histórias para acompanhar durante a temporada

Se fosse possível esquecer do coronavírus por um instante, a temporada teria muitas outras atrações para entreter o público. A própria partida de abertura coloca o astro Kevin Durant, do Brooklyn Nets, diante de sua ex-equipe, o Golden State Warriors. Durant retorna oficialmente às quadras depois de um ano e meio afastado se recuperando de um rompimento no tendão de Aquiles, justamente pelo Warriors. Já o adversário tenta voltar aos dias de brilho, com cinco finais e três títulos entre 2015 e 2019.

Stephen Curry, Golden State Warriors, nbaStephen Curry, Golden State Warriors, nba

Stephen Curry é a estrela do Golden State Warriors – Kyle Terada/USA Today Sports/Direitos Reservados

O Los Angeles Lakers, atual campeão, retorna com as estrelas LeBron James e Anthony Davis com contratos renovados e é colocado como grande favorito após reforçar o elenco com peças secundárias mais imponentes.

FILE PHOTO: NBA: Finals-Los Angeles Lakers at Miami HeatFILE PHOTO: NBA: Finals-Los Angeles Lakers at Miami Heat

Los Angeles Lakers começa temporada como favorito – Kim Klement/USA Today Sports/Direitos Reservados

Os dois últimos vencedores do prêmio de MVP também são destaque por como resolveram encarar o futuro. O grego Giannis Antetokounmpo, que levou o prêmio para casa em 2018-2019 e 2019-2020, se adiantou às especulações e estendeu o compromisso com o Milwaukee Bucks por mais cinco temporadas, um contrato que vai render a ele mais de US$ 228 milhões. Já James Harden, que levou a estatueta para casa em 2017-2018, está insatisfeito com o ambiente e as movimentações do Houston Rockets, time que defende desde a temporada 2012-13 e, nos bastidores, já manifestou o desejo de ser negociado com outra equipe.

Giannis optou pela estabilidade, enquanto Harden aparentemente prefere uma mudança de ares, mas ambos buscam aquele detalhe que falta na carreira: o anel de campeão.

Todos esses nomes são capazes de manter os espectadores atentos diante da tela e trazer entretenimento mais do que suficiente. Com o reinício precoce, a liga conseguiu segurar uma de suas principais fontes de renda e status: a rodada de Natal, que tradicionalmente reúne confrontos com rivalidade, seja entre franquias, seja entre jogadores.

Mas não há como fugir da realidade: não vai ser igual aos outros anos. Por mais preparados fisicamente que os atletas estejam, esta temporada pode acabar sendo decidida não pelo talento, mas por um detalhe imprevisível. O astro esloveno Luka Doncic, do Dallas Mavericks, ele próprio um dos grandes nomes da liga, que inclusive estará em ação no Natal contra o Los Angeles Lakers, expôs um ponto de vista peculiar.

Luka Doncic, Dallas Mavericks, nbaLuka Doncic, Dallas Mavericks, nba

Luka Doncic em ação pelo Dallas Mavericks – Jerome Miron/USA Today Sports/Direitos Reservados

“Essa será uma grande parte [do que acontecerá na temporada]: qual time não vai ter gente com [testes] positivos”, afirma.

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Série C: Ituano e Brusque ficam no 1 a 1

Em partida realizada debaixo de muita chuva, Ituano e Brusque empataram em 1 a 1, nesta segunda-feira (21) no estádio Novelli Júnior, em Itu, pela segunda fase da Série C do Brasileiro.

Com este resultado, a equipe da casa se manteve na primeira posição do grupo C com 4 pontos, enquanto os visitantes permaneceram na terceira posição com 2 pontos.

Ituano e Brusque sofreram demais com a chuva que caiu em Itu, com isso a partida começou em um ritmo lento. Mas, aos 10 minutos, o time da casa conseguiu abrir o marcador quando Kadu aproveitou uma sobra de bola para chutar para o fundo da rede adversária.

Porém, ainda na etapa inicial, o quadricolor conseguiu empatar aos 37 minutos, quando João Carlos achou Thiago Alagoano, que não vacilou.

A partir daí não houve mudança no marcador. Na próxima rodada, o Ituano recebe o Santa Cruz no sábado (26). No mesmo dia o Brusque recebe o Vila Nova.

