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Libertadores: Santos e Boca Juniors empatam sem gols na Bombonera

Silenciosa em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), e sem a pressão da torcida que a torna temida, a mítica La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina), presenciou nesta quarta-feira (6) um equilibrado duelo entre Boca Juniors e Santos. O jogo de ida do confronto pelas semifinais da Libertadores, porém, terminou sem gols e com muita reclamação dos paulistas, que contestam a não marcação de um pênalti em cima do atacante Marinho, no segundo tempo.

A partida de volta será na próxima quarta-feira (13), outra vez às 19h15 (horário de Brasília), na Vila Belmiro, em Santos (SP). Caso o placar da Bombonera se repita, a decisão vai para nos pênaltis. O Boca tem a vantagem do empate com gols. Ao Santos, basta uma vitória simples para levar a vaga à final sul-americana.

Uma saída de bola errada do zagueiro Lucas Veríssimo que o meia Sebastián Villa finalizou no travessão, aos oito minutos, foi o lance mais concreto de gol do primeiro tempo. Não que as equipes tenham evitado o confronto. Pelo contrário. Mas as bem postadas marcações de ambos os lados dificultaram a criação de lances mais agudos. Se Villa era quem dava mais trabalho ao time santista, em especial ao lateral Pará, o atacante Yeferson Soteldo fazia o mesmo contra o lado direito do sistema defensivo do Boca. Os chutes, porém, foram escassos.

Os argentinos voltaram mais agressivos no segundo tempo. No primeiro minuto, o meia Eduardo Salvio obrigou o goleiro John a trabalhar. Para ajustar a marcação no meio-campo, o técnico Cuca tirou Soteldo e colocou o volante Sandry. A troca funcionou, com o equilíbrio dos 45 minutos iniciais retomados e uma leve superioridade do Santos. Aos 28, o Alvinegro ficou na bronca após um pênalti não marcado do zagueiro Carlos Izquierdoz em Marinho, mesmo após revisão do árbitro de vídeo. O clube brasileiro ironizou a decisão da arbitragem pelo Twitter.

Os argentinos passaram a ocupar mais a área santista nos minutos finais, mas esbarraram na marcação. Nos acréscimos, em rara bobeada do sistema defensivo do Alvinegro, o lateral Leonardo Jara teve a última chance do jogo, em batida de voleio, com liberdade, mas mandou por cima da meta de John.

Antes do reencontro com o Boca, o Santos disputa o clássico com o São Paulo neste domingo (10), no Morumbi, pela 29ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Veja a tabela da Copa Libertadores.

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Rio de Janeiro recebe principal evento de base da vela nacional

Principal evento de base do país na vela, o Campeonato Brasileiro da classe Optimist teve início nesta quarta-feira (6), no Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), na Urca, zona sul da capital fluminense. A categoria costuma introduzir crianças e adolescentes na modalidade e teve atletas campeões olímpicos, como Robert Scheidt e Martine Grael.

O torneio reúne mais de 150 crianças e adolescentes entre seis e 16 anos, divididos em dois grupos. O primeiro tem cerca de 40 velejadores iniciantes, que estão no primeiro ano de classe. No segundo, encontram-se os demais competidores, mais experientes, com idade entre 8 e 16 anos.

“A classe Optimist tem sido a grande fornecedora de atletas e velejadores que ficam vinculados à nossa modalidade a vida toda, não somente no alto rendimento, mas também desde uma visão mais lúdica e amadora. Muitos destes velejadores e velejadoras podem ser os futuros Robert, Martine, Kahena [Kunze, ouro nos Jogos do Rio de Janeiro, ao lado de Martine], Torben [Grael, bicampeão olímpico], Fernanda [Oliveira] ou Isabel [Swan, bronze nos Jogos de Pequim, na China, junto de Fernanda]. Mas também podem ser os velejadores do final de semana em seu barco de oceano, um kitesurfista, ou apaixonado pela vela em geral’”, disse Juan Sienra, gerente técnico da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), em comunicado.

A etapa classificatória vai até a próxima segunda-feira (11). A partir dos resultados, os velejadores serão divididos nas flotilhas ouro e prata para a sequência da competição, que segue até dia 16, um sábado. No ano passado, o campeão da flotilha ouro foi o fluminense Lucas Freitas. Na terça-feira (12), começa a disputa por equipes, em que os atletas representam os respectivos estados. Em 2020, o título ficou com o Rio Grande do Sul.