Veja a tabela da Série C do Brasileiro.

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Brasileiro: Corinthians supera Goiás de virada

O Corinthians derrotou o Goiás por 2 a 1, nesta segunda-feira (21) na Neo Química Arena, na partida que encerrou a 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Este foi o quarto triunfo consecutivo do Timão na competição, que agora chega aos 36 pontos na nona posição. Já o Esmeraldino continua amargando a lanterna da competição com 20 pontos.

Mesmo atuando fora de casa, o Goiás conseguiu sair na frente graças a gol de Fernandão aos 3 minutos. Douglas Baggio lança para Fernandão, que bate de primeira, com a perna esquerda, para fazer um belo gol.

Porém, aos 13 minutos o Corinthians conseguiu empatar, quando Cazares toca em profundidade, no meio da defesa adversária, para Gustavo Mosquito chutar na saída do goleiro Tadeu.

A virada veio em uma nova boa jogada de Cazares, que rouba a bola na defesa do Goiás. O equatoriano então toca para Jô, que chuta cruzado para superar Tadeu. A partida permaneceu aberta, mas nenhum dos dois ataques conseguiu superar a defesa adversária.

Próximos compromissos

Na próxima rodada, o Goiás recebe o Sport no sábado (26) na Serrinha. Já o Corinthians visita o Botafogo no Engenhão no domingo (27).

Veja a classificação atualizada da Série A do Brasileiro.

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Série B: Brasil de Pelotas vence Paraná no Durival Britto

O Brasil de Pelotas foi até estádio Durival Britto e derrotou o Paraná por 1 a 0, nesta segunda-feira (21), no jogo que encerrou a 30ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Com o triunfo, o Xavante alcançou a 11ª posição da classificação com 40 pontos. Já o Paraná permanece com 32 pontos, na 16ª posição, muito perto da zona do rebaixamento.

Gol da vitória

Após um primeiro tempo no qual o Paraná foi superior, mas não conseguiu transformar o melhor futebol em gols, o Brasil de Pelotas chegou à vitória aos 17 minutos da etapa final graças a um gol de Luiz Henrique.

O próximo compromisso do Xavante da competição é na próxima segunda (28), diante do Confiança. No mesmo dia o Paraná mede forças com a líder Chapecoense na Arena Condá.

Veja a classificação atualizada da Série B do Brasileiro.

 

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Corte Arbitral mantém punição e Rafaela Silva está fora de Tóquio

A Corte Arbitral do Esporte (CAS, sigla em inglês) manteve nesta segunda-feira (21) a punição de dois anos de suspensão por doping aplicada à judoca Rafaela Silva. A brasileira foi flagrada em exame realizado em agosto do ano passado, durante os Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), e recorreu à instância máxima para tentar reduzir a pena, sem sucesso. Medalhista de ouro nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, ela está fora da Olimpíada de Tóquio (Japão) em 2021.

Além de perder os Jogos do ano que vem, Rafaela teve cassadas as medalhas de bronze conquistadas (individual e por equipes) no Mundial de Judô do ano passado. Os resultados no Grand Slam de Brasília e no Pan de Lima já haviam sido desconsiderados quando a suspensão à judoca foi aplicada.

Rafaela testou positivo para fenoterol, um broncodilatador utilizado para tratamento de doenças respiratórias. Em setembro do ano passado, a judoca afirmou que a contaminação pode ter ocorrido acidentalmente, em brincadeira com uma criança que fazia uso da substância.

Em março, o gestor de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson, disse à Agência Brasil que confiava na revisão da punição, entendendo ser exagerada. Um mês antes, o nadador Gabriel Santos foi absolvido pelo CAS após ter sido flagrado em um exame antidoping realizado em São Paulo com a substância clostebol (agente anabólico). A Corte entendeu que Gabriel não teve culpa ou negligência pela contaminação. O atleta afirmou que teria usado uma toalha ou peça de roupa do irmão, cujo creme pós-barba continha a substância.

O julgamento de Rafaela foi realizado em 10 de setembro, por videoconferência. Segundo nota do CAS, a defesa dela solicitou que “nenhuma culpa ou negligência fosse atribuída […] com fundamento de que ela foi acidentalmente contaminada com a substância proibida pelo contato com a colega de quarto durante o Pan ou [no contato] com torcedores”. O argumento não foi aceito.

Sem Rafaela, o Brasil pode não ter uma substituta na categoria até 57 quilos. Classificam-se direto para os Jogos os 18 atletas mais bem colocados por categoria, sendo um por país. Ou seja, se uma mesma nação tiver dois judocas no top-18, o que vier na sequência no ranking olímpico (se for de nacionalidade diferente dos que estão à frente) fica com a vaga.

Atualmente, a segunda melhor brasileira na categoria é Ketelyn Nascimento, de 21 anos e 43ª do mundo, cerca de mil pontos atrás da chinesa Tongjuan Lu, hoje é dona da última vaga olímpica na categoria. Outra possibilidade de classificação é por meio de uma cota continental, uma espécie de repescagem para 100 atletas fora da classificação direta. O Brasil tem direito a uma dessas cotas. No momento, a vaga seria de Eduardo Barbosa, número um do país e 29º do mundo na categoria até 73 quilos.

O Brasil esteve representado nas 14 categorias do judô olímpico nas duas últimas edições. A modalidade é a que mais rendeu medalhas ao país. São 22, sendo quatro de ouro (Rafaela Silva, Sarah Menezes, Aurélio Miguel e Rogério Sampaio), três pratas e 15 de bronze.

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Coluna – Incertezas em meio às certezas

Depois de um ano complicado, marcado pelas incertezas do novo coronavírus (covid-19) e o cancelamento de eventos pelo mundo, o esporte paralímpico olha com mais otimismo para 2021. Ao contrário do que acontece desde fevereiro, quando as primeiras competições foram suspensas devido à pandemia, os atletas começam a ver os respectivos calendários preenchidos além da Paralimpíada de Tóquio (Japão), remarcada para setembro do próximo ano.

É verdade que, por enquanto, tudo não passa de projeção. O cenário ainda instável da covid-19, em meio a uma segunda onda da pandemia na Europa, e o início da vacinação em apenas alguns países, faz com que a confirmação dos eventos previamente agendados só se dê à medida que os mesmos se aproximem. Há, também, a peculiaridade dos atletas que se enquadram no grupo de risco – como lesionados medulares ou com paralisia cerebral mais grave -, cujas disputas são ainda mais passíveis de cancelamento se o contágio pelo vírus seguir descontrolado. Ainda assim, ter objetivos e datas é fundamental no planejamento físico, técnico e mental dos esportistas.

A primeira etapa do circuito mundial de atletismo foi marcada pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) para o período de 7 a 13 de fevereiro em Dubai (Emirados Árabes Unidos). Entre 15 e 20 e março, as disputas serão em Túnis (Tunísia). De 22 a 27 de março, a competição será em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico, que, devido à pandemia, não recebe eventos há nove meses. Jesolo (Itália), Pequim (China), Paris (França) e Nottwil (Suíça) abrigam, entre abril e maio, as outras etapas agendadas. Também para maio, está previsto o evento-teste dos Jogos de Tóquio.

A Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) também divulgou o calendário de treinos e participação das seleções de goalball, judô e futebol de 5 nos eventos internacionais, além de campeonatos regionais e brasileiros. A entidade destaca que a programação é sujeita a alterações, em razão da covid-19. “Sabendo que ainda estamos em meio a muitas incertezas, por isso, optamos por postergar o máximo possível o início dos eventos regionais”, argumentou o gerente técnico da CBDV, Felipe Menescal, em depoimento ao site oficial da confederação.

Até a Paralimpíada, as equipes nacionais geridas pela CBDV têm marcadas seis fases de treinamento, a partir de janeiro. Até agosto, quando está prevista a aclimatação das seleções para os Jogos de Tóquio em Hamamatsu (Japão), o calendário indica dois intercâmbios – Japão (judô) e Israel (goalball feminino) – e participação em torneios internacionais em Estados Unidos, Suécia (ambos goalball), Inglaterra, Azerbaijão (ambos judô) e no próprio Brasil, em São Paulo (judô e futebol de 5).