Durante a competição, os velejadores passarão por uma avaliação antropométrica. Segundo o comunicado da CBVela, o objetivo é “entender os perfis dos atletas e futuros ingressantes do programa da vela jovem buscando potencializar o alto rendimento do esporte”. Ainda conforme a nota, a entidade pretende “gerar a primeira estatística de morfologia dos atletas brasileiros, não somente para avaliações de saúde e performance a curto prazo, mas também para o desenvolvimento e seguimento do biotipo para as classes no futuro, criando uma estratégia de investimentos a longo prazo”.

O barco da classe Optimist tem 2,34 metros e é utilizado para crianças e adolescentes aprenderem as principais funções de um monotipo. O veleiro suporta até 60 quilos e seu formato impede que a embarcação atinja uma velocidade considerada elevada, o que o torna mais seguro para a prática da modalidade.

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Capitã da seleção feminina sub-20 jogará com Megan Rapinoe nos EUA

O OL Reign, time norte-americano de futebol feminino que pertence ao Lyon, da França, anunciou nesta quarta-feira (6) a contratação da volante Angelina, capitã da seleção feminina sub-20 e que estava no Palmeiras. Na franquia, a jovem de 20 anos atuará com a atacante Megan Rapinoe, bicampeã mundial e medalhista de ouro olímpica pelos Estados Unidos e eleita a melhor do mundo pela Fifa em 2019.

“Estou muito feliz e agradecida pela oportunidade de fazer parte do OL Reign. Novos desafios são importantes para mim e minha carreira. Darei meu melhor”, declarou a jogadora ao site oficial da nova equipe, com quem firmou contrato até 2023 e na qual será a primeira representante brasileira.

“Angelina é uma jovem atleta de grande talento e potencial. Sentimos que podemos ajudá-la a seguir crescendo e que ela se tornará uma jogadora importante para o time”, comentou o técnico Farid Benstiti, também à página oficial do OL Reign.

Nascida em Nova Jersey, nos Estados Unidos, Angelina se mudou cedo para o Brasil. Introduzida ao futebol em uma escolinha de Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, iniciou a carreira no Vasco, onde permaneceu até 2016, na categoria sub-17. A volante concluiu a formação no Santos, clube que a projetou e pelo qual atuou até 2019, sendo campeã brasileira em 2017. Contratada pelo Palmeiras no ano passado, a jogadora participou de 14 das 19 partidas da campanha alviverde na Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino. O Verdão chegou às semifinais, caindo diante do Corinthians.

Fundada como Seattle Reign Football Club em 2012, a franquia pela qual Angelina atuará trocou a cidade de Seattle por Tacoma em 2019, adotando somente o nome Reign Football Club. A equipe foi adquirida pelo Lyon em 2020 e incorporou à alcunha a sigla OL, de Olympique Lyonnais, nome oficial do clube francês, maior vencedor da Liga dos Campeões da Europa feminina, com sete títulos (sendo os últimos cinco consecutivos).

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Judô: FIJ confirma calendário de 2021 até a Olimpíada

A Federação Internacional de Judô (FIJ, sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (6) o calendário do Circuito Mundial da modalidade até os Jogos Olímpicos de Tóquio. O primeiro semestre do ano será marcado por cinco Grand Slams e o Campeonato Mundial. Torneios Continentais e cinco Abertos completam o cronograma de eventos classificatórios à Olimpíada de Tóquio. Aproximadamente 10 mil pontos no ranking mundial, listagem que servirá de base para a classificação, ainda estarão em jogo. Os 18 melhores de cada categoria de peso ao final da corrida olímpica, no dia 28 de junho, carimbam o passaporte.

Com tantos torneios, a temporada já começa na próxima semana com o World Masters de Doha, no Catar, a partir de 11 de janeiro. Apesar de abrir o ano, o torneio é a segunda competição mais importante na corrida olímpica em termos de pontuação, valendo até 1.800 pontos. Só valerá menos do que o Mundial de Budapeste, que dá até 2.000 pontos no ranking. E justamente a realização do Mundial em um ano olímpico é a maior novidade do calendário de 2021. A mudança ocorreu porque o torneio estava previsto para o ano passado e teve que ser cancelado em decorrência da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Outro ponto importante é a valorização ainda maior dos Grand Prix. Nesse ano, esses torneios ganharão um peso ainda maior. Antes, eles ofereciam até 700 pontos. Agora, com a chancela de Grand Slam, valerão 1.000 pontos no ranking. Sendo assim, as disputas de Tel Aviv (Israel), Tashkent (Usbequistão), Tbilisi (Geórgia) e Antalya (Turquia), se juntam ao Grand Slam de Paris, que foi realocado de fevereiro para maio e promete ser o mais concorrido na véspera do Mundial.

A Federação ainda deixou em aberto a possibilidade da promover outros eventos antes do Jogos Olímpicos. Segundo a nota, “estes são só os eventos confirmados. Ainda há espaço e tempo para mais, se a situação da saúde global melhorar”. 

Atualmente, o Brasil tem judocas dentro da zona de classificação em 13 das 14 categorias de peso. Somente no peso leve feminino nenhuma atleta verde e amarela estaria classificada no momento. Essa é a categoria da campeã olímpica Rafaela Silva, que, no final do ano passado, teve a suspensão por doping confirmada e não poderá competir em Tóquio.   

CALENDÁRIO IJF 2021:

11-13 Janeiro: World Masters – Doha/Catar – 1.800 pts

18-20 Fevereiro: Grand Slam – Tel Aviv/Israel – 1.000 pts

27-28 Fevereiro: Aberto Europeu – Praga/Rep. Tcheca – 100 pts

06-07 Março: Aberto Pan-Americano – Santiago/Chile – 100 pts

05-07 Março: Grand Slam – Tashkent/Usbequistão – 1.000 pts

13-14 Março: Aberto Pan-Americano – Lima/Peru – 100 pts

20-21 Março: Aberto Pan-Americano – TBC/Argentina – 100 pts

26-28 Março: Grand Slam – Tbilisi/Geórgia – 1.000 pts

01-03 Abril: Grand Slam – Antalya/Turquia – 1.000 pts

16-18 Abril: Campeonato Pan-Americano – Córdoba/Argentina – 700 pts

08-09 Maio: Grand Slam – Paris/França – 1.000 pts

06-13 Junho: Campeonato Mundial Individual e Equipes Mistas – Budapeste/Hungria – 2.000 pts

24-31 Julho: JOGOS OLÍMPICOS – TÓQUIO 2020

 

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Na Argentina, Santos e Boca Juniors abrem semifinal da Libertadores

O mítico estádio da Bombonera, em Buenos Aires, recebe na noite desta quarta-feira (6), a partir das 19h15, a partida de ida da semifinal da Copa Libertadores entre Boca Juniors e Santos.

 A equipe brasileira comandada pelo técnico Cuca chegou até aqui depois de passar pelo Grêmio nas quartas de final, com um empate em 1 a 1 em Porto Alegre e uma goleada por 4 a 1 em Santos. Nas oitavas, o time venceu a LDU por 2 a 1 no Equador e perdeu no Brasil por 1 a 0. Para o jogo desta noite, o grupo está todo à disposição. O volante Jobson  recuperou-se de uma inflamação no tornozelo e os laterais Pará e Madson  curaram-se de lesões na coxa. O time provável  para o jogo terá John Victor, Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Sandry e Diego Pituca; Marinho, Soteldo e Kaio Jorge, artilheiro do Peixe no torneio com cinco gols.
Os argentinos passaram pelo Inter nas oitavas ao vencerem no Beira-Rio por 1 a 0, perderem pelo mesmo placar na Bombonera e avançarem nos pênaltis. Nas quartas, o time passou pelo Racing ao perder fora por 1 a 0 e reverter em casa com o placar 2 a 0. O técnico Miguel Ángel Russo, campeão da América com o clube em 2007, terá um desfalque. O volante Jorman Campuzano, lesionado. O time de logo mais deve ter Andrada, Jara, Lisandro López, Izquierdoz e Fabra; Diego González, Capaldo, Villa e Salvio, artilheiro  com seis gols na Libertadores; Soldano e Tévez.

O duelo de volta na Vila Belmiro está previsto para a próxima quarta-feira (13). Na Libertadores o gol como visitante continua valendo como critério de desempate.