Nem todas as modalidades, porém, estão com calendários definidos, mesmo que preliminarmente. A natação, por exemplo, não teve as etapas do circuito mundial anunciadas para 2021. A única competição internacional confirmada até agora é o evento-teste dos Jogos de Tóquio, em 26 de abril. Há disputas, por sua vez, que já precisaram ser postergadas para 2022. É o caso do Mundial de Esportes de Neve, que ocorreria entre 7 e 20 de fevereiro em Lillehammer (Noruega) e passou para janeiro do outro ano (ou seja, poucos meses antes da Paralimpíada de Inverno, que será em Pequim).

“O calendário ainda está cheio de incertezas. Tive uma convocação para o Campeonato Parapan-Americano, que será em março, em Monterrey (México). Além disso, deverão ter mais alguns torneios do ranking mundial paralímpico entre abril e junho, mas nada confirmado ainda”, descreve Jane Karla Gögel, principal nome brasileiro no tiro com arco. “Tenho treinado firme em casa. Agora, tenho meu próprio campo, com distância oficial. Estou feliz de ter meu espaço, pois com a pandemia tinha ficado muito difícil treinar em casa. Estou me empenhando ao máximo para, se Deus quiser, conquistar a medalhinha tão sonhada”, completa a atiradora, que vive em Portugal.

06/08/2015 - Canadá, Toronto, Varsity Stadium - Tiro com arco, treino - Jane Gögel. ©Daniel Zappe/MPIX/CPB06/08/2015 - Canadá, Toronto, Varsity Stadium - Tiro com arco, treino - Jane Gögel. ©Daniel Zappe/MPIX/CPB

Jane Karla Gögel diz que continua treinando mesmo em meio a um futuro incerto – ©Daniel Zappe/MPIX/CPB/Direitos Reservados

Santiago é logo ali

A Paralimpíada de Tóquio ainda sequer foi disputada, mas o próximo ciclo paradesportivo já se avizinha. Um dos principais eventos no caminho até os Jogos de Paris, em 2024, será disputado entre 17 e 26 de novembro de 2023. Trata-se da sétima edição dos Jogos Parapan-Americanos, em Santiago (Chile) e que reunirá atletas de 17 modalidades. Destaque ao tiro com arco, que retorna após a ausência em Lima (Peru), no ano passado.

O tiro com arco integra a Paralimpíada desde a primeira edição, em 1960. Em Parapans, a estreia foi nos Jogos de 2011, em Guadalajara (México). As primeiras medalhas brasileiras (dois ouros e uma prata) vieram quatro anos depois, em Toronto (Canadá). Uma delas foi conquistada justamente por Jane Karla, campeã no arco composto feminino apenas seis meses após o começo no esporte. O resultado garantiu a goiana na Paralimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, e a tornou a primeira atleta a receber a láurea dourada em duas modalidades diferentes no evento. Ela havia sido bicampeã no tênis de mesa em 2007 (Rio de Janeiro) e 2011.

“O Parapan é muito importante para todos os atletas das Américas. Estou muito feliz de saber que ele retornou e que a gente estará de volta em 2023. É onde disputamos a vaga na Paralimpíada, além de ser uma competição preparatória. Eu brinco que o Parapan oferece um tamanho reduzido do que a gente vive na Paralimpíada. É lá [Parapan] que o atleta que disputa pela primeira vez [um evento grande] tem essa vivência”, destaca a goiana.

Além do tiro com arco, também integram a programação, divulgada na última semana pelo Comitê Organizador dos Jogos de Santiago, atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo (estrada e pista), futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, judô, natação, parabadminton, parataekwondo, rugby em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e tiro esportivo. Segundo o presidente do Comitê Paralímpico das Américas (APC, sigla em inglês), Júlio César Ávila, 23 esportes foram avaliados até os 17 serem definidos.

A edição de Lima reuniu mais de 1,8 mil atletas de 30 países. O Brasil foi o que teve mais representantes, 512, sendo 337 atletas, entre os quais estão calheiros (bocha), goleiros (futebol de 5), atletas-guias (atletismo) e pilotos (ciclismo), os dois últimos auxiliam em provas com deficientes visuais. A delegação brasileira competiu nas 17 modalidades disputadas na capital peruana e obteve 308 medalhas, com 124 ouros, um recorde.