Duelo cheio de história

O Santos é um dos times brasileiros com mais tradição na Copa Libertadores da América. Ao lado de São Paulo e Grêmio, é tricampeão do torneio. Os títulos foram conquistados nos anos de 1962, 1963 e 2011. Além das conquistas, o Peixe tem um vice-campeonato obtido em 2003. Já o Boca Juniors tem seis taças da principal competição da América, é o segundo time com mais conquistas. Está atrás apenas do Independiente, que tem sete. Além dos títulos, os Xeneizes, como os torcedores do Boca são conhecidos, têm cinco vice-campeonatos.  
A história desses dois gigantes do continente se cruzaram em dois momentos. Ambos foram em finais. O Santos, com Pelé e companhia, faturou o bicampeonato em 1963 em cima dos argentinos. Foram duas vitórias dos brasileiros. No Maracanã, 3 a 2. Na Bombonera, 2 a 1.

Já o Boca Juniors conquistou o troféu em 2003 superando o Peixe na decisão. Assim como ocorreu na década de 1960, a definição veio com duas vitórias. Na Argentina, 2 a 0. No Brasil, 3 a 1. 

Em relação aos confrontos contra todas equipes brasileiras, o Boca Juniors costuma ser uma pedra no sapato. O time conseguiu 17 classificações em 20 duelos de mata-matas. Enquanto isso, o Santos avançou em dois dos seus cinco confrontos de mata-mata contra os vizinhos.

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Fla x Flu: no 1ª clássico do ano, times miram objetivos distintos

O Maracanã recebe na noite desta quarta-feira (6) o primeiro Clássico das Multidões de 2021: Flamengo e Fluminense se enfrentam a partir das 21h30 (horário de Brasília), em duelo válido pela 28ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O embate terá transmissão ao vivo da Rádio Nacional, com narração de André Luiz Mendes, comentários de Mario Silva e plantão de Bruno Mendes. 

Do lado rubro-negro, o jogo serve para manter vivo o sonho do bicampeonato nacional. Terceiro colocado na classificação geral, o Flamengo soma 49 pontos, mesmo total do vice-líder Atlético Mineiro, mas o Galo está a frente do time carioca pelos critérios de desempate do regulamento. O líder é o São Paulo, com 56 pontos.

Para conquistar os três pontos e seguir na perseguição ao tricolor paulista, o técnico Rogério Ceni terá praticamente a força máxima. O atacante Gabriel Barbosa e o lateral-esquerdo Filipe Luís, que ficaram de fora do último jogo cumprindo suspensão, já devem começar esta noite como titulares. O único desfalque será o goleiro Diego Alves, com uma lesão na coxa. O provável time do Flamengo que entra em campo deverá contar com Hugo, Isla, Rodrigo Caio, Natan e Filipe Luís; Willian Arão, Gérson, Everton Ribeiro e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabriel Barbosa.

O Tricolor carioca, com 40 pontos, ocupa sétima posição, e precisa vencer se quiser voltar ao G-6, grupo de times que disputarão a próxima Copa Libertadores da América. A equipe ainda busca a primeira vitória sob o comando do técnico Marcão, que assumiu o comando técnico na 25ª rodada, depois da ida de Odair Hellmann para o futebol do Oriente Médio.  No entanto, ontem (5) o treinador testou positivo para covid-19 e quem vai estar à beira do gramado nesta noite será o auxiliar Ailton.

Em relação à escalação, é provável que o Fluminense tenha várias mudanças. Nenê e Marcos Paulo podem perder espaço entre os titulares; Nino cumpre suspensão;  e Luccas Claro e Hudson voltam a ficar à disposição. Um possível Fluminense para o clássico mais charmoso do país poderá ter Marcos Felipe, Calegari, Luccas Claro, Matheus Ferraz e Danilo Barcelos; Yuri Lima, Hudson e Yago Felipe; Michel Araújo, Welligton Silva e Fred.

No histórico recente do clássico, não ocorre um 0 a 0 há sete partidas. Nesse período, são cinco vitórias do Flamengo, um empate e apenas uma vitória do Fluminense, no Estadual de 2020. O Rubro-Negro marcou 11 gols e sofreu seis. Em jogos valendo apenas pelo Campeonato Brasileiro, a última vitória do Fluminense ocorreu em 2016.

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Ygor Coelho retorna à Dinamarca para reta final rumo à Olimpíada

No sábado (9), Ygor Coelho, principal nome do badminton do Brasil, retorna à cidade dinamarquesa de Arhus para se reintegrar ao Højbjerg, time que ele defende na Europa desde 2018. Ygor estava no Rio de Janeiro desde julho de 2020. Nos dias 22 e 29 de agosto, o atleta passou por duas cirurgias no quadril. “Descobri esse problema em abril. Estava sentindo dores durante os treinamentos. Em parceria com os médicos e treinadores do clube, decidi que essa era a melhor hora para fazer as intervenções. Com a Olimpíada adiada e os torneios de clubes europeus praticamente paralisados pela  pandemia da covid-19, eu poderia ficar de fora de algumas partidas do time”, disse o atleta. Segundo o carioca, ele sentia o quadril “preso”, o que  impedia a realização de muito movimentos importantes do jogo. “Os médicos fizeram uma espécie de raspagem do osso e costuraram a cartilagem. Hoje consigo jogar de uma forma muito mais confortável. Isso vai melhorar minha performance. E, como no alto rendimento o detalhe é tudo, essa melhora pode fazer muita diferença”.

Ygor CoelhoYgor Coelho

Ygor Coelho – Alexandre Loureiro/COB

REABERTURA DO RANKING OLÍMPICO

Depois de quase um ano de muitas incerteza, a Federação Internacional de Badminton (BWF, sigla em inglês) decidiu reabrir o ranking mundial, base da seletiva olímpica, no dia 1º de fevereiro. E, em 18 de maio de 2021, os 34 classificados de cada naipe serão definidos para Tóquio. O Japão tem uma vaga em cada naipe por ser o país sede, e há, ainda, três por convite em cada naipe. Na disputa individual, os países com dois ou mais jogadores entre os 16 melhores terão duas vagas. Os demais só levarão um. Coelho, atual número 48 do mundo e 22 no ranking olímpico, tem a vaga muito bem encaminhada. “Estou quase lá. Mas ainda preciso de pontos. Por isso fiz as operações agora e o meu foco atual é 100% nos treinos. O ano vai ser muito cheio. Estou animado demais para os Jogos Olímpicos. Mas não posso esquecer que em dezembro também tem Mundial e depois já preciso pontuar para o ranking dos Jogos Pan-Americanos de 2023”.

O Aberto da Suíça, em Basel, de 2 a 7 de março, será o primeiro torneio a valer para a corrida olímpica. O último antes do fechamento da janela será o Aberto da Índia, em Nova Deli, de 11 a 16 de maio. No total, serão 17 competições. “A minha estratégia é participar de cinco eventos. E nesses torneios vou tentar fazer o máximo possível de pontos para entrar no top-20, para ter um caminho mais acessível. Carimbando o passaporte e chegando em Tóquio, o grande objetivo é passar pela fase de grupo e tentar chegar o mais longe possível. Na Rio 2016, eu era muito novo. Agora estou muito melhor preparado”.

REENCONTRO COM A FAMÍLIA

O período no Brasil não foi apenas de recuperação da cirurgia. “Voltei a ver os meus familiares. Pude treinar vários dias com o pessoal do Instituto social do meu pai, o Miratus, onde eu comecei a jogar badminton em 2000. Foi uma experiência muito bacana”. Outra passagem marcante desse período no Brasil foi o casamento com Karine Souza, depois de quatro anos de namoro. “Foi lindo demais. Ela é minha companheira, Estávamos pensando nisso há tempos. Faltava apenas acharmos o momento exato; e agora ele chegou. Quando a Karine se formar no curso de Educação Física, ela vai morar comigo lá na Dinamarca”.

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Palmeiras vence River Plate e está perto da final da Libertadores

O Palmeiras deu um grande passo na busca por uma vaga na final da Copa Libertadores, ao derrotar o River Plate (Argentina) por 3 a 0, na noite desta terça-feira (5) no estádio Libertadores de América, em Avellaneda (Buenos Aires), na partida de ida das semifinais.

Agora, o time paulista recebe a equipe de Marcelo Gallardo no Allianz Parque (São Paulo), na próxima terça-feira (12) a partir das 21h30 (horário de Brasília).

Gol de Rony

Jogando em casa, o River começou a partida pressionando a equipe comandada pelo técnico português Abel Ferreira. Assim, a primeira oportunidade do time argentino não demora a aparecer. Logo no primeiro minuto, Borré chuta para fora com perigo após receber de Matías Suárez.

Quatro minutos depois, o atual vice-campeão da Libertadores quase abre o placar, quando Carrascal bate da pequena área para grande defesa do goleiro Weverton.

Aos 20 minutos, o River Plate tem nova oportunidade, com Borré, que chega de carrinho, mas erra na finalização.

Mas aos 26 minutos o Palmeiras finalmente conseguiu criar algo. E quando o fez, abriu o placar. Gabriel Menino recebe na direita e cruza rasteiro para o meio da área. O goleiro Armani corta errado e a bola sobra na entrada da área para Rony, que bate cruzado para marcar.

Com a desvantagem no marcador, o River se desequilibra, e aos 30 minutos Gustavo Scarpa vence novamente o goleiro Armani. Mas o gol é anulado por impedimento de Luiz Adriano, que participou da jogada.

O tempo passa, e o River Plate volta a melhorar, e a criar boas oportunidades com Matías Suárez, aos 38, e com Ignacio Fernández, que, em cobrança de falta, acerta o travessão do gol defendido por Weverton aos 43 minutos. Mas o placar permanece inalterado até o intervalo.

Domínio no segundo tempo

Se o River começou melhor a etapa inicial, o início do segundo tempo foi do Palmeiras, que marcar seu segundo gol logo no primeiro minuto. Após boa troca de passes dos jogadores do time brasileiro, Luiz Adriano recebe no meio de campo, se livra de Rojas com um giro e parte livre até a pequena área adversária, onde bate na saída do goleiro Armani. Um belo gol.

O Palmeiras passa a controlar as ações no segundo tempo. Já o River se perde, e tem um jogador expulso aos 14 minutos, quando o colombiano Carrascal agride Gabriel Menino por trás e recebe o vermelho. Na cobrança da infração, Gustavo Scarpa levanta a bola na área adversária e o uruguaio Matías Viña faz de cabeça.

Com vantagem numérica, e no placar, o Palmeiras até tentou ampliar o marcador, mas não conseguiu vencer mais a defesa do River Plate.

Veja a tabela da Copa Libertadores.

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Série B: em duelo por vaga no G-4, Cuiabá vence Juventude

Depois de liderar grande parte da Série B do Campeonato Brasileiro, o Cuiabá recebeu o Juventude na Arena Pantanal na noite desta terça-feira (5) pela 33ª rodada em busca de recuperação. O empate com o Cruzeiro, combinado com resultados paralelos, derrubou a equipe para a 5ª posição. Já os gaúchos chegaram embalados, e na 3ª posição. Números que mostravam bastante equilíbrio. Mas a vitória final foi do Dourado, por 1 a 0.

Equilíbrio no 1º tempo

O equilíbrio foi a tônica da etapa inicial. No segundo minuto de jogo, Marcinho fez boa jogada pela direita e cruzou na área, mas faltou um companheiro do Cuiabá bem posicionado para tocar a bola para abrir o placar. Aos quatro veio a primeira chance do Juventude. João Paulo obrigou o goleiro João Carlos a fazer grande defesa. Os minutos seguintes foram de muita marcação e tentativas fracassadas de criar alguma coisa.

Mas aí veio um vacilo que custou muito caro. Aos 34, o Cuiabá mandou uma bola na área, e o zagueiro Anderson Conceição apareceu sozinho para desviar para o gol e abrir o placar.

Na etapa final, os dois times continuaram se alternando em tentativas fracassadas de criar perigo para o adversário. Até que aos 23, o Cuiabá perdeu uma grande chance. O atacante Jenison ficou com a bola livre dentro da área, mas escorregou justamente na hora de fazer o gol. O pior para os torcedores do Dourado é que, minutos depois, outra oportunidade muito clara foi desperdiçada. Após cruzamento da esquerda, o atacante Yago, de frente para o gol e sem nenhuma marcação, furou a bola.

Aos 38, Jenison fez uma grande jogada individual, ao driblar os defensores, mas acabou falhando na finalização. Depois foi a vez do Juventude vacilar, com Everton, que, após invadir a área adversária, bateu forte, mas a bola parou no travessão.

Aos 44, o Dourado teve outra chance inacreditável, quando Yago chutou de biquinho na saída do goleiro Carné. A bola passou raspando pela trave esquerda. Desta forma, o placar ficou mesmo no 1 a 0 para o Cuiabá.

Os três pontos devolveram o time mato-grossense ao grupo dos que irão à elite do futebol nacional. Até o momento, a equipe está na 3ª posição e soma 54 pontos. Com dois a menos, o Juventude vem logo atrás na 4ª colocação. O próximo jogo do Cuiabá será na próxima segunda (11) contra a Ponte Preta, em São Paulo. Na terça (12), o Juventude tem pela frente o clássico gaúcho contra o Brasil de Pelotas fora de casa.

Veja a classificação atualizada da Série B do Brasileiro.

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Série B: Guarani e Ponte Preta não saem do empate no Brinco de Ouro

É claro que o centenário dérbi campineiro não precisa de muitos ingredientes para atiçar a rivalidade entre os rivais. Mas o clássico da noite desta terça-feira (5), no Brinco de Ouro da Princesa e válido pela abertura da 33ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, tinha um ingrediente a mais. Foi um verdadeiro confronto direto para se aproximar de uma vaga no G-4, mas que terminou em 1 a 1.

Faltando apenas seis rodadas para o final do torneio, o Guarani chegou ao confronto ocupando a 6ª posição, com 47 pontos, e a Ponte Preta na 7ª, com um a menos.

Diante deste cenário, o jogo tinha tudo para ser muito movimentado. E foi. Logo no primeiro minuto de jogo, Bidu, lateral-esquerdo do Guarani, pegou um rebote e mandou uma bomba para o gol da Macaca. A bola passou raspando e assustou o goleiro Ygor Vinhas. Aos seis foi a vez de os visitantes ameaçarem. O meia Camilo bateu de fora da área e dessa vez quem se assustou foi o goleiro do Bugre, Gabriel Mesquita.

Aos 11, o primeiro gol só não saiu porque o goleiro da Ponte Preta fez um milagre. O atacante Matheus Souza chegou frente a frente com Ygor Vinhas, que saiu muito bem e evitou a abertura do placar. O Bugre não fez e acabou levando. Aos 25, Bruno Rodrigues deu ótimo passe para Matheus Peixoto na área. O atacante só tocou, para balançar a rede e abrir o placar. Com a vantagem, a Ponte passou a administrar um pouco mais o jogo. E o Guarani não teve muita força para ameaçar até o final da etapa inicial.

O panorama do segundo tempo não mudou muito. O Guarani tentava sair, mas não conseguia criar grandes oportunidades. E a Macaca forçava um pouco mais nos contra-ataques. Aos quatro, a Ponte Preta chegou perto do gol com Barreto batendo firme de longe. Mas o goleiro bugrino pegou sem problemas. Aos oito, o Guarani criou a primeira chance perigosa depois de muito tempo. Renanzinho completou um cruzamento e o goleiro da Ponte salvou. Depois o jogo começou a mudar. Os anfitriões se atiraram para cima e os visitantes passaram a marcar cada vez mais atrás. O castigo veio logo. Aos 14, Camilo, que teve participação destacada no gol da Ponte Preta, errou um passe bobo na saída de jogo e a bola sobrou para Mateus Ludke. O lateral-direito driblou um adversário e soltou uma bomba de longe para empatar. Um belíssimo gol.

Aos 27 quase veio a virada. Matheus Souza fez bela jogada, arrancando da intermediária, tabelando e driblando de calcanhar. Tudo isso antes de bater forte da entrada da área. Mas a bola acabou subindo muito. Aos 31, foi a vez de a Macaca perder grande chance. O atacante Bruno Rodrigues driblou o zagueiro e, cara a cara com o goleiro bugrino, acabou tirando demais, e mandou a bola à esquerda da trave. Já na reta final do jogo, aos 42 minutos, a Ponte Preta desperdiçou outra grande chance. O atacante João Veras ficou com a bola na frente do goleiro Gabriel depois de um vacilo da zaga do Bugre. Só que o avante demorou demais, e não finalizou corretamente.

A cinco rodadas do final da Série B, o Guarani se mantém apenas na 6ª posição, com 48 pontos. A Ponte Preta continua na 7ª, somando um a menos do que o rival campineiro. Mas o dérbi foi apenas o primeiro jogo da 33ª rodada. Dessa forma, a distância para a zona de classificação pode aumentar. A Ponte Preta volta a jogar apenas na próxima segunda-feira (11), quando recebe o Cuiabá no Moisés Lucarelli. No mesmo dia, o Guarani vai até Maceió para enfrentar o CRB no Rei Pelé.

Veja a classificação atualizada da Série B do Brasileiro.